Falcão e o Soldado Invernal – Aliados Improváveis (Análise do episódio 3)

 


A semana se encerra e um novo episódio de uma série da Marvel nos diverte. E Falcão e o Soldado Invernal segue a sua trama de passagem de manto no universo Marvel. Agora que temos ciência do mundo e o contexto da civilização pós-Blip, a trama de espionagem contraterrorismo avança e vemos cenários novos nesse universo e até mesmo retorno de aliados que não vimos a mais de cinco anos e que marcaram presença forte a trama.

Ainda estamos avaliando nossas análises semanais dos novos episódios, que demos início na semana passada, confira aqui a nossa análise dos dois primeiros episódios. Agora iremos debater os pontos cruciais do episódio da semana e como o acontecimentos levarão a grandes mudanças no futuros dos Vingadores.

Acomode-se, pois vamos debater o episódio da semana de Falcão e o Soldado Invernal!

Atenção: Spoilers do episódio dessa semana!


Já entendemos que a série é situada no mundo pós-blip, podemos enfim entender que o sistema criado pelos países entorno dessa crise global é feito de forma deveras hipócrita e muito contraditório.

O seriado está utilizando isso a seu favor para criar a justificativa nas motivações de Karli Mogenthaul. Com o comercial do Conselho Repatriação Global abrindo o episódio, já temos ciência que por mais que as intenções sejam boas, a realidade é muito mais difícil de lidar. Ainda continuando a ilustrar a realidade difícil de que a crise global está progredindo, a Karli ainda demonstra um senso nobre de querer ajudar os necessitados que perderam tudo quando voltaram. 


Mas ainda assim essa dualidade que Karli está mostrando de ser nobre ao lutar pelos necessitados, está indo num lado totalmente sombrio. Ao final do episódio, com a invasão dos Apátrias no centro de apoio, e uma explosão deixando vítimas inocentes, é bem surpreendente que ela pode se tornar a principal vilã ou ao menos um dos principais antagonistas no seriado.

Ainda falando em surpreender e antagonistas, tivemos a primeira aparição de Zemo (Daniel Bruhl), o que pode se dizer ser uma quebra de expectativa. Toda campanha de marketing que o streaming criou era que Zemo seria um principal antagonista, mas muito a contracorrente, vemos ele como um aliado para a dupla de heróis.

É algo que pode até ser encarado como controverso em alguns tipos de públicos que esperam algo na série, ainda mais que o seu retorno demonstrando como ele conseguiu fugir da prisão é visto como algo muito fácil demais e até previsível quando se tem muito conhecimento das produções da Marvel, é algo que que fica aberto a debates.


Sendo assim, a participação de Zemo na série se mostra muito mais expansiva, pois entendemos ainda mais do passado dele, onde antes sabíamos que ele além de ser um soldado de elite do país de Sokovia, era um barão de grande renome no poderio militar do país. Isso é algo interessante pois temos mais um lado expandido dos personagens vistos nos cinemas que estão ganhando mais escopo nas séries de TV. Sua função era orientar ainda mais Sam e Bucky para entender a origem desse suposto novo soro do super soldado, e a pista significativa está numa curiosa e bem-vinda expansão no universo Marvel, a cidade Madripoor.


Isso é mais uma prova que as propriedades e mitologias do universo mutante Marvel estão se aproximando aos poucos no terrenos do MCU, pois a cidade Madripoor, como é demonstrado na série, é uma cidade dominada pelo abismo social onde duas cidades, a Alta (dominada pela classe social rica e poderosa) e a baixa (pobreza e crime organizado fortíssimo) entram em intensos conflitos. Esse cenário é conhecido pelas histórias de confrontos com chefes de crime poderosos com o carismático e violento mutante Wolverine. Mesmo não tendo a menção à fama do personagem, o clima das histórias foi mantido na investigação de Sam e Bucky.

O uso dos disfarces de grandes chefões criminosos, cultura exótica e confrontos de gangues foram feitos para ilustrar o andamento da investigação, que contou com mais um retorno de uma personagem crucial do universo do Capitão América, a Agente 13, Sharon Carter (Emily VanCamp).

Sumida desde Guerra Civil, podemos mais ver do que ocorreu com a personagem, com ela vivendo foragida e escondida e com status de procurada nos EUA. Revelando que ela ajudou Sam e Steve a roubar o escudo do Capitão América, vemos que ela se aproveita do submundo do crime de Madripoor vivendo do tráfico de artes para sobreviver e assim se esconder da segurança americana. Sua participação rende boas coreografias de lutas, mostrando o embate e força física da personagem e dando mais valor para uma personagem até então não tão evidenciada.

Em retrospecto, como falamos que Barão Zemo está até o momento agindo como um aliado improvável para Sam e Bucky, seu protagonismo nas cenas de ação, muito mais agressivo e até mais cruel com o confronto com os caçadores de recompensas de Madripoor, é levantada a possibilidade dele se tornar um anti-herói no MCU, dando terreno para mais um supergrupo nesse universo, os ThunderBolts.

Em tese, se trata de um grupo formados por vilões ou até mesmo anti-heróis, fundado pelo Barão Zemo, que realizam missões menos grandiosas como a dos Vingadores e que permitem atitudes violentas e até controversas. Entre os membros mais famosos dessas formações estavam o Hulk Vermelho, o DeadPool, a Elektra, o Motoqueiro Fantasma e até o Cavaleiro da Lua. Não seria surpresa se no futuro essa formação possa ocorrer num filme ou até mesmo numa série para o streaming.

Agora voltando à trama do episódio, a revelação que temos é que a composição complexa de recriar a fórmula do soro do super-soldado só foi possível por conta dos experimentos feito em cobaias, especialmente no ex-soldado Isaiah, que vimos na semana passada, que sofreu torturas e traumas nas experiências para conseguir replicar o soro, resultando numa fórmula que tem os mesmo resultados de Steve Rogers, sem depender de raios vitas de Howard Stark e sem o efeito colateral de crescimento de músculos.

Isso é curioso a se reparar, pois se tudo leva a crer que Sam assumirá o escudo do capitão, é provável que algum momento ele pode tomar o soro e conseguir a força sobre humana de Steve e assim terá os seus principais poderes e se provar digno.

Falando em dignidade ao escudo, quem não está se provando tanto é John Walker, o novo Capitão América, seguindo a pistas que não leva a lugar nenhum e ainda assim se mostra muito agressivo após ter sido ofendido com um cuspe, mostrando um pouco do lado sombrio de John. A dualidade dele é algo a se reparar, podendo até mesmo pavimentar terreno para o nascimento do Agente Americano, outro vilão clássico do Capitão América, que é, em síntese um homem tão obcecado com a glória representada pelo capitão que deseja acima de tudo ser ele, não importando as consequências.

Sendo assim, o episódio da semana continua sua trajetória de expansão do pós-blip, com cuidadosos paralelos com realidades atuais, somados a retornos de personagens antigos do MCU, e desconstrução de vilões. A série chega até a sua metade, preparando-se para o seu clímax, que pode soar ainda mais surpreendente, pois o final nos entrega a participação de uma Dora Milaje, membra da guarda real e superior de Wakanda, país do Pantera Negra, sugerindo a vingança da nação de T’Challa pela morte do seu rei no atentado da ONU durante os eventos de Guerra Civil, onde tendo conexão com Bucky, que viveu isolado com habitantes de Wakanda durante seu exílio, o grupo de heróis pode passar pelo seu primeiro desentendimento entre si, complicando ainda mais a investigação de como derrotar os Ápatrias.

E assim encerramos a nossa análise da semana, vemos que o seriado segue garantindo mais diversão das produções da Marvel, e ao mesmo tempo que sua trama andou, plantou sementes que podem dar frutos para alguns personagens e mitologias no universo.

E sintonizem na semana que vem, que iremos dar procedimentos a nossas observações detalhadas das produções da Marvel, seja em cinema e agora televisão.

Falcão e o Soldado Invernal é uma produção original do Marvel Studios e é exclusiva do streaming Disney+.

O que achou da nossa análise? O que achou do retorno do Barão Zemo? Acha que os ThunderBolts estão chegando ao MCU?

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