OS FLAMINGOS DE FOGO DE WATERS E DIVINE

Não é fácil assistir a Pink flamingos, tão assumidamente trash e provocador. Ganhou reputação como o mais repulsivo dos filmes nos planos técnicos e estéticos. Já nasceu ostentando o título de “clássico da contracultura”. Prepare o estômago caso pretenda assisti-lo. Tome idênticas cautelas antes de ler o comentário.




                                                Pink flamingos

Direção:
John Waters

Produção:
John Waters


Dreamland
EUA — 1972


Elenco: Divine, David Lochary, Mary Vivian Pearce, Mink Stole, Danny Mills, Edith Massey, Channing Wilroy, Cookie Mueller, Paul Swift, Susan Walsh, Linda Olgeirson, Pat Moran, Jack Walsh, Bob Skidmore, Pat Lefaiver, Jackie Sidel, Julie Munshauer, Steve Yeager, Nancy Crystal, George Figgs, John Oden, George Stoll, David Gluck, Elizabeth Coffey, Margie Donnelly, Margie Skidmore, Berenica Cipcus, Iris Burman, Randy Burman, Don Blumberg, Vincent Peranio, Bob Adams, Mark Lazarus, David Lehman, Catriona Maloney, Richard Keller, Charlie Swope, Barry Golome, Ed Peranio, Elia Katz, Steve Waters, Billy Davis, Howard Gruber, Van Smith, Chuck Yeaton, Laurie Birnbaum, Lenny Taylor, Trick Grantham, Mark Isherwood, Randy Damm, Alan Reese, Alberta Reese, Cowboy Foulke, David Sander, Brigette Grey, John Herndon, Ellis Clark, Joe Wilepski, Jimmy Hutzler, Paul Landis, Lawrence Irvine e os não creditados Marina Melin, Max Mueller, John Waters.

Um filme difícil de assistir! Não consegui vê-lo completamente na primeira tentativa. Senti-me como Alice, de Lewis Carroll. Tive a sensação de ser lançado de chofre e em turbilhão na realidade invertida do país do espelho. Terminei violando os princípios que me regem na cinefilia: “Jamais abandonar um filme. Acompanhá-lo até o final, não importando a temática, os aspectos cinematográficos ou as condições de exibição”. Infelizmente, não deu. Diante das imagens de Pink flamingos o mal estar se instalou. Para não vomitar, achei melhor sacrificá-lo. A realização de John Waters é exemplo do que se pode chamar de cinema extremo. Aliás, nesse mesmo dia vira, momentos antes, outra mostra da extremidade cinematográfica: Salò ou Os 120 dias Sodoma (Salò o Le centoventi giornate de Sodoma, 1975), de Pier Paolo Pasolini. A dose foi excessiva, provavelmente.


Para ler a matéria completa, acesse:


http://cineugenio.blogspot.com/2013/01/os-flamingos-de-fogo-de-waters-e-divine.html






A Marca da Maldade: Orson Welles e o Último dos Clássicos "Noir" do Cinema.




Por Paulo Telles, editor do blog FILMES ANTIGOS CLUB ARTIGOS
ACESSE: http://www.articlesfilmesantigosclub.blogspot.com.br/

Um magnífico estudo acurado sobre a natureza perversa do ser humano. Orson Welles (1915-1985) realiza de forma inteligente uma palestra em seus 106 minutos de projeção (versão remontada) na obra A Marca da Maldade (Touch of Evil) de 1958. Aliás, atuando também como ator no papel de Hank Quinlan, um policial pungente e corrupto que ele interpreta de forma soberba, traduzindo um resumo de tudo que Welles tem a pretensão de sugerir ao espectador, mais especificamente em relação às incoerências, hipocrisias, e contradições, que envolvem a natureza humana. Também assinala o retorno deste big cineasta a Hollywood após nove anos de ausência. A fita teve cenas acrescentadas e montagem adulterada pela Universal à revelia do diretor.



Em 1999, foi realizada uma remontagem segundo as intenções do cineasta (que falecera em 1985) e deixadas para herdeira do diretor, Rebecca Welles*1. Charlton Heston e Janet Leigh (na foto acima) estiveram presentes na cerimônia de lançamento que foi exibida especialmente por ocasião dos 40 anos da estréia da obra. Foi o próprio astro de Ben-Hur e Os Dez Mandamentos, quem sugeriu a Universal Pictures para que Welles assumisse a direção (anteriormente, Welles só atuaria como ator)*2. Em verdade, o estúdio teve medo, mas Welles cumpriu o tratado e realizou a obra no tempo certo dentro do orçamento estabelecido. Mas mesmo assim, a Universal mexeu no filme. Amigos de longa data de Welles participam da fita, alguns até não creditados. Participam Zsa Zsa Gabor como a dona do bordel, Keenan Wynn, Jospeph Cotten, e despontando Dennis Weaver (1924-2006) improvisadamente por instigação de Charlton Heston, no papel do atrapalhado e bitolado empregado do hotel.


SNACK #29: O Grande Herói (2013, de Peter Berg)


Indicado a 2 Oscars - Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som - 'O Grande Herói' de início pode ser considerado apenas mais um filme de propaganda e exultação ao exército americano (e no fundo até seja), mas que faz isso de maneira eficiente. O diretor Peter Berg, cara que já entregou filmes pipoca divertidos como 'Bem-vindo à Selva', 'Hancock', 'O Reino' e o subestimado 'Battleship - Batalha dos Mares', faz deste um drama de guerra sufocante. Estrelado pelos eficientes Mark Wahlberg, Taylor Kitsch, Emile Hirsch, Ben Foster e Eric Bana, o filme mantém um ritmo intenso até o final. A direção de Berg continua firme nas cenas de adrenalina. A barulhada e os efeitos sonoros são um ponto positivo à parte, merecendo suas indicações ao Oscar. Ainda temos uma boa fotografia e uma cena de uma queda de um helicóptero simplesmente arrepiante.

DUVIVIER ANTECIPA O CONSUMO DE MASSAS

Inédito nos cinemas brasileiros, Au Bonheur Des Dames é o último filme mudo do francês Julien Duvivier. Por muito pouco não atingiu o patamar da plena excelência. Passou por recente processo de restauração, quando ganhou acompanhamento musical dos mais vibrantes. Um arrojado trabalho de câmeras flagra o processo de modernização de Paris, o surgimento das grandes lojas de departamentos e os efeitos de tudo isso sobre os indivíduos que ficam à margem. A realização está apoiada em romance homônimo de Émile Zola. O epílogo, infelizmente, é problemático.




Au Bonheur des Dames

Direção:
Julien Duvivier


Produção:
Charles Delac, Marcel Vandal


Le Film d’Art
França — 1930


Elenco:Dita Parlo, Ginette Maddie, Andrée Brabant, Madame Barsac, Nadia Sibirskaïa, Germaine Rouer, Simone Bourday, Cognet, Colette Dubois, Récopé, Yvonne Taponié, Marthe Barbara-Val, Marcelle Adam, Pierre de Guingand, Fabien Haziza, Fernand Mailly, René Donnio, Albert Bras, Adolphe Candé, Armand Bour, Charles Franck, Jean-Paul Roger, Durafour, Jean Liézer.


Não fossem as derradeiras cenas, Au Bonheur Des Dames — inédito nos cinemas brasileiros — seria absoluta peça de mestre. É o último filme mudo de Julien Duvivier, cineasta francês admirado por Orson Welles, com 70 títulos realizados de 1919 a 1967. Esteve, durante os anos 30, entre os principais nomes do cinema de seu país: Jean Renoir, René Clair, Marcel Carné, Jean Vigo e Jacques Feyder, todos integrantes do movimento passado à história como Realismo Poético.



Para ler a matéria completa, acesse:
http://cineugenio.blogspot.com/2012/12/duvivier-antecipa-o-consumo-de-massas.html



Transformers 4: A Era da Extinção - Assista ao explosivo trailer!


A trilogia Transformers pode não ser bem vista pela crítica especializada e por algumas pessoas que procuram um filme mais sério. Mas os 2,6 bilhões de dólares que a saga já arrecadou e um certo grupo de fanáticos pelos filmes garantem que este quarto filme seja imensamente esperado. Tá certo que esta saga tem um "enredo bobo" e muitos críticos a detonam, mas sinceramente sempre me divirto muito e a ação e os efeitos são eletrizantes. 'Transformers 4: A Era da Extinção' irá trazer aquela barulhada e lataria amassando, além de robôs dinossauros! A quem está pensando "que bobagem!" saiba que estes são personagens vindos do desenho animado original, os Dinobots! Fantasia pura, robôs gigantes, carrões e agora dinossauros brigando e destruindo o mundo sempre será alucinógeno de se ver.


Assista ao louco trailer:










  


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Rastros de Ódio: O Ápice de um Mestre da Sétima Arte.

Por Paulo Telles, do Blog FILMES ANTIGOS CLUB ARTIGO



Um destes artistas que jamais utilizam a palavra Arte, e um destes poetas que jamais falam de poesia – assim François Truffaut (1932-1984) se referiu a John Ford (1895-1973).


Ford é tido como o Mestre do gênero, o verdadeiro pai dos westerns. Um autêntico contador de Histórias vindas de um filho de imigrantes irlandeses, se comportando mesmo como tal. Durão, brigão, turrão, ele nasceu a 1º de fevereiro de 1895 em Cape Elizabeth, Maine, na fazenda de seus pais. Mais tarde, a família se mudaria para Portland, onde Jack, como seria chamado até 1923, passou a infância e a adolescência, e seu verdadeiro nome era Sean Aloysius O’Feeney.

'Godzilla' (2014): saiba porquê este é um dos filmes mais esperados do ano!

O novo filme do monstrão da Toho promete. Com um orçamento de US$ 180 milhões e com direção do não muito conhecido mas talentoso Gareth Edwards (que fez o ótimo filme independente Monsters - filme de 2010 mas que até agora não saiu no Brasil e possivelmente você não conhece), o blockbuster está com cerca de 86% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota 9,2 no IMDb. Estes são os principais meios de avaliação cinematográfica na internet, ou seja, tecnicamente já é um sucesso de crítica e se firma como um dos principais filmes do ano. Trazendo cenas apocalípticas e de muita destruição, além de um senso mais realistas e criaturas de gigantescas proporções; o filme é mais fiel a versão original japonesa do Godzilla, incluindo a luta dele contra outros seres fantásticos. No elenco temos Bryan Cranston (da badalada série Breaking Bad), Aaron Johnson (o herói de Kick-Ass) e Elizabeth Olsen (a talentosa outra irmã das gêmeas Olsen).

A estreia acontece nesta quinta, dia 15. Corram para os cinemas!




Sinopse: um épico renascimento para o icônico Godzilla, da Toho, esta aventura da Warner Bros. Pictures e Legendary Pictures coloca o monstro mais famoso do mundo contra criaturas malévolas que, sustentadas pela arrogância científica da humanidade, ameaçam nossa própria existência.



                Trailer estendido, é espetacular!


















  




Bônus:


Se você não viu, procure fazer o download de Monsters. Confira o trailer:








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Trilha sonora: ouça a canção de 'A Culpa é das Estrelas'

Foi divulgada 'All of the Stars'; a bela nova canção de Ed Sheeran, que faz parte da trilha sonora de 'A Culpa é das Estrelas'. O romance, que é o mais esperado do ano, é baseado no best-seller de John Green. A trama gira em torno de Hazel (Shailene Woodley) e Gus (Ansel Elgort), dois adolescentes que se conhecem em um grupo de apoio a pacientes com câncer, e compartilham, além do humor ácido e do desdém por tudo o que é convencional, uma história de amor que os faz embarcar em uma jornada inesquecível. Vale lembrar que Shailene Woodley é uma das queridinhas do momento, com vários filmes a caminho, além de estar nos cinemas mundiais atualmente com a adaptação de 'Divergente'. A estreia acontece dia 5 de Junho.


Escute a música, veja o trailer e prepare os lenços quado for assistir ao filme.



                                   All of the Stars, de Ed Sheeran:






                           Trailer do filme:




                                Cartaz:



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Fantástico trailer de 'No Limite do Amanhã'

Confira o trailer de No Limite Do Amanhã, estrelado por Tom Cruise e Emily Blunt.








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SNACK #28: Operação Sombra - Jack Ryan (2013, de Kenneth Branagh)


Na nossa edição número 28 das críticas Snack (críticas rápidas como um lanche rápido) falaremos de 'Operação Sombra - Jack Ryan'. O filme que tem como diretor - e também vilão - Kenneth Branagh, que dirigiu o primeiro 'Thor'. Aqui o diretor faz um filme mais simples e menor. Embora não chegue aos pés dos novos '007', dos filmes 'Missão Impossível' ou da franquia 'Bourne'; o filme consegue ser um bom exemplar de ação, suspense e espionagem. Há um bom uso de iluminação e feixes de luz contra as câmeras. Há um certo charme que é um pouco explorado neste universo de agentes secretos.

SNACK #27: 47 Ronins (2013, de Carl Rinsch)



Esta é nossa crítica rápida (Snack) edição 27. Acontece que '47 Ronins' foi um dos maiores fracassos de 2013. Com um orçamento gigantesco (estima-se 250 milhões de dólares), o filme teve diversos atrasos e arrecadou muito pouco. No geral é um filme mediano, que não entrega tudo que poderia ser, mas não merecia o fiasco total. Nesta trama que reconta uma das maiores lendas samurais, os últimos 47 Ronins (ronins são samurais sem mestre, renegados) de um clã decidem vingar-se da tirania de um inimigo usurpador. Keanu Reeves é um místico mestiço que faz parte deste grupo de heróis. Aos poucos ele mostrará seu lugar e ajudará o clã a recuperar sua honra. Este universo épico japonês é infinitamente rico e bonito, talvez por isso o filme tenha sido mal recebido. O novato diretor Carl Rinsch trabalhou notavelmente o visual do filme, mas não desenvolveu as personagens, o roteiro e nem a ótima cultura samurai.


SNACK #26: Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras (2014, de Mark Waters)





Do ótimo sucesso de 'Jogos Vorazes' ao fracasso de 'A Hospedeira'; do inacreditável sucesso dos horríveis 'Crepúsculo' ao mediano 'Dezesseis Luas'; chega a nova adaptação de um best-seller sobrenatural juvenil. 'Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras' não irá passar nos cinemas nacionais devido ao fiasco de bilheteria que foi lá fora. E a crítica não poupou: apenas com 10% de aprovação, recebeu massivos ataques. E não é para menos, o filme é um dos mais fracos que foi lançado em 2014 até então! Seja bem vindo à nossa crítica Snack, edição 26: crítica rápida com notas de pacotinhos de aperitivo.


NAZISTAS NO SUL DO BRASIL

Aleluia, Gretchen é, seguramente, o melhor filme de Sylvio Back e uma das grandes realizações do cinema nacional em qualquer tempo. Poucos cineastas conseguiram, de modo tão acurado, discutir as influências da tradição e do peso do passado na formação dos indivíduos e na permanência das idéias. Se ainda não o viu, veja! É realização de visão obrigatória. Acompanhe, ao longo de 40 anos, a saga dos alemães da família Kranz e seus agregados. Junte-se a eles na elaboradíssima sequência final, ao som de A Cavalgada Das Valquírias. O comentário é de 1979.


Aleluia, Gretchen


Direção:
Sylvio Back


Produção:
Sylvio Back


Sylvio Back Produções Cinematográficas Ltda., Embrafilme


Brasil — 1976


Elenco:Kate Hansen, Selma Egrei, Sérgio Hingst, Mirian Pires, Carlos Vereza, José Maria Santos, Lilian Lemmertz, Elizabeth Destefanis, Lourival Gipiella, Narciso Assumpção, Lauro Hanke, Lala Schneider, Maurício Távora, Sale Wolokita, Edson D’Ávila, Abílio Mota, Rafael Pacheco, Joel de Oliveira, Lúcio Weber, Irineu Adami.


Certamente, no presente momento ao menos, Sylvio Back[1] é o único cineasta de renome em atividade no Sul do Brasil[2]. Desde a estréia no cinema com o curta Moradas (1964), dedica-se, com raras exceções, ao sistemático mapeamento cinematográfico da região, privilegiando a parte compreendida pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Aborda temas os mais diversos, dispersos por curtas — Os imigrantes (1965), Curitiba amanhã (1965), Curitiba, uma experiência em planejamento urbano (1974), Teatro Guaíra (1976), Um Brasil Diferente? (1978) e Crônica Sulina (1979) — e longas-metragens — Lance maior (1970), A Guerra dos Pelados (1971), Aleluia, Gretchen (1976) e República Guarani, em andamento.






Para ler a matéria completa, acesse:

http://cineugenio.blogspot.com.br/2012/12/nazistas-no-sul-do-brasil-um-comentario.html


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Festim Diabólico: Experiência Única de Alfred Hitchcock




Por Paulo Telles - Blog Filmes Antigos Club Artigos.

Hoje iremos falar de uma obra do Mestre do Suspense Alfred Hitchcoock (1899-1980), seu primeiro filme a cores e o primeiro dos quatro que fez com James Stewart (1908-1997), considerada uma experiência única na história do cinema: uma narrativa praticamente desenvolvida em uma única tomada, com movimento contínuo de câmera, audácia formal realizada mediante extrema precisão e rigor na coreografia da mise-em-scène (a filmagem ininterrupta exigia perfeita concatenação de atores, décor e câmera).





FESTIM DIABÓLICO (Rope), produzido em 1948, foi baseada em peça de 1929, de autoria de Patrick Hamilton (1904-1962), foi por sua vez inspirada no caso real Leopold-Loeb. Em 1924 os jovens Leopold e Loeb (19 e 18 anos, respectivamente), raptaram e mataram um garoto de 14 anos chamado Bobby, na cidade de Chicago. O caso teve grande repercussão em jornais da época. Ambos foram julgados, mas conseguiram escapar da pena de morte, sendo apenas aprisionados. Loeb morreu na prisão, e Leopold saiu dela após 45 anos, morrendo no início dos anos 70. O Caso Leopold-Loeb seria levado ao cinema em um filme de 1958, Estranha Compulsão, de Richard Fleischer, com Bradford Dillman e Dean Stockwell nos papéis principais e ainda tendo Orson Welles como o brilhante advogado que defende os dois jovens da acusação e salvá-los da pena de morte.

Crítica: Pelo Malo (2014, de Mariana Rondón)






Crítica escrita por Raphael Camacho, cedida pelo blog parceiro
http://guiadocinefilo.blogspot.com.br/




“Eu não te amo.” “Eu também tão pouco.” Ouvir esse pequeno diálogo já causaria certo espanto de qualquer pessoa que preza pelo carinho, pelo amor. Saber que isso é fruto de uma discussão entre uma mãe e seu filho causa espanto, causa dor. Vem da terra de Hugo Chaves um dos filmes mais impactantes dos últimos tempos quando pensamos em relações familiares, Pelo Malo. Dirigido pela cineasta Mariana Rondón, o longa-metragem venezuelano é uma excursão rumo ao mundo dos sonhos daqueles que possuem uma realidade dura, cheia de preconceitos. Nesse caso, o sonhar é viver.

O WESTERN INSPIRADO EM DIVERSAS FONTES DA LITERATURA HEROICA

O Minha Visão do Cinema agora está em parceria com o amigo amante da sétima arte clássica José Eugênio, que escreve no blog:


http://cineugenio.blogspot.com.br/


Vamos a sua matéria de estreia aqui no blog?

*Esqueça o pavoroso título Os Brutos Também Amam, dado pelo distribuidor brasileiro. Mas fique com Shane. É um dos mais belos westerns; um dos mais míticos também. Se você o viu quando era criança, nos anos 50 ou 60, entenderá as razões da atração que o filme de George Stevens exercia sobre a garotada. Nós, meninos de então, éramos fascinados como Joey. E queríamos que nossos pais fossem como Shane. No fim, crescíamos assistindo a partida do mito que embalava nossas ilusões infantis. E aprendíamos a assobiar ouvindo The Call of The Far-Away Hills.








Os brutos também amam (Shane)



Direção:
George Stevens

Produção:
George Stevens, Ivan Moffat

Paramount
EUA — 1953

Elenco:Alan Ladd, Jean Arthur, Van Heflin, Brandon De Wilde, Jack Palance, Ben Johnson, Edgar Buchanan, Emile Meyer, Elisha Cook Jr., Douglas Spencer, John Dierkes, Ellen Corby, Paul McVey, John Miller, Edith Evanson, Leonard Strong, Ray Spiker, Janice Carroll, Martin Mason, Nancy Kulp, Helen Brown, Howard J. Negley, Beverly Washburn, Charles Quirk, George J. Lewis, Chester W. Hannan, Bill Cartledge, Steve Raines, Jack Sterling, Henry Wills, Rex Moore, Ewing Brown.


Pobre Shane (Ladd)! Cavalgou rumo ao norte, fugindo de seu passado e de sua sina! Cavaleiro errante, poderá, quem sabe, encontrar lugar para se enraizar e escapar das trampas que o destino trágico armou à sua revelia. Porém, convenhamos: realizar tal missão seria bem mais fácil que esta, não prevista no roteiro de A. B. Guthrie Jr.: Shane teria que cavalgar muito mais para se livrar da maldição do nefasto título dado pelo distribuidor brasileiro, que o estigmatizou para sempre. É lamentável! Ainda hoje Shane é reconhecido entre nós pelo bestial e piegas Os brutos também amam, quando de bruto nada tem.


Para ler a matéria completa acesse:

http://cineugenio.blogspot.com/2012/12/os-brutos-tambem-amam.html




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Crítica: Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014, de Joe e Anthony Russo)






'Capitão América 2: O Soldado Invernal' surge como o filme mais "sério" da Marvel e com muitas novidades, colocando um novo rumo nesta potência cinematográfica.



Os primeiros filmes saídos das HQ's da Marvel renderam produções B não muito lembradas e até mesmo trash, como Flash Gordon em 1980, Howard, O Pato de 1986 e O Justiceiro de 1987. Mas com o enorme sucesso de MIB - Homens de Preto de 1997 (sim, foi uma HQ distribuída pela Marvel) e do vampiresco Blade de 1998, os estúdios e cineastas retornaram sua atenção aos quadrinhos, agora que a tecnologia em computação e os orçamentos gigantescos permitiriam realizar filmes mais grandiosos. Não demorou muito para que surgissem X-Men (2000), Homem-Aranha (2002), MIB 2 (2002) e Blade 2 (também em 2002). Daí não parou mais e entre sucessos e fracassos tanto de crítica como de público, os heróis e seus poderes vieram ganhando espaço. Em 2008 surgiu uma nova etapa neste subgênero. Neste ano chegava o ótimo Homem de Ferro e a nova aventura do "verdão" em O Incrível Hulk. Este foi o pontapé inicial para um sonho: o projeto Vingadores, que após filmes solo do Capitão América, Thor e a segunda missão de Homem de Ferro; se consolidou em 2012 com Os Vingadores. Esta foi a maior bilheteria entre os filmes de heróis e a terceira maior da história (perdendo apenas para Avatar e Titanic). Bem, atualmente estamos na fase 2, nos preparando para o ambicioso Os Vingadores 2. Nesta fase já tivemos o morno Homem de Ferro 3 e o bom Thor 2 (que liga os Guardiões da Galáxia ao universo Marvel - filme que ainda estreia neste ano). Mas nenhum deles expandiu tanto e injetou sangue novo como este Capitão América 2: O Soldado Invernal, que até então se posiciona como o melhor blockbuster do ano.

TOP 10: Você conhece os filmes mais esperados da temporada?


Esse nosso TOP é ao mesmo tempo um jogo. Uma vez que todos os pôsteres aqui estão em sua versão original em Inglês, o jogo é ver quem conhece todos os filmes e sabe os seus respectivos nomes aqui no Brasil.
Começou nesse fim de semana, nos EUA, com a estreia de "O Espetacular Homem Aranha 2" a temporada tão esperada para o cinema que é chamada de "Summer Season". Summer porque é a época do verão lá e de agora até agosto serão lançados os filmes chamados de blockbusters, que são aqueles mais caros e os que conquistam as maiores bilheterias do ano todo. 
Esses são os 10 filmes que os especialistas do cinema aguardam que tenham mais sucesso. E por sucesso e não digo "qualidade" necessariamente. Não espere ver com muita frequência nessa temporada filmes que aparecerão no Oscar 2015, por exemplo. Aqui a questão não é roteiros profundos ou atuações comoventes. É efeito especial, explosão e diversão descompromissada.

10.

9.

8.

7.

6.

5. 

4.

3. 

2.

1.

E então? Está por dentro de todos?



Rapidinhas sobre a bilheteria do fim de semana (27/04/14)

Post especial aqui no blog, já que é o meu post de retorno ao MVDC. Feliz!
Isso aí. O Mágico de Oz está de volta.
Mas encerrando o discurso, vamos partir para os pontos altos (e baixos, é claro) do ranking das bilheterias americanas desse fim de semana. 




*A estreia da semana, a comédia para mulheres e feita por mulher, Mulheres ao ataque (The Other Woman) fez bonito e ficou na 1ª posição com $25 milhões. A comédia que traz a estrela Cameron Diaz, além da participação da cantora Nicki Minaj se arriscando como atriz pela primeira vez, ainda teve a façanha de tirar da 1ª posição o filme Capitão América: O Soldado Invernal, que se manteve no topo por três semanas consecutivas, desde a sua estreia.

*O último filme do falecido Paul Walker (estrela da série Velozes e Furiosos) também estreou, mas não teve o mesmo sucesso. Amargou a 5ª posição com $9,5 milhões. 13º Distrito (Brick Mansions) custou $28 milhões e poderá até ter algum lucro, mas não poderá ser classificado como nenhum sucesso.

*Outra estreia desse fim de semana foi o terror The Quiet Ones, tendo um desempenho pior ainda. Apesar de um marketing eficiente que frisou a boa atmosfera assustadora, cenas estranhas (no melhor sentido), o trunfo de ser levemente baseado em fatos reais e até alguma conexão com os clássicos filmes de horror dos estúdios HAMMER, o filme teve que se contentar com a 7ª posição. Baixíssimos $4 milhões.


* * *


*Sucesso* O pequeno filme cristão Heaven is For Real já acumula $52 milhões apenas em sua segunda semana nos cinemas;

*Sucesso* Diferente de outras adaptações recentes de livros que tentaram ser o novo Harry Potter ou Crepúsculo (no que diz respeito ao sucesso nas bilheterias) e falharam feio, Divergente foi bem sucedido. A qualquer momento amanhã, o filme cruzará a marca de $140 milhões só nas bilheterias americanas.

*Fracasso* Poderia ter sido pior, mas também não dá pra considerar bom o desempenho da sequência 300: A ascensão do Império. Saindo de vez dos cinemas no máximo daqui a duas semanas, o filme que custou $110 milhões não passou a marca de $106 milhões.

*Fracasso* Será que não vai aparecer alguém para fazer o favor de dizer para o Arnold Schwarzeneger que ele deve parar de tentar voltar a ser estrela dos filmes de ação que ele foi um dia? Seu mais recente fracasso, Sabotagem, está nos cinemas há 30 dias e já na semana seguinte deve ser limado de todas as salas, encerrando sua jornada nas telonas com a arrecadação vergonhosa de $10,5 milhões.




Meu TOP 10 Filmes de Super-Heróis:


Vou fazer alguns TOP 10 relacionados com filmes de heróis e outros que sejam baseados em HQ's. Pra começar, meus 10 filmes de super-heróis favoritos até então. Como vocês verão, minha lista poderá fazer polêmica devido à algumas escolhas peculiares. Alguns filmes nem possuem HQ e na maioria das vezes gosto de produções com algo que vá além dos efeitos especiais e a luta do bem contra o mal. Lá vamos nós: