Crítica: Harriet (2019, de Kasi Lemmons)



Harriet é um filme de 2019, de Kasi Lemmons, que trouxe para as telas a história biográfica de Harriet Tubman, uma escrava abolicionista. Para dar vida à trama, a protagonista é interpretada por Cynthia Erivo, atriz, cantora e compositora britânica que deu vida a Harriet de forma majestosa, de forma que o filme a rendeu uma indicação ao Oscar em 2020 por melhor atuação e melhor canção original que a mesma compôs para o longa, a música Stand Up.

Além de Cyntia Erivo, o filme conta com a atuação de Joe Alwyn, conhecido por sua participação em A Favorita e em Duas Rainhas; Janelle Monáe, a atriz de Estrelas Além do Tempo e Moonlight; entre outros atores incríveis.

Com uma trama que aborda a realidade da escravidão norte-americana pela perspectiva da protagonista, uma escrava que consegue fugir e se torna abolicionista, a trama dramática prende o espectador do início ao fim, com uma direção incrível que deu vida a narrativa e a personalidade da personagem histórica Harriet.


Como uma produção aparentemente simples, que pode até ser considerado um filme de baixo orçamento, Harriet consegue surpreender a todos ao trazer para a atmosfera do filme, a realidade do período da escravidão estadunidense tratando com maestria tanto as perspectivas dos escravos presos, dos escravos libertos, dos escravos fugitivos, como dos colonos, os vilões da época.

Além disso Harriet é um filme feminista que surge em 2019 não apenas com o propósito de ser um filme feminista, mas também para ilustrar um fato histórico que realmente ocorreu, o que o torna um filme importante para a história cinematográfica e para a história do abolicionismo norte-americano.

A direção de arte não fica para trás, trazendo um figurino meticuloso que combina rigidamente com cenários ricos que parecem ter sido transportados do século XIX.

Além disso, a direção de som não poderia ficar de fora, dado o fato de que a música tem um papel crucial para a narrativa do longa, onde nos momentos de maior tensão narrativa, somos surpreendidos ainda pela emoção da voz de Cynthia Erivo, que nos transporta para o drama, com as mensagens que as músicas carregadas de significado devem passar para os próprios personagens no momento.

Religião, este é outro aspecto muito marcante da trama, dado o fato de que todos os escravos que nos são apresentados ao longo da narrativa são extremamente religiosos e nunca perdem a fé, conseguindo até apoio da igreja em suas fugas.

Apesar de tudo isso, infelizmente o filme pode não agradar a todos devido a algumas falhas no roteiro que tornaram algumas cenas previsíveis para os amantes da sétima arte, que antes mesmo de acontecer, já sabemos qual será a próxima atitude do personagem em cena, o que quebra todo o suspense e a tensão da narrativa.


Porém, para os amantes de filmes históricos e que valorizam filmes que tratam muito sobre a cultura negra no período da escravidão e a cultura norte-americana abolicionista, este não pode ficar de fora da sua filmografia, pois Harriet é uma verdadeira aula de história, sendo capaz de trazer ao público a perspectiva de vida da época, possibilitando uma reflexão sobre a luta contra o racismo que infelizmente ainda é enfrentada até hoje.

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Titulo Original: Harriet

Direção: 125 minutos

Duração: Kasi Lemmons

Elenco: Cynthia Erivo, Leslie Odom Jr., Joe Alwyn

Sinopse: A história de Harriet Tubman, ativista política que, durante a Guerra Civil americana, ajudou centenas de escravos a fugirem do sul dos Estados Unidos, logo depois que ela mesma tivesse conseguido escapar da escravidão, no ano de 1849. Suas ações contribuíram fortemente para que a história tomasse um novo direcionamento.

Trailer:



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