Uma brega, singela e linda homenagem ao Eurovision



O Eurovision é um festival de música anual que acontece desde 1956. Foi nele que nomes como ABBA em 1974, Céline Dion em 1988 e Conchita Wurst em 2014 venceram seus primeiros prêmios na carreira. Ele é conhecido como um festival que flerta com o brega, mas, motivo de orgulho para os participantes e países europeus.

Will Ferrell, que junto de Rachel McAdams dão vida à Fire Saga, também é corresponsável por assinar o roteiro do longa, motivo esse pelo qual vemos uma homenagem até maior do que a própria comédia. Explico: o ator é casado com Viveca Paulin, sueca, que apresentou o Eurovision Song Contest para ele, e desde então, tendo ido em algumas edições, o ator achou que valia um filme sobre o assunto.


Desde a primeira tomada do filme, somos atirados de cabeça no sonho de Lars (Will Ferrell) e de sua sempre fiel escudeira Sigrit (Rachel McAdams). O ponto de partida deste sonho vem da infância de Lars, ao ver na televisão o ABBA vencendo o Eurovision e lhe inspirando. A partir daí o filme oferece uma fórmula das mais fáceis possíveis: o sonhador Lars tem um pai, Erick (Pierce Brosnan) que parece não sentir orgulho dele, tem um emprego que não o sustenta, é extremamente desligado em relação a tudo e num primeiro olhar parece ofuscar o potencial de Sigrit, enfim, tudo para um perfeito pastelão.

Acontece que quando alguns acontecimentos tiram os melhores representantes da Islândia do radar (Katiana, vivida por Demi Lovato), a dupla acaba com o passaporte para o sonho de uma vida: representar a Islândia em um Eurovision. Daí em diante, o longa,
apesar de doses altas de deboche, encanta de uma forma impressionante. 



A fotografia que já era encantadora, consegue despertar uma vontade de fazer uma eurotrip, captando paisagens belíssimas de Edimburgo com direito à trilha sonora brasileira. 

Neste segundo ato do filme, somos apresentados à atuações geniais, leves e divertidíssimas, com destaque absoluto para o participante russo Alexander Lemtov (Dan Stevens, em papel cômico, ácido e muito representativo) e sua música impagável, Lion of Love.

Se alguns números musicais nos remetem a filmes como Letra e Música, outros são de uma sensibilidade tremenda, como o número final da dupla e outros com uma dose de diversão e surpresa fora de série, como o número musical na casa de Lemtov, com direito a uma ponta de uma das vencedoras do Eurovision, Conchita Wurst.

O roteiro, entretanto, não poupa farpas. Sobra desde os Elfos até muita crítica para o povo Islandês que é quase imbecilizado, o que é uma pena, porque quando o filme presta a homenagem ele empolga, e quando ele tenta ser engraçado com seus protagonistas acaba por falhar. Se seguisse na mesma linha como a com o russo desde o início, o filme conseguiria ter um resultado melhor.


Se com clichê começa, com clichê termina. Tudo sempre se resolve, mas sem apelar para ainda mais situações que tirariam o brilho do próprio festival. O filme acabou sendo lançado no ano em que o festival foi cancelado devido a Pandemia, o que confere aos fãs do festival um bom material para matar as saudades, e para tantos outros ao redor do mundo, conhecer este tradicional festival de música.


Título Original: Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga

Direção: David Dobkin

Duração: 123 minutos

Elenco: Rachel McAdams, Will Ferrell, Pierce Brosnan, Demi Lovato, Dan Stevens, Melissanthi Mahut, Jóhannes Hakur, Ólafur Darri Ólafsson, John Lundvik e outros.

Sinopse: Eles nasceram para brilhar, mesmo que ninguém mais concorde. E o destino concedeu a chance de que eles precisavam.


Trailer:

Quem ai já conferiu o longa? Compartilha com a gente o que achou ;)

Nenhum comentário:

Postar um comentário