Diretor de Casa de Antiguidades faz discurso forte sobre seleção em Cannes


João Paulo Miranda Maria, diretor de Casa de Antiguidades, filme brasileiro selecionado na 73ª edição do Festival de Cannes; tem usado as redes sociais para se expressar sobre o reconhecimento do projeto. Isso porque Casa de Antiguidades, único brasileiro presente na seleção oficial de Cannes desse ano, surge num momento oportuno, no meio dos protestos e discussões de pautas raciais e sociais que vem ocorrendo ao redor do mundo. O longa de João Paulo debate justamente essas questões, ao falar sobre o racismo presente no Brasil e, a crescente polarização política vívida no país.

Primeiro em forma de texto em suas redes sociais, depois em vídeo, divulgado nas mesmas, João Paulo Miranda, agradece o reconhecimento e lamenta a falta da celebração presencial, mas principalmente, reforça a ideia de que seu filme é um filme de resistência, resistência contra o desmonte do governo para com nossa cultura, como resistência contra os preconceitos que não cabem mais em nossa sociedade. Para João, Casa de Antiguidades não foi feito para simplesmente agradar, ou entreter, mas sim para desafiar e trazer duras verdades. Confira: https://www.facebook.com/joao.p.maria.1/videos/10207704943657046/


Casa de Antiguidades é uma coprodução francesa e é o primeiro longa do diretor que ganhou destaque, tendo seus curtas já selecionados em Cannes e no Festival de Veneza. O filme contará a jornada de Cristovam, um operário negro que se encontra em uma cidade de colonização austríaca e ultra racista ambientada no sul do Brasil. Apesar de ainda não possuir uma data de lançamento, deve provavelmente aparecer em outros festivais ao longo do ano.


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Antonio Gustavo

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