Crítica: Paciente Zero (2019, de Russell Owen)


Fico pensando em quantos filmes apocalípticos os diretores são capazes de fazer e pior, praticamente repetindo a mesma história em todas as vezes. Porém não temos nada de terror aqui, o que poderia encaixar quase num filme "Sessão da Tarde", se não fosse algumas cenas mais fortes, mas em todo o caso, vou pegar leve na nota só porque gostei das presidiárias. Vem comigo e veja o que achamos sobre o filme!

Podemos com toda a certeza anular 2020 do calendário de filmes, e seja lá como alguns ainda estreiam sem passar pelas telonas, em Paciente Zero, o diretor não é novato em curtas de suspense, seu primeiro foi um curta em 2009 chamado Anglesey Road, disponível no YouTube, caso queira ver, clique aqui!



E desde então ele vem fazendo curtas e disponibilizando na internet, Paciente Zero ou Inmate Zero ou ainda Patients of a Saint (não encontrei o motivo da mudança de nome) parece ser o segundo filme de sua carreira.

Particularmente não conhecia o trabalho do mesmo e muito menos saberia da existência desse filme se não fosse os tempos estranhos que vivemos e sabe-se lá quantos filmes "ruins" eu vou descobrir ainda esse ano.

O filme infelizmente é uma grande sopa clichê de filmes de zumbis apocalípticos, lembrando um pouco Guerra Mundial Z, a série The Walking Dead e pasmem que até O Grito me veio a cabeça.

Todos os personagens são prisioneiros ou guardas que residem em uma ilha, a prisão é para aqueles que fizeram algum crime hediondo, separados por alas femininas e masculinas, com prisioneiros de todo o mundo. Nota-se que o lugar é praticamente abandonado e sofre nas mãos dos governos, onde a corrupção corre solta, vivem em chiqueiros e pelo menos as presas são obrigadas a aguentar um guarda bem saidinho que se acha melhor que elas, porém é aquele jogo de policial bom e ruim, já que em contra partida, outro guarda está sempre ali para ajudar.



Justamente por saber que ninguém se importa, experimentos com prisioneiros são feitos, com a premissa de que, assim, eles não vão parar na cadeira elétrica, mas mal sabem eles que coisa muito pior os aguarda. E é assim que o tal paciente zero é infectado. Os efeitos especiais são bem feitos para os padrões do filme, que conta com olhos pretos, gosmas e veias pretas, sem contar toda a preparação zumbi que envolve comer os vivos e se transformar. Bom, já vi coisas piores.

O filme todo se passa dentro da prisão e a tentativa de um pequeno grupo de sobreviventes de sair dali com vida, mas percebemos que tudo está contra eles, mesmo quando a ajuda parece ter chego. As atuações estão ok, nada de mais e claro, temos aquela falta de profundidade no que motiva essas mulheres, algumas percebemos que possuem honra, outras amor e mesmo atrás das grades por crimes graves, conseguimos criar um laço de empatia por elas (não todas). O filme ao todo é mais do mesmo e tirando algumas cenas violentas, poderia muito bem passar num domingo a tarde. Chega a ser monótono, já que é possível deduzir claramente o que vai acontecer à seguir. Entretenimento vazio, clichê e com uma história mais ou menos.
 

Título Original:
Inmate Zero / Pacients of a Saint

Direção: Russell Owen

Duração: 87 minutos

Elenco: Meg Alexandra, Gabz Barker, Kate Bell, Raymond Bethley

Sinopse: Quando as trilhas médicas são levadas ao limite, os testes mais extremos terminam na Ilha St. Leonards, no Atlântico Norte. Uma prisão destinada a alguns dos criminosos mais violentos do mundo. Mas quando um experimento dá errado, a ilha inteira se torna um labirinto aterrorizante e cheio de doenças para sobreviventes desesperados.

TRAILER:

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Natália

Nada do que eu disser será verdade

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