Equipe comenta: Ricos de Amor (2020, de Bruno Garotti)



No A Equipe comenta de Ricos de Amor, um dos lançamentos mais recentes da Netflix e que anda nos destaques da plataforma de streaming. Você vai poder conferir duas breves críticas sobre a comédia romântica escritas por Lívia Marttins e Ana Paula Araújo, segue a barra de rolagem e confere o que as duas acharam:



Lívia Marttins:

Sabe aquele filme que lembra sessão da tarde? Este é o caso de Ricos de Amor , um dos novos lançamentos brasileiros na Netflix!

A história é bem batida, daquelas que lembra um pouco Lua de Cristal da Xuxa, em que uma pessoa sai do nada e demonstra seu valor perante a sociedade encontrando seu verdadeiro amor. 

Vemos então o desenrolar do enredo onde Teto (Danilo Mesquita), o protagonista, filho do Barão do Tomate Teodoro (Ernani Moraes) ganha um emprego na empresa do pai, mas ele rejeita e tenta se desconstruir de toda a ideia concebida de que ele só consegue tudo, ou quem ele quer por ser quem ele é, um personagem rico. Seu próprio amigo Igor (Jaffar Bambirra), levanta esta questão.

Para provar que sua teoria está equivocada, Teto tenta concorrer contra seu melhor amigo uma vaga na filial carioca da empresa do seu pai como uma pessoa comum, sem vantagens, mesmo que no fundo seja só para conquistar a paixão da Médica Residente Paula (Giovanna Lancellotti).

Com pitadas de Encontro de Amor de Jennifer Lopes, às avessas, muitas vezes me recordei durante o filme do clipe (aliás, maravilhoso) Shot at Night, da banda The Killers, lembrando inclusive fisicamente da história musical.

Porém, nem só de ideias banais vive o filme, há questões relevantes como críticas de desigualdade social, vantagens sociais e assédio que profissionais sofrem em seus trabalhos; além do desenvolvimento de projeto social que beneficia tanto o empresário, quanto os microempreendedores.

Bruno Garotti e Anita Barbosa são co-diretores nesta obra, e a dupla soube direcionar o filme para que ele fluísse perfeitamente. Temos também algumas tomadas feitas por drones, que deixa a fotografia interessante. 

O filme aproveite bem a luz natural deixando o ambiente leve e utiliza das cores quentes, quando necessário, para chamar a atenção de algumas personagens, como no caso, a personagem de Fernanda Paes Leme.

A trilha sonora é bem superficial, mesmo que contendo o show do Alok, porém a fotografia é bem bacana e demonstra bem o contraste entre a riqueza e a pobreza vivida pelo protagonista. As plantações de tomate, principalmente no final do enredo são um show à parte. Os atores são ok e cumprem seu papel, mas não são de todo ruim.

Vale a pena assistir despretensiosamente, mas não espere muito da trama.

Nota: 5,5



 Ana Paula Araújo:

O mais recente título nacional lançado pela Netflix chama-se: Ricos de Amor. E adivinhem? É aquela coisinha bem previsível, porém agradável de se assistir. Com uma trama leve e descontraída. O longa-metragem conta a história de Teto (Danilo Mesquita) popularmente conhecido como Príncipe do Tomate, filho de Teodoro (Ernani Moraes), o maior produtor de tomates da região. Durante a festa do tomate, Teto conhece a estudante de medicina Paula (Giovanna Lancellotti) por quem fica encantado. Entretanto, o jovem e futuro milionário resolve esconder sua verdadeira identidade, pois já está cansado das pessoas se aproximarem dele por interesse.

A direção fica a cargo de Bruno Garotti que já esteve a frente de Cinderela Pop (2019) e Tudo Por um Pop Star (2018), não é a toa que Ricos de Amor parece mais um filme inspirado nos livros de Thalita Rebouças ou uma extensão de Malhação ainda mais que praticamente todo elenco é um ex-ator de Malhação. Mas, na verdade Ricos de Amor é mais uma espécie de adaptação de O Príncipe e o Pobre de Mark Twain que tem basicamente a mesma premissa do filme; um homem rico que troca de lugar com um homem pobre, para viverem realidades diferentes das suas e, no final das contas, o “príncipe” sair uma pessoa renovada pela experiência.  

Mas, vale ressaltar que isso não é exatamente um spoiler, afinal de contas Ricos de Amor tem sua própria trama apesar de seguir o arquétipo de O Príncipe e o Pobre, quando Teto troca de lugar com Igor (Jaffar Bambirra), o longa conta com outras subtramas como o assédio enfrentado por Paula no ambiente de trabalho, aborda os contrastes sociais e os conflitos entre os dois lados com toda uma pegada jovem e carioca de ser. Num final que é até uma surpresa, apesar de tudo.

O roteiro pouco original de Bruno Garotti e Sylvio Gonçalves, não chega a ser ruim porque foi bem adaptado pra um realidade carioca, apesar de ainda ter um misto com conto de fadas quando o assunto é romance. Um exagero para provavelmente deixar os românticos suspirando em frente as suas telas. 

Com capricho nas cenas e fotografia, o filme é todo envolto por músicas pop e eletrônica, contando até com a participação do DJ Alok. Uma boa estratégia para prender ainda mais a atenção do publico-alvo: os jovens.    

Com tudo isso e diante dos tempos ruins que vivemos, Ricos de Amor é até um agradável passatempo, com rostos conhecidos e musica agradável de trilha sonora. Fora a temática que já é conhecida de outros longas-metragens nos sentimos literalmente em casa assistindo ele. Não é à toa também que está entre os mais assistidos da Netflix, talvez em outro cenário seria mau recebido. Mas, no momento é uma agradável distração clichê.

Nota: 6,5 

Nota Média Geral da Equipe:



Título: Ricos de Amor

Direção: Bruno Garotti

Duração: 104 minutos

Elenco: Giovanna Lancellotti, Danilo Mesquita, Fernanda Paes Leme, Bruna Griphao, Jaffar Bambirra, Lellê, Ernani Moraes, Caio Paduan, Jennifer Dias

Sinopse: Teto é o filho rico de 20 anos do "Rei do Tomate" e futuro herdeiro da bem-sucedida fábrica de tomates do pai, que vê sua vida virar de ponta-cabeça quando conhece Paula, uma moça pé-no-chão.


Trailer:


Ricos de Amor é um comédia bacana pra passar o tempo com a família nessa quarentena, conta pra gente concorda com as críticas, curtiu o filme ou ainda vai assistir? Não deixe de acompanhar nossas novidades no Minha Visão do Cinema!


Ana Paula Araújo

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