Crítica: Bloodshot (2020, de Dave Wilson)


Durante muito tempo, tudo o que sabíamos sobre o mundo dos quadrinhos vinham de histórias da Marvel ou DC, e outras empresas acabavam ficando perdidas no meio de toda essa "grandeza". Bloodshot, por exemplo, é da editora Valiant Comics, fundada em 1989 e seu principal herói acaba de ganhar um filme adaptado. Mas como eu sempre digo, adaptações são um caminho tortuoso a se seguir, isso porque nem sempre as expectativas criadas são as que vemos em tela. Dito isso, vamos ao filme!

O filme tem como personagem principal Raymond Garrison (Vin Diesel), conhecido como Bloodshot, que é um personagem criado em 1992 por Kevin VanHook, Bob Layton e Don Perlin e publicado pela Valiant Comics. Mas como as adaptações das HQ's são sempre uma linha tênue entre o ótimo e o horrível, Bloodshot infelizmente tende ao último caso. Não traz nada de novo ao universo, muito pelo contrário, é mais um filme de ação com imagens de luta e efeitos especiais bem feitos,
e não passa disso, sem grandes revelações no filme ou reviravoltas interessantes. Confira o que achamos!

O personagem de Diesel é quase morto em um desfecho trágico em sua vida, e quando acorda descobre que foi alvo de uma experiência do governo, onde soldados são melhorados fisicamente, tendo assim mais desenvoltura e resistência em combates.

Seu corpo está cheio de nano robôs que são capazes de "restaurá-lo" independente do trauma físico que ele sofra, mas o que não contaram a ele é que isso não veio de graça e nem de bom grado, já que ele é manipulado todas as vezes que acorda para fazer missões que sejam de acordo com as intenções do governo.


Quando ele finalmente descobre a verdade, um show de efeitos especiais começa e devo dizer que são muito bem produzidos; as cenas de lutas também são bem coreografadas e algumas tiram até o fôlego, mas o filme é basicamente isso. Vingança e redenção, o que no fundo é bem clichê. 

As atuações não são tão ruins apesar de que em alguns momentos as interpretações serem um pouco carregadas e forçadas, já que todos são soldados e "melhorados" assim como o personagem principal. Não passando muita credibilidade sobre o que eles realmente estão lutando ou o porquê, estão apenas seguindo ordens.  E a direção que fica por conta de Dave Wilson até que se sai bem, já que esse é seu primeiro longa, porém não trás nada de novo, mais uma vez temos mais do mesmo, muita ação onde quase todas as cenas terminam com alguma luta.

Não vou mentir, eu simplesmente adoro Velozes e Furiosos (podem me julgar) e querendo ou não, Vin Diesel é o pilar de toda a produção. Dito isso, sabemos que o ator é sempre carimbado em filmes onde, a ação e ser o "fortão" são seus papeis de destaque; com exceção de Guardiões da Galáxia, onde ele dá vida a Groot, talvez o personagem mais amado do universo; pois grande parte de sua carreira é baseada em tais filmes, por isso talvez esses papeis já estejam um pouco saturados e eu gostaria de
um dia, voltar a ver filmes de comédia com ele, mesmo parecendo estranho a um primeiro momento, acredito que ele tenha potencial para ser mais do que apenas tachado como o fortão do filme.

O filme tem potencial mas desaponta, poderia ser melhor claro, assim como todos os filmes baseados em HQs, até mesmo aqueles baseados em livros, mas não é de todo ruim. Os efeitos especiais, como dito antes, são bem feitos e um chamariz para quem gosta de filmes de ação. É um bom entretenimento apesar de tudo. 



Título Original: Bloodshot

Direção: Dave Wilson

Duração: 109 minutos

Elenco: Vin Diesel, Guy Pearce, Sam Heughan, Talulah Riley, Alex Anlos, Alex Hernandez, Eiza González, Jeremy Boado 

Sinopse: Baseado no quadrinho best-seller, Vin Diesel interpreta Ray Garrison, um soldado recentemente morto em combate que foi trazido de volta à vida pela corporação RST como o super-humano Bloodshot. Com um exército nano-tecnológico correndo em suas veias, ele é uma força insuperável – mais forte do que nunca e com poder de cura instantâneo. Mas, ao controlar seu corpo, a corporação também toma controle de sua mente e memórias. Ray não sabe diferenciar o que é real do que não é; mas ele está em uma missão para descobrir a verdade.

Trailer: 


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