Crítica: Entre Realidades (2020, de Jeff Baena)

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O longa Entre Realidades é um filme lançado pela Netflix, porém, chegou ao público surpreendendo e confundindo aos espectadores com uma trama completamente focada no subconsciente e em doenças mentais. Para os amantes de um bom drama psicológico com uma pitada de suspense e um final ligeiramente confuso, Entre Realidades é o filme certo para você.

Antes de estrear na Netflix, Entre Realidades teve participação no Festival de Sundance. O longa contou com a direção de Jeff Baena, conhecido por realizar comédias como: The Little Hours; A Comédia dos Pecados e Vida Após Beth. Beana surpreendeu em sua direção de atores, de forma que a atuação da protagonista Alison Brie, que convenientemente também foi co-roteirista junto de Beana, surpreende, é inegável que Brie se entregou completamente a personagem.

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Um fator curioso da composição do roteiro foi que desde o início percebemos que a protagonista Sarah tem problemas de socialização e delírios. Porém esse fator vai se evidenciando cada vez mais ao longo da trama ao nos depararmos com mudanças de comportamento de personagens coadjuvantes, que trazem a constante dúvida: será isso realidade ou mais um delírio de Sarah? Dúvida que persiste até o fim do filme.
                
Quanto a direção de fotografia e arte do filme, ambas conseguem chamar a atenção com a variedade de elementos, cores e o desenho de luz que combinam completamente com a personagem, apesar de contar um uma ligeira extravagância de elementos gráficos para a criação dos delírios da protagonista.

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Sobre o processo de criação de Entre Realidades, em uma entrevista, Alison Brie afirmou que  assim como a protagonista, ela também tinha em sua família uma avó com esquizofrenia, fator que foi primordial para a criação do roteiro do filme, visando trazer para o público tanto a concepção de como funciona o inconsciente, o subconsciente e como pode ser ter uma doença mental. Além disso, ela afirmou que tinha medo de que um transtorno mental pudesse ser genético, perguntando-se de como seria, se saberia que o teria e quando isso deveria se manifestar, estes são os principais pontos para a concepção da personagem de Sarah.

Tamanha a referência a própria vida de Alison, que a personagem Sarah também apresenta em sua família uma avó com esquizofrenia, além de uma mãe que cometeu suicídio devido a uma doença psicológica. É inegável que estes fatores interferiram diretamente na vida da protagonista, com o desenvolvendo de sua fobia social, sua fascinação por sua égua, suas constantes visitas ao cemitério e todas as conversas e cenas em que este trauma volta a tona, de forma que, por mais que ela queira fugir, ainda se manter presa ao seu passado e a sua família perdida.

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Um filme complexo, com um final surrealista, em que ao chegar ao fim apenas nos deixa com mais dúvidas. De fato não é um longa que irá agradar a todos, mas que com certeza, irá permanecer na mente dos que o assistirem por um bom tempo.
                
Entre Realidades está hoje no catálogo da Netflix.



Título Original: Horse Girl

Direção: Jeff Baena

Duração: 104 minutos

Elenco: Alison Brie, John Ortiz, Debby Ryan.

Sinopse: Sarah é uma mulher sonhadora e socialmente desajeitada. Apaixonada por artes e artesanato, cavalos e crimes sobrenaturais, ela percebe que seus sonhos estão cada vez mais lúcidos e passa a se perguntar o que seria realidade e o que seria ilusão.


Trailer:

E você, já assistiu ao longa? Não esqueça de deixar seu like e sua opinião nos comentários. Mas e ai, qual sua interpretação daquele final?

Caroline Oliveira

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