Crítica: As Panteras (2019, de Elizabeth Banks)



Todos andam se perguntando o porquê da volta de tantas bandas, músicos, filmes, coisas do passado em geral? Afinal, não era só museu que vivia de passado? Pelo visto não! Ultimamente, o que mais se vê nos cinemas e no meio artístico como um todo é essa recuperação do antigo sendo adaptado para o moderno ou apenas sendo relembrado. Agora é a vez de As Panteras, que já foi série policial na década de 70 e filmes nos anos 2000 e 2003, com As Panteras e As Panteras Detonando, respectivamente.


Nessa nova adaptação do cinema, o trio principal das Charlie’s Angels é formado por Sabina Wilson (Kristen Stewart), Jane Kano (Ella Balinska) e Elena Houghlin (Naomi Scott), essa entra por último. Mas, como líder elas contam com Bosley (Elizabeth Banks), não por acaso, também é a diretora e produtora do filme. Com esse elenco feminino, direção e roteiro de tirar o fôlego, o público em geral, mas principalmente as mulheres vão vibrar.


Para os fãs e o público brasileiro de plantão, no primeiro take do filme já avistamos o Rio de Janeiro e com Anitta cantando no fundo, uma música feita e lançada especialmente para o filme chamada Pantera. Talvez o espectador fique até na dúvida se esta assistindo um filme nacional ou estrangeiro. Mas, essa não é a única cidade, o longa-metragem passa por Los Angeles, Berlim, Istambul, Hamburgo, etc. Uma verdadeira viagem mundo a fora.   

Isso tudo tem um motivo, as Panteras são chamadas para uma missão em nível global, ou seja, mais uma vez salvando o mundo. A empresa BROK cria uma espécie de bateria energética derivada de minerais, capaz de fornecer muita energia de modo sustentável, esse protótipo se chama Calisto. Porém, se o Calisto parar em mãos erradas pode se transformar em uma arma e a missão das Panteras é impedir que isso aconteça.


O roteiro que também é assinado por Elizabeth Banks, Evan Spiliotopoulos e David Auburn, faz o espectador mergulhar nesse universo das Panteras e da força feminina. Pois, o filme não é um simples remake ou reboot, ele é uma verdadeira homenagem à franquia, uma espécie de legado, mas além disso, ele é adaptado aos novos moldes da sociedade, principalmente, quando o assunto é mulher e o contexto ao qual ela se insere na sociedade. O roteiro é todo amarradinho, tudo fica bem claro e resolvido, contendo humor, suspense e ação na medida certa, tem até momentos de emoção.


As Panteras trata-se de uma obra feminista, mas com uma abordagem sutil, sem ser chato ou forçado. Na medida, seria a melhor definição. Ele traça um arco muito bom dos personagens e da estória no geral, mixando diversos subgêneros e prestando diversas referências à série e aos filmes clássicos. Um prato cheio para os fãs das eternas Charlie’s Angels.  


Título Original: Charlie's Algels

Direção: Elizabeth Banks

Duração: 119 minutos

Elenco: Kristen Stewart, Naomi Scott, Ella Balinska, Djimon Houson, Sam Claflin, Noah Centineo, Patrick Stewart, Jonathan Tucker, Luiz Gerardo Méndez, Chris Pang, Nat Faxon

Sinopse: Nova adaptação cinematográfica da série policial Charlie's Angels, sucesso na década de 1970. Sabina Wilson (Kristen Stewart), Jane Kano (Ella Balinska) e Elena Houghlin (Naomi Scott) embarcam numa perigosa missão global, a fim de impedir que um novo programa de energia se torne uma ameaça para humanidade.

Trailer:

  
Você é fã das Charlie's Angels? Já assistiu ou vai assistir? Conta pra gente o que você achou!

Ana Paula Araújo

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