Crítica: Predadores Assassinos (2019, de Alexandre Aja)


Em 2016, Águas Rasas, protagonizado por Blake Lively, foi uma grande surpresa, o filme nos apresentou um confronto humano x tubarão, com uma personagem forte e inteligente capaz de fazer de tudo para conseguir sobreviver em um cenário completamente desfavorável.

Eis que chegamos em 2019, produzido por ninguém mais ninguém menos que Sam Raimi (Trilogia Uma Noite Alucinante(ou Evil Dead) e Homem-Aranha), dirigido por Alexandre Aja e protagonizado por Kaya Scodelario (Teresa Agnes da trilogia Maze Runner), o confronto da vez é humano x jacaré.


Haley Keller (Kaya) é uma nadadora profissional residente na Flórida, lugar esse que está prestes a receber um tornado de grande porte. Antes de poder ir para um local seguro, Haley recebe uma ligação de sua irmã alertando-a que não conseguiu fazer contato com o pai (Barry Pepper) e está com medo dele não ter ido embora a tempo. Haley então decide ir até a casa dele para procurá-lo, pegando de frente uma tempestade que além de raios, trovões e tornados também está trazendo muitos jacarés.

A obra tem um ritmo frenético, quase não dá tempo para respirar, ao chegar na casa, seu pai já está ferido e existem dois jacarés lá dentro, o primeiro embate entre Haley e os animais é feroz e quase custa a vida dela. O filme é um terror de sobrevivência com os personagens principais muito inteligentes e os figurantes muito burros.



O diretor Alexandre Aja conseguiu realizar excelentes coreografias nos vários embates entre humano x jacaré, existem circunstâncias pouco plausíveis porém muito bem elaboradas como por exemplo a cena em que Haley está presa com um jacaré dentro do banheiro, mesmo sendo difícil algo do tipo acontecer, consegue ser super engenhoso.

O roteiro assinado por Michael Rasmussen e Shawn Rasmussen é simples e direto ao ponto, existe um drama familiar para tentar dar uma profundidade maior aos personagens e criar uma empatia com o público, que por mais simples que seja acaba funcionando. O fato da protagonista ser uma nadadora profissional também é muito bem utilizado nas manobras e duelos dentro da água.



Quem assistiu Águas Rasas deve se lembrar da gaivota ferida que passa o filme todo junto com a Blake, aqui o companheiro da Haley é um cachorro que deixa o público em pânico todas as vezes que está correndo perigo. Uma coisa que pode incomodar um pouco é a ultra resistência dos personagens principais, eles tem feridas e fraturas com ossos expostos, recebem mordidas que deveriam causar maiores preocupações do que só um pouco de sangue, são quase invencíveis, diferentemente dos figurantes que morrem com extrema facilidade.

As atuações de Kaya e Barry são muito boas, convencem como pai e filha, o amor que um sente pelo outro, o medo da perda, a coragem e a força para enfrentar as criaturas, o grande destaque claro é da Kaya com suas acrobacias dentro da água e sua inteligência para lidar com os jacarés.



Predadores Assassinos é entretenimento puro, boas atuações, é extremamente tenso quando precisa ser, violento, não poupa o espectador em nenhuma cena mais pesada, tem um roteiro simples porém coeso e eficaz naquilo que se propõe a fazer. É claro que terão comparações com Águas Rasas, a temática é a mesma, porém, qual se saiu melhor é uma pergunta que eu deixo para o leitor responder, se ainda não assistiu, corre para ver esta aventura/terror que cumpre muito bem o que promete.



Título Original: Crawl

Direção: Alexandre Aja

Duração: 87 minutos

Elenco: Ami Metcalf, Annamaria Serda, Anson Boon, Barry Pepper, Colin McFarlane, George Somner, Jose Palma, Jovana Dragas, Kaya Scodelario, Morfydd Clark, Ross Anderson, Savannah Steyn, Tina Pribicevic

Sinopse: Quando um enorme furacão atinge sua cidade natal na Flórida, Haley (Kaya Scodelario) ignora as ordens das autoridades para deixar a cidade e vai em busca de seu pai desaparecido (Barry Pepper). Ao encontrá-lo gravemente ferido, os dois ficam presos na inundação. Enquanto o tempo passa, Haley e seu pai descobrem que o aumento do nível da água é o menor dos seus problemas.


Trailer:


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Pedro Blattner

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