Crítica: Arctic (2018, de Joe Penna)





Como descrever um sentimento? Mais precisamente temos aqui a materialização da solidão. Nosso personagem literalmente tenta sobreviver no lugar mais inóspito do planeta, rodeado por nada além de gelo e uma crescente necessidade de sobrevivência e quando tudo parece que vai mudar, quando finalmente achamos que a ajuda virá, ele se vê agora em outro problema. Confira o que achamos do filme!


A primeira coisa que notamos quando começamos a ver o filme é que entendemos que o personagem principal está sobrevivendo a algo impossível, não sabemos a quanto tempo ou o que houve para ele chegar ali mas sabemos ao seguir sua rotina, que tudo o que ele faz, é para se manter vivo mais um dia. Seus dias são controlados, suas horas e principalmente sua comida. Tudo milimetricamente pensado. O personagem do qual eu falo é interpretado por Mads Mikkelsen (Hannibal), não cito seu nome porque, no filme ele é o que menos importa, para você ter dimensão do quanto o filme tenta passar a imparcialidade sobre o ser humano ali, mas quer construir talvez uma visão mais clara e objetiva desse homem que tenta sobreviver de todas as maneiras, pois o importante não é quem ele era mas sim o que ele se tornou ali.


Tudo muda quando um helicóptero que tentava resgatá-lo cai e agora ele se vê responsável por outra vida além da sua. As poucas falas ditas no filme são conversas curtas entre ele e a mulher (Maria Thelma Smáradóttir) que sobreviveu mas está gravemente ferida. Ter outra pessoa dependendo dele foi o que o levou a ir à frente, seguir um caminho do qual sozinho ele não estava disposto. Salvar a vida dela se tornou mais importante que a sua própria.


O filme não tem muito mistério, é baseado na sobrevivência e unicamente nisso. Em todos os desafios impostos a esse homem e como ele se sai em um ambiente tão inóspito. Porém apesar de simples ele convence muito bem quem o assiste, já que a fotografia trabalha muito bem em demonstrar a imensidão da natureza (e automaticamente do problema enfrentado) e a pequenez do nosso sobrevivente frente a ela. O filme foi feito para ser sentido, sentido cada dor de Mads, cada respiração, cada lágrima e cada sensação de desespero que ele possa despertar. Os diálogos são mínimos mas o trabalho de som é excelente. Não é um filme que vá agradar muitas pessoas, já que o desenvolvimento dele é extremamente lento e até cruel para os mais agitados, porém quem gosta de drama irá se deliciar. 





Título Original: Arctit



Direção: Joe Penna

Duração: 97 minutos


Elenco: Mads Mikkensen, Maria Thelma Smáradóttir



Sinopse: Um homem fica perdido no Ártico e está prestes a ser socorrido. Contudo, um acidente trágico faz com que ele perca sua aguardada oportunidade de resgate. É aí que ele precisa decidir entre ficar relativamente seguro em seu acampamento ou seguir numa jornada incerta para escapar.

Trailer: 


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Natália

Nada do que eu disser será verdade

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