Crítica: The Perfection (2019, Richard Shepard)




2019 anda me surpreendendo e não é para melhor, vira e mexe somos apresentados a todo tipo de filme que, por algum motivo, as pessoas por atrás daquilo acharam que seria uma boa ideia tirar do papel. A Netflix, apesar de ter um conteúdo muito interessante às vezes nos mostra roteiros bem longe do que poderíamos chamar de seguro. Lembrando que a crítica é baseada em uma opinião única de quem vos escreve, fiquà vontade para discordar.

Logo no começo o filme nos dá uma sensação de que, por trás daquela aparente perfeição do mundo em que os personagens principais vivem, algo muito perturbador parece acontecer e é exatamente nisso que somos arrastados no filme. O próprio nome do filme parece ser discutível e usado para nos confundir.



Charlotte (Alisson Willlians, Corra!) é uma ex-aluna da mais seleta escola de música de Boston, e por motivos maiores, teve que largar tudo e cuidar de sua mãe. Anos depois, Lizzie (Logan Browning, Cara Gente Branca) se destaca em sua área, a mesma que Charlotte, sendo considerada uma das melhores violoncelistas de sua idade. As duas acabam se conhecendo em um evento que Anton (Steven Weber) o diretor e dono dessa escola está promovendo e logo de cara elas se dão muito bem, despertando inclusive uma paixão entre as duas.

E é aí que começam a acontecer certas coisas muito suspeitas. A partir daqui pode ser que eu fale alguns spoilers, fique por conta e risco!




Percebemos que a personagem de Alisson é a grande questão do filme todo. Seria ela uma vilã ou uma vítima? Suas ações despertam ao mesmo tempo curiosidade e um certo desprezo mas ainda assim não é possível ter clareza sobre a sua motivação.
Lizzie é muito mais fácil de ser lida, suas ações são puras e completamente sem segundas intenções o que, mais para frente, pelo menos para quem tem um olhar mais atento, não me surpreendeu nem um pouco as decisões que ela toma.

Em todo o caso, o filme é um grande jogo de gato e rato, interessantemente bizarro, porém falta algo. O filme dividido em quatro partes nos anuncia o que está por vir, claro que nas entrelinhas, nada é o que parece e sempre que temos certeza de algo o roteiro nos pega de surpresa e literalmente volta a fita para nos mostrar detalhes que somente as personagens seriam capazes de ver naquele momento, mudando radicalmente a narrativa.




O jogo de câmeras dando closes certeiros em suas feições e mostrando detalhes que mais uma vez passariam desapercebidos, são essenciais para o desenrolar de alguns “mistérios”. Tudo bem que, por mais gore trash que o filme tenha sido, ainda assim falta algo em seu desenrolar. Ele se perde sozinho em suas próprias voltas e se arrasta em pontos desnecessários, a história, por mais que eles quisessem vender como complexa, é simples. Como eu disse antes, a aparente perfeição vai dando lugar a obscuridade e um lado sombrio que acaba tentando dar uma lição de moral, mas que no fim falha consideravelmente.




Disponível na Netflix.


Título Original: The Perfection

Direção: Richard Shepard

Duração: 90 minutos

Elenco: Alisson Willlians, Logan Browning, Steven Weber


Sinopse: Charlotte (Allison Williams) foi uma violinista prodígio que teve que desistir de sua promissora carreira para cuidar da mãe doente. Dez anos depois, ela reencontra seu antigo mentor (Steven Weber) e sua nova pupila (Logan Browning), mas cada um deles tem suas próprias intenções.

Trailer:
  
Me contem o que vocês acharam!

Natália

Nada do que eu disser será verdade

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