Crítica: The Flash - 5ª Temporada (2018, de Andi Armaganian e outros)



Mais um ano para o time Flash, que termina com outra história fadigada e repetitiva. Claro que os vilões são o que dão a liga na série, mas esse ano, além do vilão deixar a desejar, tivemos em contra partida a entrada de Nora (Jessica Parker Kennedy) para chacoalhar a vida de Barry e Iris. Confira o que achamos do quinto ano da série.

Não é surpresa para ninguém que as séries da DC deixam e muito os fãs na mão. Tanto potencial para ser literalmente desperdiçado em roteiros baratos e rasos. Claro que nem tudo foi ruim, mas uma temporada com 22 episódios e somente no final eles empolgarem, é no mínimo frustrante.


Nora, filha de Barry (Grant Gustin) e Iris (Candice Patton), vem do futuro com uma missão, ajudar o pai a pegar o pior vilão que ele já enfrentou, Cicada (Chris Klein). Claro que suas ações não saem despercebidas e o que era para ajudar em diversas vezes, acaba atrapalhando. E fica aquela questão que todo mundo está careca de saber, sempre que mexemos no passado o futuro se altera.

Cicada de fato começa seu arco interessante, suas motivações são compreensíveis, mas a carga dramática que ele carrega não convence, deixando-o um tanto caricato. E a presença de Nora não deixou nada mais fácil, emocionalmente dizendo, para Barry, que agora tem que saber como cuidar de todos e principalmente de sua filha nas missões. O envolvimento dos dois é algo até agradável de assistir, mas algo que vem me incomodando há muito tempo em todas as temporadas é a tremenda forçação de barra entre os sentimentos que todos sentem tão profundamente nas crises, quando o problema podia ser facilmente resolvido com uma atitude mais racional, deixando a trama desnecessariamente arrastada, querendo de toda forma puxar um lado honroso dos vilões e das pessoas ao redor.


Lá pela metade dos episódios, o personagem de Cicada é trocado pela ótima Sarah Carter, que carrega consigo todo o ódio de seu antecessor, mas que consegue convencer com maior facilidade. Entretanto, vale ressaltar que seu tempo na série foi curto, diferente dos outros vilões apresentados até hoje. Enquanto isso, os personagens regulares se mantém firmes e alguns finalmente tiveram mais envolvimento esse ano, como Cecile (Daniele Nicolet) e Ralph (Harthey Sawyer), que tiveram bons momentos de comédia. Como sempre, eles dão um jeitinho de colocar Harrison Wells (Tom Cavanagh) na trama, dessa vez, pedindo ajuda a um Sherloque de outra Terra e adivinhem quem apareceu?! Mas nenhum personagem é tão bom quanto seu arqui-inimigo, o Flash Reverso, que também teve sua participação esse ano.



Caitlin (Danielle Panabaker) continua morna na trama, mas seu alter ego, Killer Frost é o que dá ânimo em suas aparições, Cisco (Carlos Valdes) teve suas próprias questões para lidar esse ano, tudo basicamente ronda a família Barry, Iris e Nora e apesar de no começo, ter sido um belo empurrão, a química dos três vem mostrar que ainda há esperança no universo Flash e principalmente para Iris West-Allen, que diga-se de passagem, não tinha muito a oferecer. Graças à uma mistura do passado e futuro de Barry, a série se salva nos últimos episódios, dando um final mais digno e um belo gancho para a próxima.



Título Original: The Flash

Direção: Andi Armaganian, Brent Crowell, Chris Peppe, C. Kim Miles, Danielle Panabaker, David McWhirter, Kevin Smith, Kevin Tancharoen, Philip Chipera, Rachel Talalay, Rebecca Johnson, Sarah Boyd, Tom Cavanagh

Episódios: 22

Duração: 42 minutos

Elenco: Candice Patton, Carlos Valdes, Chris Klein, Danielle Nicolet, Danielle Panabaker, Grand Gustin, Hartley Sawyer, Jessica Parker Kennedy, Tom Cavanagh, Sarah Carter

Sinopse: Nora, a filha de Barry e Iris, viaja no tempo e pede a ajuda do Team Flash para consertar um erro terrível que ela cometeu; Caitlin investiga as origens de Killer Frost; e um novo vilão surge em Central City: Cicada. 

Trailer: 



E você? Concorda ou discorda?

Natália

Nada do que eu disser será verdade

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