Crítica: Supergirl - 4ª Temporada (2019, de Rachel Talalay e outros)



Mais um ano termina para Supergirl, que mantém seu discurso sobre empoderamento feminino e traz uma história viva e bem presente nos dias atuais: preconceito e o racismo. Claro que na série ela é abordada em relação a alienígenas que vem ao planeta Terra em busca de refúgio, mas podemos deduzir que isso é uma crítica à atual situação de um governo (s) em particular.

Em todo caso, esse ano parece ter amadurecido os personagens e de certa forma, dado um rumo mais sério à história. Tivemos a saída de Winn na temporada passada e em "seu lugar" Brainy (Jesse Rath) tem se mostrado um personagem interessante de ser assistido. Sua falta de sutileza misturada a situações do cotidiano, são engraçadas e ao mesmo tempo tensas, já que ele também é um alvo em relação à sua natureza não humana. A série tenta sair da mesmice acrescentando personagens que vem somar, mas muitas vezes, são apenas passageiros, como os vilões desse ano.




A dupla composta pelos irmãos Mercy Graves (Rhona Mitra) e Otis Graves (Robert Baker) vem para tirar Supergirl da calmaria e mostrar que ainda há um lado que ela não conhecia da maldade humana, por assim dizer. Eles seguem os princípios impostos por outro vilão, conhecido da temporada passada, Ben Lockwood (Sam Witwer), que após sofrer diversas perdas, culpa os alienígenas pelos problemas enfrentados por sua família, dando início a um grupo de ódio chamado Agentes da Liberdade, que nada mais é que um discurso que repele todo e qualquer direito imposto a esses cidadãos vindos de outro planeta, onde quer que eles voltem para onde vieram e deixem o país e o planeta para seus reais donos, os humanos.

Claro que, por mais que a série tente "acabar" e mostrar o lado desses alienígenas, muitos humanos acabam aceitando e acreditando nessas ideias, começando um conflito onde, apenas inocentes são atingidos. Achei muito inteligente a forma que a série mostra isso, pois começa com um discurso em uma praça, depois em uma sala e de repente, todos parecem estar engolindo essas ideias sem nem ao menos pestanejar. Acredito que a analogia que a série propõe é muito bem vinda.




Porém, mesmo lutando e tentando mudar a cabeça dos humanos, Supergirl e seus amigos sentem uma forte tristeza e resignação por tudo o que anda acontecendo e mesmo com todos os discursos contra, Lockwood consegue um cargo na política, agora suas ideias podem tomar forma e se concretizar. Os irmãos Graves fazem parte de boa parte dos problemas enfrentados por nossa heroína, inclusive, criando situações onde, para os mais desatentos, fazem parecer que a culpa dos infortúnios da cidade são realmente dos visitantes de fora. Você também pode chamar isso de Fake News.

Tivemos participações menores de personagens como Alex (Chyler Leigh) e J'onn J'onzz (David Harewood), que tenta seguir os passos do pai sem muito sucesso. Tivemos por outro lado, mais arcos e mais histórias com personagens que eram deixados de lado como Manchester Black (David Ajala), que começou a série despretensiosamente e por fim, foi de grande importância, levando a fundo sua vingança e seus ideais. Também devo citar a personagem Lena Luthor (Katie McGrath) que sempre achei mal aproveitada.

 
Esse ano, graças à sua ligação com os Luthor, tivemos uma maior participação e o acréscimo que, diga-se de passagem, salvou a série, Jon Cryer (Dois Homens e Meio), interpretando Lex Luthor, mostrando que nem só de comédia se vive. Sua participação acontece nos episódios finais porém é de extrema importância para toda a história. Sem isso, seria mais do mesmo, já que esse discurso de intolerância vem sendo abordado há tempos pelo roteiro e pouca coisa vem mudando desde então.

Por fim, a série se mostra mais madura, com temas atuais e necessários e o acréscimo de novos personagens se fez oportuna para o bem da história que estava morna, quase adormecida na mesmice e em romances que deram errado. É possível ver uma melhora no roteiro, mas muito ainda deve ser feito para deixar a série boa, diria que no momento, ela serve apenas para entretenimento.




Título Original: Supergirl

Direção: Armen V. Kevorkian, Harry Jierjian, Jesse Warn, Kevin Smith, Rachel Talalay 

Episódios: 22

Duração: 42 minutos

Elenco: Chyler Leigh, Jesse Rath, Katie McGrath, Mehcad Brooks, Melissa Benoist, Nicole Maines, Sam Witwer, Jon Cryer, Rhona Mitra, Robert Bake

Sinopse: Após Kara (Melissa Benoist) ter parado o Reino e as ameaças do Arrasa-Mundos ao nosso planeta e à humanidade, a garota de aço sofrerá mudanças em sua vida. Dessa vez ela lutará contra ameaças como Liberty Mitra (Sam Witwer) e Mercy Graves (Sam Witwer), dentre outros vilões que ainda serão revelados. Além destes, J’onn (vivido por David Harewood), Jimmy (Mehcad Brooks) e Alex (Chyler Leigh) voltarão para ajudar Kara. E, apesar de Winn (Jeremy Jordan) ter ido para o futuro, a equipe contará com uma nova dupla de aliados para deter os planos de Brainiac-5 (Jesse Rath), bem como Nia Nal (Nicole Maines).

Trailer:


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Natália

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