Crítica: Um Funeral em Família (2019, de Tyler Perry)



Tyler Perry Studios é o estúdio do ator, diretor e dramaturgo Tyler Perry, que existe desde 2006, mesmo ano em que Tyler deu vida pela primeira vez à personagem Madea em Madea – Reunião em Família. Madea é o estereótipo de uma mãe de família, mulher negra americana que trabalha com os clássicos assuntos familiares, questões sociais e raciais, mas tudo com um humor leve. Seguindo basicamente o mesmo formato, Perry lança Um Funeral em Família, este narrando a história de uma família que se reúne na Georgia para comemorar o aniversário de casamento de Hattie (Patrice Lovely) e Anthony (Derek Morgan), mas são surpreendidos com o falecimento de Anthony e precisam fazer um funeral.

Entretanto, o funeral não é o único problema que essa família enfrenta, mas a causa da morte de Anthony e os mistérios por trás da vida dupla que levava. O idoso tem uma parada cardiorrespiratória enquanto está no hotel com sua amante Renee (Quin Walters), esta que por sua vez é uma amiga íntima da família. A confusão toda se dá porque Madea e sua trupe presenciam toda a situação. Depois disso ficam divididos entre preparar tudo para o funeral e na dúvida sobre contar ou não do caso do falecido.



No longa-metragem, além de dirigir, Tyler interpreta quatro personagens: Madea, Joe, Brian e Heathrow. Algo que lembrou um pouco filmes do Eddie Murphy como Professor Aloprado, onde o ator interpreta vários personagens da mesma família e até a pegada de humor ácido é similar. Fazer um filme com esse desafio na mão certamente não é algo simples, mas Tyler Perry consegue, ou então não teria feito aproximadamente 10 longas com esse perfil.

O que acontece, é que fazer comédia com o estilo de vida dos negros e sátiras do gênero pode funcionar, como é o caso do aclamado As Branquelas, dos irmãos Wayans, ou mesmo filmes de Eddie Murphy, como Norbit e o Professor Aloprado, como pode não funcionar, devido ao fato da temática não ser bem vista por alguns e por considerarem as piadas de mau gosto. Inclusive, algumas piadas não funcionam ou não possuem um timing.


O primeiro ato, por exemplo, fica concentrado mais no núcleo da família de Madea e passa arrastado, sem clima e sem muito carisma. A coisa melhora mesmo quando eles chegam na Georgia e se encontram com alguns membros da família no hotel. O que abre um leque de opções para cenas de humor, confusão e também drama. Aliás, este é um ponto importante, pois Tyler consegue migrar muito bem da comédia para o drama, principalmente dentro do âmbito familiar, marcado por traições e mentiras. 

Um Funeral em Família é marcado por diálogos rápidos e humorados, compondo cenas longas de situações que por vezes poderiam ser mais ágeis. Isso daria mais ritmo ao filme. Mas fora isso, o filme cumpre seu papel na comédia que se propõe a fazer, mesmo com uma maquiagem intencionalmente caricata conforme a personalidade dos personagens.




Título Original: A Madea Family Funeral

Direção: Tyler Perry

Duração: 109 minutos

Elenco: Tyler Perry, Cassi Davis, Patrice Lovely, Mike Tyson, Ciera Payton, KJ Smith, Quin Walters, Aeeriel Miranda, Vermyttya Erahn, Jen Haper, Derek Morgan, Courtney Burrell

Sinopse: Madea (Tyler Perry) e seus companheiros achavam que estavam indo para uma reunião de família como outra qualquer. Porém, tudo se transforma em um pesadelo quando de repente eles precisam planejar um funeral no meio de sua viagem a Georgia.

Trailer:



Deixe seu comentário sobre o filme, se você ainda não conferiu essa comédia não perca tempo, mas depois vem nos contar o que achou!


Ana Paula Araújo

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