Crítica: Homeland - 7ª Temporada (2018, de Lesli Linka Glatter e outros)


A série chega em seu penúltimo ano com um sopro de vida, a história que havia se perdido um pouco, parece que retomou seu caminho e se prepara para fechar as portas na oitava temporada. Parando para pensar um pouco, é a terceira parte de uma história que vem sendo desenvolvida desde a 6ª temporada, que diga-se de passagem foi uma tremenda temporada. Cheia de altos e baixos Homeland se consagrou e criou nome com os ótimos personagens e claro, muita conspiração. Para Carrie (Claire Danes) muitas coisas mudaram nesses longos anos, já vimos todos os seus lados: a maníaca, a obcecada com o trabalho, seu lado mãe e agora ela tem que lidar com os perigos de ir contra o próprio governo, no que parece ser a maior conspiração enfrentada até então. Tendo que salvar aqueles que ela prometeu, ao mesmo tempo que não pode confiar e contar com ninguém.


Mais do que nunca, Carrie precisou encontrar um meio termo para conseguir lidar com sua família, sua carreira e as cobranças de cada lado. Sua doença foi como um personagem adicional que, sempre era usado para desacreditá-la ou até mesmo fazer a personagem duvidar de si mesma em momentos cruciais. A personagem que se desligou da CIA volta esse ano a trabalhar por conta própria, para tentar provar uma conspiração muito bem feita do governo. Parece que uma vez dentro da CIA você nunca sai realmente.

Longe dos grandes centros de guerra, esse ano foi focado em algo que conhecemos muito bem e nos deparamos com isso diariamente, fake news. De uma forma muito mais ampla é claro, a série nos mostra os perigos que isso causa exponencialmente ao ser divulgada sem nenhum tato ou sem o mínimo de pesquisa necessário, sendo explorado principalmente por um jornalista sensacionalista Brett O' Keefe (Jake Weber), que foi essencial para a temporada ganhar forma. Claro que aqui isso foi criado com o intuito de derrubar um governo, um plano metodicamente elaborado. Mas deixa a questão no ar: O quanto essas falsas informações afetam nosso dia a dia?


A atuação de Claire Danes como sempre é espetacular. Ela consegue passar a tensão e a calmaria que somente a personagem é capaz de dispor naquele momento. Sua bipolaridade, como eu disse anteriormente, foi amplamente usada esse ano de uma forma mais humana e desgastante para Carrie, afim de mostrar não só as consequências no trabalho, mas para sua vida particular. Nos mostra que a doença não é uma condição, mas sim um elemento formador do caráter e da pessoa que Carrie se transformou. É um lembrete constante que tudo pode vir a baixo, mas nunca sabemos o momento exato que isso vai acontecer. A personagem é simplesmente genial. Sua química com os personagens que já conhecemos de longa data como seu fiel escudeiro Max (Maury Sterling) e seu mentor Saul (Mandy Patinkin) é maravilhosa de assistir. Homeland caminha a passos largos para seu fim, mas com a cabeça erguida e com uma história sólida e atual para os nossos tempos. Com uma quase trilogia palpável e antigos inimigos, a série promete fechar com chave de ouro.


Título Original: Homeland

Direção: Lesli Linka Glatter, Michael Klick, Alex Graves, Charlotte Sieling, Michael Offer, Tucker Gates, Nelson McCormick, Dan Attias

Episódios: 12

Duração: 57 minutos aprox.

Elenco: Claire Danes, Elizabeth Marvel, Mandy Patinkin, Maury Sterling, Linus Roache, Jake Weber, Morgan Spector, Amy Hargreaves, Dylan Baker, Ellen Adair, Mackenzie Astin, Claire Keane, McKenna Keane, Sandrine Holt, Costa Ronin, James D’Arcy, Ari Fliakos, Beau Bridges, Elya Baskin, Robert Knepper, F. Murray Abraham

Trailer:

E vocês, gostaram? 

Natália

Nada do que eu disser será verdade

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