Crítica: Downrange (2018, de Ryuhei Kitamura)


Qual seria sua reação se tu fosse acuado em um beco sem saída na mira de um atirador? Essa é basicamente a história de Downrange. Nela, vemos um grupo de jovens em uma estrada deserta quando o pneu do carro estoura misteriosamente. Porém, isso é obra de um atirador frio. Ele está escondido na mata, ao redor da estrada e sem saber as razões para realizar tal ação, os jovens necessitam se esconder para evitar sua morte, e ao mesmo tempo, buscar uma solução para sobreviver nesse ambiente hostil.


Esse grupo de amigos é composto por um casal principal e o restante são meros conhecidos. Apenas um desses, bota a mão na massa para fazer a troca do pneu. Quando ele raciocina e percebe a problematização da situação, os amigos são alvo de balas, e o telespectador é convidado para um tenso confronto, além de muita violência gratuita.

Nessa "fuga" de tiroteios, o grupo se separa. A maioria usa o veículo como forma de proteção, mas Eric (Anthony Kirley), acaba por se esconder em um arbusto. Essa contrariedade, atrapalha na forma de se comunicar e até mesmo para buscar uma solução juntos. 


Nisso tudo, eles buscam um possível sinal de celular, e outras ideias de caráter adoidado, todas elas ofuscadas por tiroteios, e por consequência mais angústia e dor física.  O elenco, individualmente, não contém grandes destaques, e figura em atuações regulares. Salvo, um pequeno realce em Stephanie Pearson, como Keren, possuindo aquele espírito de sobrevivência e consequentemente de liderança. 

Por mais que a temática do filme seja interessante, em algumas vezes o cenário acaba prejudicando pois esse ambiente fica limitado, e sobretudo os personagens ficam engessados  de modo consequente o resultado são atuações rasas. Mas isso é um pouco recompensado, por um festival sangrento no qual podemos fazer aposta de quem será a próxima vítima. 


Um fato super agradável e cativante é o trabalho da câmera por se empenhar e trazer ótimos movimentos dinâmicos, além de giros e rotações convincentes que dão a impressão que o atirador esteja mirando e impulsionando disparos em alvos humanos.  

Apesar disso, o filme possui seus lampejos de altos e baixos, mas de sua metade para o final, o clima se torna insano. Existe a agregação de novos personagens, embora alguns não façam o menor sentido, pela transcendência e vida útil deles. Mas, até o final, o que pode incomodar é que não é explicada a motivação do assassino. E a cena final é no mínimo, divergente. 

Possivelmente, o filme trará opiniões diversas a respeito. Uma parcela do público, vai considerar o filme divertido e outros julgar o longa-metragem sem conteúdo e vazio. Mas em todos os casos, a obra tem uma ação contínua, gore desenfreado e uma atmosfera presente de horror e suspense. Se tu curte um thriller sangrento e violento, esse é um bom título para conferir. Portanto, se tu busca um filme tenso, rápido e cruel, e não se importar com uma história bem contada, esse é um entretenimento bacana. 


Título Original: Downrange

Direção: Ryuhei Kitamura

Duração: 90 minutos

Elenco: Alexa Yeames, Kelly Connaire, Rod Hernandez, Stephanie Pearson, Graham Skipper, Ikumi Yoshimatsu, Jason Tobias. 

Sinopse: Após o pneu do carro estourar, um grupo de jovens ficam presos numa estrada deserta quando um atirador misterioso começa a matá-los um por um. 


Trailer: 

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Guilherme Regert

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