8 Filmes Found Footage que são realmente bons


O estilo de narrativa denominado found footage é aquele famoso da câmera amadora balançando enquanto pessoas correm de alguma coisa. Geralmente feito para simular uma gravação misteriosa que fora de alguma forma encontrada, o estilo ganhou uma grande popularidade, principalmente no gênero do terror, povoando, talvez poluindo, salas de cinema e catálogos de serviços streaming com todos os subtipos de terror imagináveis. 

Por ser um investimento barato e de grande retorno financeiro, acaba gerando uma saturação que, infelizmente, coloca o found footage dentro de um estigma de péssima qualidade. Na tentativa de redimir o estilo, selecionamos oito filmes que podem reconquistar seu amor pelo estilo e causar alguns sustos. Como de praxe, os filmes no estilo found footage dividem opiniões, agradando uns e irritando outros. Estejam preparados para filmes com uma lenta evolução de enredo e, provavelmente, poucas explicações. 

Confira a lista:

V/H/S 
(2012, de Adam Wingard e outros)

V/H/S possui uma premissa muito simples. Um grupo de bandidos é contratado para invadir uma casa e pegar uma fita cassete. Ao chegarem no local, encontram uma casa completamente vazia com apenas um cômodo ocupado, contendo uma pessoa morta em uma poltrona, uma televisão estática, um vídeo cassete e inúmeras fitas. Sem nenhuma descrição de qual fita pegar, o grupo decide assistir algumas até encontrarem a certa. Cada fita assistida é uma história de terror diferente, dirigida por uma pessoa diferente, que perpassam os mais famosos subgêneros do terror. Todas as histórias são em found footage.

V/H/S 2 
(2013, de Adam Wingard e outros)

De forma similar ao primeiro filme, V/H/S 2  segue a mesma lógica de histórias curtas em formato found footage. Na mesma premissa, um casal é contratado para  achar um estudante universitário. Invadem a casa do estudante e encontram uma coleção de fitas cassete e decidem procurar nas fitas alguma pista do paradeiro do garoto. Dessa vez com histórias mais ousadas, também cobrindo todos os subgêneros do terror, as fitas da continuação parecem procurar fatores de inovação além de uma história que dê sustos, resultando em  momentos realmente interessantes.

Crítica aqui

Poder Sem Limites 
(2012, de Josh Trank)

O único fora do gênero de terror da lista. Em Poder Sem Limites, três amigos ganham superpoderes após encontrarem com uma substância misteriosa. No início, usam estes poderes para brincar com os seus conhecidos, mas com o passar do tempo passam a assumir tarefas mais difíceis, adquirindo um senso de imortalidade e impunidade. A partir daí, são forçados a avaliar conceitos éticos e morais e a traçar o limite para o uso destas novas habilidades.

Crítica aqui

[REC] 
(2007, de Jaume Balagueró e Paco Plaza)

A repórter Ángela e seu câmera gravam um programa sobre o Corpo de Bombeiros de Barcelona, acompanhando uma chamada de emergência noturna. No local, encontram moradores apavorados com a velha senhora que mora sozinha no andar de cima e está gritando e atacando os vizinhos. Os bombeiros entram no apartamento, seguidos pelos repórteres. Mas o que era uma situação de rotina se torna uma claustrofóbica escalada de medo e terror. [REC] faz parte de uma série de quatro filmes espanhóis, um remake americano e sua continuação. Mas, que fique claro, a indicação vai somente para o primeiro da versão original espanhola.

The Tunnel 
(2011, de Carlo Ledesma)

A história de The Tunnel é passada num labirinto de túneis e numa bolsa de água que existe no subsolo de Sydney, na Austrália. O filme nos convida a seguir Natasha e a sua equipe de filmagens numa investigação ilegal para descobrir os verdadeiros motivos pelos quais o lago subterrâneo localizado debaixo da estação de Saint James passou de ponto turístico a zona interditada.

Atividade Paranormal 
(2009, de Oren Peli)

O polêmico filme feito com 15.000 dólares e que arrecadou mais de 100 milhões. Um jovem casal se muda para uma casa onde fenômenos inexplicáveis começam a acontecer. Eles resolvem filmar tudo à noite, enquanto tentam dormir, no horário em que as atividades paranormais normalmente acontecem com maior frequência. Atividade Paranormal é o primeiro filme de uma série de sete, incluindo spin offs e uma versão japonesa, porém a recomendação vai somente para o primeiro filme.

Cloverfield: Monstro 
(2008, de Matt Reeves)

Rob Hawkins (Michael Stahl-David) mora em Nova York e está prestes a se mudar para o Japão. Ele reúne os amigos em uma festa de despedida. Entretanto um forte solavanco assusta os convidados. Todos buscam notícias sobre o ocorrido na TV, que diz que a cidade sofreu um terremoto. Ao chegar ao terraço para ver os estragos o grupo nota uma bola de fogo gigante, seguida pela queda de luz na cidade, que se revela como a cabeça da Estátua da Liberdade. Cloverfield, faz parte de uma série de três filmes, mas que não são conectados ou interdependentes, sendo possível assistir cada um deles separadamente, mas somente o primeiro é um formato found footage.

Crítica aqui

A Bruxa de Blair 
(1999, de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez)

O grande clássico do gênero. Três estudantes de cinema embrenham-se nas matas do estado de Maryland para fazer um documentário sobre a lenda da bruxa de Blair e desaparecem misteriosamente. Um ano depois, uma sacola cheia de rolos de filmes e fitas de vídeo é encontrada na mata. As imagens registradas pelo trio dão algumas pistas sobre seu macabro destino.

Concorda com a lista? 
Qual outro filme found footage você colocaria na lista? 
Deixe aqui nos comentários o que achou e não deixe de acompanhar a programação do MVDC. 

Igor Motta

Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário