Crítica: Parque do Inferno (2018, de Gregory Plotkin)


Em Parque do Inferno vemos mais um exemplo do famoso gênero slasher homenageando grandes clássicos do terror, mas que novamente não funciona e muito menos agrada devido a abordar situações que o grande público já está cansado de assistir, e que aqui, infelizmente, é abordada de maneira repetitiva.

Um grupo de amigos decide passar a noite de Halloween em um parque temático de horror da cidade. Após chegarem ao local, começam a ser perseguidos por um homem mascarado. 

Eu não disse que era uma premissa muito comum? Pois bem...

A semelhança com os grandes clássicos e, principalmente, com filmes como Sexta-Feira 13 e Halloween apresentam-se desde o início do filme. Curiosamente, e nada pasmoso, o filme segue a mesma linha:  a presença de um serial killer que sai assassinando sem nenhum motivo aparente. E quando se acha que nada pode ser mais comum, ao prestar atenção nos personagens nos deparamos com alguns deles bem padrões: a moça tímida, o cara bonzinho, a amiga descolada, o paquerador.



Embora os slashers possuam, em sua essência, a característica de não trazer nada de novo para o gênero, considera-se um bom filme aquele que divirta, traga uma boa dose de correria, tensão, suspense. Mas isso não acontece, muito pelo contrário... 

Podemos dizer que o principal problema é a questão do roteiro. Temos diálogos muito ruins, os personagens se apresentam de maneira muito rasa, tanto que nem conseguimos ter empatia com algum personagem para que ele permaneça vivo.

Além disso, temos mais um destaque negativo, a atuação irritante da atriz Bex Taylor-Klaus, que apesar de sua personagem ter um tom mais rebelde, existe o exagero no papel dela, como por exemplo, a questão de que as falas delas são, na verdade, tiradas de sarro bem forçadas feitas em horas erradas, o que literalmente fica desagradável.  


Sem ressalvas, nem o assassino ajuda muito. Primeiramente que seu visual é mal feito e enfadonho. Até seu comportamento, ou melhor dizendo, a forma da perseguição é literalmente vazia. Não existe uma aparição surpresa ou alguma demonstração veemente de sua brutalidade que cause um medo notável no público geral. 

E apesar de todos esses detalhes negativos, há retificações positivas. O visual é extremamente rico e bonito, até porque o espaço é grande e foi muito bem aproveitado. A fotografia chama bastante atenção, pois usa cores mais coloridas do que as tradicionais cores apagadas em filmes do gênero, o que se torna um acerto, e por um momento, um diferencial. 


Enfim, Parque do Inferno, é mais um filme slasher com o objetivo de tentar divertir, mas tão pouco faz. 

Obviamente o filme não tinha intenção de revolucionar o gênero, mas acabou fazendo dele um filme para assistir despretensiosamente no conforto da sua casa, sem maiores expectativas. Ainda mais sabendo sobre a saturada quantidade e molde idêntico dessa linha de filmes que surgem nos últimos tempos. Além de tudo, o final ainda traz consigo um ar de mistério e até uma "pulga na orelha", para uma possível continuação. 


Título Original: Hell Fest

Direção: Gregory Plotkin

Duração: 89 minutos

Elenco: Amy Forsyth, Bex Taylor-Klaus, Christian Madsen, Reign Edwards, Courtney Dietz, Elle Graham, Matt Mercurio, Michael Tourek, Roby Attal, Tony Todd. 

Sinopse: Um grupo de amigos decide ir a um parque de diversões na noite de Halloween. O que eles não imaginavam é que a noite temática teria muito mais que funcionários promovendo terror. 

Trailer: 


Então, o que tu acha sobre esse padrão básico nesses filmes? 
Lhe diverte? Ou já está cansado? 
Conte-nos sobre a sua experiência. 

Guilherme Regert

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