Crítica: Circle (2015, de Aaron Hann e outro)



Por meio de inspirações claras de filmes e temáticas parecidas concomitante com Jogos Mortais e O Cubo, Circle é um filme de 2015 que flerta com o suspense psicológico. Na história, 50 estranhos estão em uma misteriosa sala sem saber o motivo de estarem lá e como chegaram a tal lugar. Essas pessoas estão organizadas em um grande círculo e individualmente existe um pequeno círculo para cada. Rapidamente, descobrem que, graças a um aparelho central, a cada 2 minutos uma pessoa da sala precisa/vai morrer. Jogada toda essa temática, agora os participantes desse “jogo” vivem a tensão e o dilema de escolher quem será o próximo a morrer, além da incerteza do que ocorrerá quando sobrar apenas um participante. 

É nesse ambiente que, então, começam os famosos jogos de manipulação em busca da sobrevivência própria. O clima faz o telespectador descobrir quem fala a verdade, quem está mentindo para ganhar tempo, quem está realmente disposto a sacrificar a sua vida para salvar outra pessoa, quem age de má fé, etc. Talvez é nesse aspecto que seja possível ver a nobreza e a maldade das pessoas.


O filme é mais um daqueles de baixo orçamento, tanto que se sustenta muito mais com o roteiro do que, por exemplo, com os efeitos especiais. Dois aspectos muito interessantes são a ambientação, feita em apenas um cenário, e sem a presença de um protagonista fixo, afinal, o filme mexe com todos os personagens de forma biônica além de ter bons diálogos, fazendo com que não seja cansativo. Além disso, não existe uma movimentação muito grande com a câmera, mas mesmo assim o enquadramento é muito bem realizado, o que torna o filme bastante satisfatório nesse ponto de vista.

Porém, o clima de suspense que o filme cria ainda não é suficiente para ser um título de renome e aclamado. O que resta de positivo acaba sendo a metáfora que apresenta, demonstrando o que o ser humano é capaz de fazer para salvar sua própria vida quando é posto à prova o seu limite, funcionando como uma reflexão das nossas ações humanas.


Circle é um filme que se equilibra na base do diálogo, para tanto, não espere grande acontecimentos, pois é engajado em um bom roteiro, no qual o público tem a sua escolha livre para torcer pelo personagem que mais cativa, afinal, como comentado, não existe um personagem principal. No entanto, o desfecho ainda deixa muita coisa em aberto, o que pode frustrar boa parte dos telespectadores.


Título Original: Circle

Direção: Aaron Hann e Mario Miscione

Duração: 86 minutos

Elenco: Julie Benz, Mercy Malick, Carter Jenkins, Molly Jackson, Michael Nardelli, Sara Sanderson, Kevin Sheridan, Cesar Garcia, Lisa Pelikan, Zachary James Rukavina. 

Sinopse: 50 estranhos acordam e se veem presos numa misteriosa e enorme câmara, sem nenhuma lembrança de como chegaram lá. Organizados em um grande círculo e incapaz de se moverem, eles rapidamente descobrem que a cada dois minutos um deles deve morrer, executado por um estranho aparelho no centro da sala. A princípio, os ataques parecem aleatórios, mas logo os estranhos perceber que, como um grupo, têm o poder de decidir quem será o próximo a ser morto. Mas como eles escolhem quem merece morrer? E o que acontecerá quando restar apenas uma pessoa?

Trailer: 

Gosta da temática do filme? Conte-nos o que achou, adoraremos ler seu comentário!

Guilherme Regert

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