Crítica: O Chamado do Mal (2018, de Michael Winnick)


O Chamado do Mal é um filme TÃO genérico, mas TÃO genérico, que eu saí do cinema pensando: "O título do filme era mesmo O Chamado do Mal ou O Despertar do Mal?". É tudo tão esquecível que, no fim das contas, não faz a mínima diferença. Você não vai se lembrar desse filme na semana que vem de tão genérico e "tanto faz" que ele é. Não tem NADA de novo, NADA que você já não tenha visto em trezentos mil filmes de terror parecidos com esse. Eu diria que O Chamado do Mal é aquele filme padrão que só existe pra preencher catálogo e programação de TV. É o longa desconhecido que vai ver em uma madrugada de insônia no Corujão.

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Na trama, Adam (Josh Stewart) é um professor que se muda com Lisa (Bojana Novakovic), a sua esposa grávida, para uma nova cidade no interior onde ele foi chamado para lecionar na universidade local. Ao chegar, Lisa perde seu bebê e não percebe que tal ocorrido pode estar diretamente ligado a um presente que já estava na casa quando eles chegaram: uma caixa que não deveria ter sido aberta. Com isso, eles libertam, involuntariamente, uma entidade com pretensões perigosas. A tal caixa maligna - que é até bonitinha - não convence nem assusta. É tudo muito mal explicado e mal construído. O clima de terror não vigora.

Em determinado momento do filme, a tal entidade maligna assume a forma de quatro mulheres em idades bem distintas. Sendo assim, O Chamado do Mal apela para elementos típicos (e surrados) de filmes de terror, como a criança demoníaca e a senhora assustadora. Aliás, a caracterização dessa última personagem é extremamente risível. Parece uma bruxa que saiu de algum longa cômico como Abracadabra ou de algum episódio de Scooby-Doo. É sofrível.

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A entrada da misteriosa irmã de Lisa na trama até ameaça dar algum vigor para o longa, mas a sua personagem não é muito bem desenvolvida e se despede do longa da mesma forma abrupta na qual entrou. Não há muita coesão ou profundidade no desenrolar da trama. Os jumpscares também existem, mas nem todos funcionam.

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A parte técnica do filme também deixa a desejar. O Chamado do Mal é um filme com poucas locações e baixo orçamento, mas isso não perdoa, por exemplo, a péssima caraterização da personagem citada acima, nem a maquiagem terrível supostamente usada para assustar. Vendo filmes genéricos como esse, nós temos orgulho de ter produzido obras do gênero MUITO melhores no nosso cinema nacional: As Boas Maneiras e O Animal Cordial pisam com bondade nessa produção barata que, mesmo sem muitos recursos, não ousou mudar em nenhum momento. É simplesmente um filme esquecível.


Título Original: Malicious

Direção: Michael Winnick

Elenco: Bojana Novakovic, Josh Stewart, Melissa Bolona, Delroy Lindo e mais.

Sinopse: Um professor universitário e sua esposa são os responsáveis por um ato com consequências horrendas: eles liberam, involuntariamente, uma entidade maligna com pretensões perigosas.

Trailer:

Gosta de filmes de terror e concorda que esse não é um dos melhores? Comente aqui!

Marçal Vianna

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