Crítica: Mayans M.C. - 1ª Temporada (2018, Guy Ferland e outros)


Para quem esperava uma continuidade de Sons Of Anarchy, sinto em lhe informar que você vai se decepcionar. Mayans anda com as próprias pernas muito bem e tenta se distanciar tanto quanto possível de sua série origem. Claro que hora ou outra somos remetidos à turma de Jax Teller mas nada que de fato venha a mudar os rumos próprios da gangue mexicana. Quer saber mais? Confira a nossa crítica!


Tivemos um pouco de tudo nessa temporada que, de certa forma, teve seu próprio tempo para explicações. Logo de cara somos apresentados ao garoto de ouro EZ (JD Pardo) entrando para a moto-clube como o novo Prospect, indicado por seu irmão Angel (Clayton Cardenas). Mas o que ninguém esperava era que cada um da família tinha seu próprio segredo, EZ sendo forçado por um acordo com os Federais a entregar informações pertinentes da parceria dos Mayans com o chef do tráfico Miguel Galindo (Danny Pino) que ironicamente, se casou com sua ex namorada Emily (Sarah Bolger) e claro que a relação entre os dois não é a das melhores.


Ao entrar, ele acaba descobrindo que a uma célula rebelde está agindo dentro do território de Galindo, para tentar derrubá-lo, os Los Olvidados e eles fazem de tudo para se provarem, lutando de igual para igual com o cartel. Não contente em ter que manter seu próprio segredo, EZ é arrastado para o meio de uma trama da qual não esperava, seu irmão, Angel e mais alguns integrantes dos Mayans ajudam essa célula com informações de dentro, quase como ele faz, porém esses segredos acabam se acumulando e estourando em seu tempo.


Basicamente é isso que vocês vão ver na temporada. Sem mais delongas, a série mantém o padrão já conhecido, mas foca muito em sua identidade, em sua origem e em seus personagens, cada qual sendo necessário para a história. Claro que somos levados para um mundo violento mas ao mesmo tempo vemos pessoas fazendo de tudo por aquilo que elas acreditam. Vemos segredos sendo construídos mas na esperança de que isso faça algum bem. Vemos a união do "bem e do mal" para o suposto "bem maior" ao mesmo tempo que questionamos certas atitudes daqueles que deveriam ser a lei. Vimos o peso das relações familiares e como isso os afeta, como esses segredos que deveriam protegê-los, acaba por destruí-los. A evolução dos personagens, alguns que antes pareciam perdidos em suas escolhas se encontram e outros, que antes tinham certeza delas, se perdem. Enfim, tivemos de tudo nesses 10 ótimos episódios e ao contrário de SoA, em que as coisas pareciam um tanto quanto difíceis de se imaginar, aqui somos arrastados para a realidade nua e crua dessas pessoas. Não, não é uma continuação pelo simples fato da série ter sua própria identidade apesar de que, no último episódio, muita gente possa ter sentido um frio na barriga - eu senti - com a participação de certos personagens e o inesperado gancho para a segunda temporada que já foi confirmada por sinal. De uma fã para outro: assista!


Título Original: Mayans M. C.

Direção: Guy Ferland, Kurt Sutter, Norberto Barba

Elenco: JD Pardo, Michael Irby, Clayton Cardenas, Danny Pino, Gino Vento, Sarah Bolger, Tony Plana

Sinopse: Ambientado em um mundo pós-Jax Teller, Ezequiel “EZ” Reyes (JD Pardo) acaba de sair da prisão e é uma promessa no Mayans M.C., localizado na fronteira entre a Califórnia e o México. Agora, EZ deve esculpir sua nova identidade em uma cidade onde ele já foi o menino de ouro com o sonho americano em mãos. 

Trailer: 

E vocês? Gostaram da série?

Natália Vieira

Gosto de filmes e sou viciada em séries e música boa. Não tem muito o que dizer depois disso.

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