Crítica: The Gifted - 1ª Temporada (2017, de Bryan Singer e outros)


2017 sem dúvidas foi o ano dos mutantes. Tivemos diversas séries que abordaram o tema, como a primorosa Legion, sendo, talvez, a melhor coisa que surgiu nos últimos tempos, o fracasso Inumanos e, de quebra, The Gifted

Para você entender, a série se passa algum tempo depois que os X-Men sumiram misteriosamente. Mutantes continuam sendo tratados como ameaça, principalmente depois de um incidente envolvendo um mutante que matou centenas de pessoas; o episódio seria considerado como o 11 de setembro para nós. No meio dessa história, somos apresentados à família de Reed Strucker (Stephen Moyer - True Blood), que trabalha numa agência antimutante, que busca entre outras formas controlar possíveis ameaças, mas nem sempre essas ameaças são reais.


Ele vive com sua esposa, Katy (Amy Acker), e seus filhos adolescentes, Lauren (Natalie Alyn Lind) e Andy (Percy Hynes White), uma vida calma e feliz, até o dia que, ironicamente, a agência que ele trabalha começa a caçar seus próprios filhos, por terem o gene-x. E é aí que a vida de todos vira de ponta cabeça.


Pela primeira vez, Reed se vê no lugar daquelas pessoas que eles caçavam e passa a entender todo o sofrimento que ele causou àqueles que acreditava serem uma ameaça. Sem ter a quem pedir socorro, eles fogem e encontram um grupo de mutantes que lutam na resistência contra o governo, ao mesmo tempo que tentam ajudar todos os mutantes que encontram. A princípio eles não querem Reed, por saber do seu passado, mas ele se prova "digno" e que mudou pelos filhos. Nesse ambiente mutante, temos como os líderes personagens clássicos dos quadrinhos como Polaris (Emma Dumont), Blink (Jamie Chung) e Pássaro Trovejante (Blair Redford).


Descobrimos então que a organização que Reed trabalhava, era nada mais nada menos do que uma iniciativa do governo chamada Sentinela, que não só caçava os mutantes, como os prendia, torturava e fazia diversas experiências com eles, afim de ganhar essa guerra. Diferente de Legion, onde a trama é quase mística, em The Gifted temos algo mais natural, fluindo entre a normalidade dos dias atuais e tudo aquilo que conhecemos como preconceito. Preconceito que muitas vezes muda de nome: racismo, xenofobia, gene-x. Preconceito por tudo aquilo que é diferente e que não sabemos como lidar. Na série, alguns personagens tomam medidas drásticas para lutar por seus direitos enquanto outros sofrem na mão daqueles que deveriam ajudá-los.


Apesar de ser uma série fictícia, o sofrimento dos personagens é muito real e palpável. É fácil criar empatia e se por no lugar deles, e esse talvez seja o trunfo dessa série. Claro que temos todo o chamariz dos efeitos especiais sensacionais e a história em si ser baseada em mundo pós os X-Men. Mas no fundo o que realmente prende é a história, a luta e a esperança de um mundo mais igualitário e justo.


Título Original: The Gifted

Direção: Bryan Singer, Craig Siebels, Jeremiah S. Chechik, Karen Gaviola, Len Wiseman, Liz Friedlander, Scott Peters, Stephen Surjik, Steven DePaul

Elenco: Stephen Moyer, Amy Acker, Sean Teale, Natalie Alyn Lind, Percy Hynes White, Jamie Chung, Blair Redford, Emma Dumont 

Sinopse: Uma família de mutantes se filia à uma resistência clandestina quando os políticos aprovam uma legislação contra os meta-humanos.

Trailer:


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Natália Vieira

Gosto de filmes e sou viciada em séries e música boa. Não tem muito o que dizer depois disso.

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