Crítica: 22 de Julho (2018, de Paul Greengrass)


Histórias baseadas em fatos reais são sempre retratadas no meio cinematográfico, sejam elas chocantes ou sejam de superação. 22 de Julho, o novo filme da Netflix, dirigido por Paul Greengrass (Jason Bourne, Capitão Phillips), é uma dessas histórias. A história chegou a ser contada no mesmo ano, com uma narrativa diferente pelo diretor norueguês Erik Poppe e possui a previsão de lançamento no Brasil para o mês de novembro.

O longa conta a história de um atentado ao governo norueguês orquestrado por apenas uma pessoa, Anders Behring Breivik (Anders Danielsen Lie). Motivado por suas ideologias políticas de extrema direita, Anders explode uma bomba no prédio do governo e, horas depois, ataca um acampamento na ilha de Utoya.


Greengrass opta por dividir o filme em duas partes: uma em que o atentado é retratado inicialmente e depois as suas consequências. Essa divisão é funcional e reflete diretamente no desenvolvimento dos personagens envolvidos e da trama. A bela direção de fotografia e montagem ditam um ritmo e atmosfera que trabalham a imersão e percepção de sentimentos pelo espectador.

Jonas Strand Gravli (Viljar) ganha destaque por sua atuação, ele aproveita seus momentos e consegue passar a dor e dificuldade pelas quais está passando. Jon Øigarden (Geir Lippestad) está confortável em seu papel e ganha destaque, apesar de seu arco deixar algumas pontas soltas.


22 de Julho é um ótimo filme que conta do perigo dos extremismos e muito importante em meio à uma polarização política vigente. É passado o perigo da incitação do ódio e do preconceito e suas consequências com as vítimas. Uma história para não se repetir.


Título Original: 22 July

Direção: Paul Greengrass


Elenco: Anders Danielsen Lie, Jonas Strand Gravli, Jon Øigarden, Thorbjørn Harr

Sinopse: Noruega, 2011. Anders Behring Breivik, consumido pelos seus ideias fundamentalistas cristãos e anti-islâmicos, mata 75 pessoas a tiros em um acampamento na Ilha de Utoya. Os sobreviventes do ataque pedem justiça ao governo Norueguês, enquanto os advogados do terrorista condenado se mobilizam para defendê-lo perante a lei.

Trailer:

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Leonardo Cossenza

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