Crítica: Mentes Sombrias (2018, de Jennifer Yuh Nelson)



Estamos em uma fase do cinema que já tivemos os X-Men, Jogos Vorazes, Divergente, Maze Runner, entre outros títulos tão populares quanto esses. O que a gente não espera é que surjam mais e mais histórias com esse mesmo formato: uma era pós-apocalíptica, uma doença, algo que devastou o mundo, jovens com habilidades especiais, alguns apenas habilidosos mesmo, e outros que possuem super poderes.


Em resumo, Mentes Sombrias é um pouco disso tudo, contendo os mesmos elementos dos longas-metragens citados acima. O filme é baseado no livro de mesmo nome lançado em 2012 da autora Alexandra Bracken. O livro, inclusive, conta com duas sequências: Never Fade (2013) e In The Afterlight (2014), esses sem tradução para o português. A autora provavelmente se inspirou nessas tantas histórias para compor a sua própria saga. 


Uma doença praticamente dizimou as crianças (considerando que um cenário apocalíptico deveria ser no mundo inteiro, mas se restringe aos Estados Unidos) e as que sobreviveram adquiriram super poderes. Entretanto, essas crianças sobreviventes foram levadas para uma espécie de campo de concentração, sendo divididas em grupos por cores e cada cor definindo um poder: os verdes são os super-inteligentes, azuis possuem telecinese, os amarelos eletrocinese. Existem mais dois grupos, porém esses não são mantidos vivos por serem considerados uma grave ameaça, que são os vermelhos, que possuem poderes relacionados ao fogo, e os laranjas que possuem telepatia e domínio sobre a mente alheia. 

O conflito da história se dá quando a protagonista Ruby (Amanda Stenberg), uma menina pertencente ao grupo laranja, manipula os pensamentos do Dr.Viceroy (Wallace Langham), que faz as avaliações das crianças para que ele a defina como sendo do grupo verde. O que de fato não deixa de ser uma irônica verdade, pois ela é super-inteligente só de ter essa ideia. 


Os anos se passam e a menina se torna uma adolescente entediada na própria rotina de presidiária, trabalhando numa produção de sapatos, e por alguns deslizes mínimos seus, na execução de seu trabalho, ela acaba denunciando ser menos inteligente do que de fato seria se fosse esse o seu poder. É levada então para uma cela solitária, dorme, acorda e se vê numa maca. Surge então a médica de rotina Cate (Mandy Moore) que discretamente oferece ajuda para a jovem fugir dali, pois sabe seu segredo e a alerta para uma ameaça de morte por parte dos seus superiores. Confiando na doutora, ela foge de madrugada, e o filme (que já estava sem ritmo) caminha para uma fuga em que os diálogos da doutora revelam que existe uma rede de refugiados. Ou seja, não é a primeira vez que Cate ajuda algumas das crianças. 

Cate não está sozinha nessa empreitada, no caminho ela se encontra com outro homem no qual Ruby desenvolve uma desconfiança por ver um passado obscuro. Diante disso, Ruby foge de Cate e acaba encontrando Zu (Miya Cech) que a ajuda. Ela então se une a Zu, Liam (Harris Dickinson) e Chubs (Skylan Brooks). O grupo sai numa jornada na fuga do Campo de Concentração e na busca por um refúgio.


O longa foi adaptado por Chad Hodge (Roteirista em O Jogo do Amor, 2004) e dirigido por Jennifer Yuh Nelson (Diretora em Kung Fu Panda 2 e 3 - 2011 e 2016, respectivamente). Além das sequências citadas acima, o filme possui algumas cenas de ação, romance e um ou outro plot-twist a mais, mas é só isso, porque a história em si é mais do mesmo, como os exemplos apresentados logo no início da crítica. Inclusive, para quem já acompanha filmes do gênero poderá ver muitas cenas parecidas com as dos filmes similares, o que alguns podem defender como “referência” eu digo que é mais falta de criatividade. 

Mentes Sombrias é apenas mais uma dessas sagas com as quais os adolescentes normalmente se identificam, com esse conceito de se encontrar, fazer parte de algo e se sentir bem sendo como é. Bem ou mau, esse é o subtexto da história. Essa identificação vai acontecer também pela diversidade do elenco, principalmente, os protagonistas, o que é um ponto positivo. Além do roteiro fraco, temos ainda personagens pouco cativantes e uma trilha sonora que não casa com as cenas; um defeito grotesco. O filme vai ser só isso mesmo: um passatempo adolescente. 


Título Original: The Darkest Minds 

Direção: Jennifer Yuh Nelson 

Elenco: Amanda Stenberg, Mandy Moore, Bradley Whitford, Harris Dickson, Gwendoline Christie, Miya Cech, Patrick Gibson, Makenzie Collier, Mark O’Brien, Wade Williams, Golden Brooks, Wallace Langham, Skylan Brooks 

Sinopse: Em um mundo apocalíptico, onde uma pandemia mata a maioria das crianças e adolescentes da América, alguns sobreviventes desenvolvem poderes sobrenaturais. Eles então são tirados pelo governo de suas famílias e enviados para campos de custódia. Entre elas está Ruby (Amandla Stenberg), que precisa se esconder entre as crianças sobreviventes devido ao poder que possui.

Trailer:


Se você vai conferir Mentes Sombrias nos diga o que espera do filme e se já assistiu diga o que achou!

Ana Paula Araújo

Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário