Crítica: Estrelas Além do Tempo (2016, de Theodore Melfi)


Chega aos cinemas brasileiros ainda esta semana o longa Estrelas Além do Tempo. Baseado no livro de Margot Lee Shetterly, ele é dirigido por Theodore Melfi e tem no elenco astros como Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Kevin Costner, Jim Parsons e Kirsten Dunst. Um filme impecável, que trata de temas delicados, mas muito reais, tais como o preconceito e igualdade racial e com um enredo capaz de envolver o público do primeiro ao último minuto.

Crítica: Mãe(s) (2015, de Maïmouna Doucouré)

O curta-metragem Mãe(s), no original Maman(s), um dos selecionados deste ano para a competição da 7ª Edição do My French Film Festival, traz uma história única, intrigante e bastante verdadeira sobre a chegada inesperada de novos membros à uma família.

Fazendo preparativos para o retorno do pai, Aida e sua família se surpreendem ao vê-lo chegar do Senegal na companhia de uma mulher e um bebê, e esse é apenas o começo de uma série de mudanças em suas vidas. Com roteiro e direção de Maïmouna Doucoré, o curta é uma construção progressiva da personalidade e comportamento de Aida em face da sua nova situação de vida, pois a vemos tentar se entender com os conflitos que surgem.


Crítica: Um Gato de Rua Chamado Bob (2016, de Roger Spottiswoode)




Gatos são animais controversos, né? Enquanto muita gente o vê como uma criaturinha trapaceira, desafeiçoada e até mesmo nojenta, outros o enxergam como um bichano nobre, companheiro e leal. Seja pelo lado bom ou pelo ruim, em Um Gato de Rua Chamado Bob, somos apresentados a um músico cuja vida virou completamente do avesso ao conhecer Bob, esse camarada ruivo da foto. Sem previsão de estreia no Brasil, o longa baseado no best-seller internacional é estrelado por Luke Treadaway, Ruda Gedmintas e Joanne Froggatt. Então venha conhecer mais sobre esta linda história real, que merece ser conferida por todos os públicos!

Especial: VIKINGS (2013 - 2017)



A série gravada na Irlanda e produzida pelo History Channel, traz o drama histórico dos escandinavos e nos apresenta ao mundo desses comerciantes, guerreiros, exploradores e apaixonados nórdicos a partir do seu dia a dia. Vikings é aquele tipo de série que você acha que sabe o que está por vir. Violência, traição e etc. Mas além de tudo isso, a série que pode parecer meio fantasiosa, é na verdade baseada em histórias reais de vikings que viveram naquela época. Vem ler um pouco sobre a série, a história e seus personagens tão surpreendentes.

A equipe do blog comenta o filme La La Land


O musical La La Land: Cantando Estações é o filme mais badalado desta temporada. Recordista ao ganhar 7 Globos de Ouro nas principais categorias, também é recordista e favorito ao Oscar 2017, com 14 indicações! O filme, queridinho da crítica, tem feito um caminho louvável por também ganhar o público. E mesmo quem não se surpreendeu tanto, admite grandes qualidades no longa. Seguindo a união e originalidade da equipe do blog, os integrantes que já assistiram a esta obra de arte se juntaram para comentar brevemente sobre ele. É o Minha Visão do Cinema inovando e trazendo o melhor do cinema a você, amado leitor. Vem com a gente:

Notícia: 23º SAG Awards 2017 - Lista dos Indicados e Vencedores





Aconteceu neste domingo, dia 29, a 23ª edição do SAG Awards, evento que visa premiar os atores e atrizes do cinema e das séries da televisão americana.

Na TNT americana a transmissão aconteceu ao vivo, na brasileira, no entanto, a exibição acontecerá no dia 30, às 22:30, por causa do Miss Universo que foi transmitido no mesmo horário. Veja abaixo a lista dos indicados e dos vencedores.



Crítica: O Nascimento de uma Nação (2016, de Nate Parker)


Despencando de uma das promessas a favorito ao Oscar a apenas mais um filme de 2016, O Nascimento de uma Nação é um bom longa, mas que acaba sendo um tanto problemático por pecar tanto no excesso como na falta de qualidades técnicas. Partindo de uma impressionante história verídica, a nova produção do cineasta Nate Parker tinha tudo para dar certo, mas se perde em meio à sua própria ambição.

Crítica: Silêncio (2016, de Martin Scorsese)

Enquanto assistia o anúncio dos indicados ao Oscar 2017, percebi a ausência de Silence, o mais novo filme do lendário diretor Martin Scorsese, responsável por obras-primas como Os Bons Companheiros, Taxi Driver e Touro Indomável, entre outros. Costumo dizer - em tom de brincadeira - que há certos diretores que deveriam ser indicados ao Oscar por qualquer filme que fazem (Scorsese, Coppola) e fiquei surpreso com o fato de que este filme não foi indicado a nenhuma das principais categorias (a única indicação foi na categoria de Melhor Fotografia), e isso é uma terrível injustiça pois estamos falando de um dos melhores filmes do ano e me arrisco a dizer que um dos melhores filmes de Martin Scorsese. Rivaliza com Taxi Driver como o mais reflexivo, difícil e complexo.


Top 5: Os Melhores Dramas Que Você Talvez Nunca Parou Pra Assistir


O gênero dramático é mesmo um deleite para quem o aprecia. São filmes cuja capacidade de tocar o público é extraordinária e quando baseados em histórias reais, mais ainda. É com esse espírito de reflexão e inúmeras lições de vida abordadas que hoje lhes trago um Top 5 com os melhores dramas que você talvez nunca parou pra assistir. Então prepare papel e caneta e se programe para conferir essas beldades, que apesar de talvez terem passado despercebido, valem a pena serem vistos com certeza!

Crítica: Resident Evil 6: O Capítulo Final (2017, de Paul W. S. Anderson)



E finalmente, a espera acabou. Eis que a sexta parte da saga Resident Evil chega aos cinemas, com um hype tão alto jogado em cima que muitos ficam com um "pé atrás". Ao trazer parte do elenco de volta, bem como rostos novos, Resident Evil: O Capítulo Final marca o retorno de Paul W. S. Anderson e sua esposa Milla Jovovich às telas, vindo com a promessa de ser o fim da história de Alice Abernathy, como sugere o slogan. Mas será que o sexto filme é exatamente o fim da franquia?

Cinema: Estreias da Semana!

É hora de conferir a agenda de estreias de filmes nos cinemas. Várias obras estrearam ontem (quinta, 26/01) e devem agitar durante o final de semana. As duas maiores novidades são o último Resident Evil 6: O Capítulo Final e o polêmico Quatro Vidas de um Cachorro. Mas tem drama cult, filme de guerra dirigido por Mel Gibson e que concorre a Oscar e muito mais. Prepara a agenda, o dinheiro e vem com a gente conferir os filmes e seus trailers!


Resident Evil 6: O Capítulo Final


Um dos primeiros blockbusters de 2016, sexto e aguardado último capítulo da franquia. Resident Evil pode não agradar a crítica, os fãs dos games e o cinéfilo mais exigente, mas atravessou os anos 2000 com vários filmes de sucesso, apesar das falhas. Este último promete amarrar as pontas soltas da saga, além de trazer pela última vez a musa Milla Jovovich arrebentando com zumbis, mutantes e outras aberrações, enquanto que por trás das câmeras seu marido Paul W. S. Anderson dirige o filme fazendo o que sabe fazer: "endeusar" sua esposa, enquanto apresenta bons efeitos especiais, câmera lenta e efeitos 3D. O filme é feito para os fãs dos filmes anteriores e o trailer é insano, mostrando uma pegada meio Mad Max: Estrada da Fúria.

Crítica: O Lagosta (2015, de Yorgos Lanthimos)


Se você falhasse em encontrar um amor, em qual animal você escolheria se transformar? Essa é uma das grandes perguntas feitas no mundo distópico e calculista de O Lagosta, onde não é permitido que as pessoas permaneçam solteiras. Vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2015, o novo filme do diretor Yorgos Lanthimos é uma sátira inteligente aos relacionamentos amorosos modernos, às expectativas sociais e à obsessão já antiga que a maioria das pessoas cultiva: a busca pelo amor verdadeiro. Repleto de uma excentricidade única, O Lagosta conta a história de David, um solteiro que precisa encontrar seu amor logo ou virará uma lagosta para sempre.

Crítica: Um Homem Chamado Ove (2016, de Hannes Holm)

Um Homem Chamado Ove, dirigido e escrito por Hannes Holm e baseado no livro homônimo de 2012 escrito por Fredrik Backman, conta a história de um senhor - o homem chamado Ove - que não gosta de ninguém. Quando Pavaneh se muda para a vizinhança do senhor, ela - junto com suas filhas pequenas - tenta trazer um pouco de alegria para o vida do senhor. Pois é, você já viu essa história antes.

Crítica: Fences (2016, de Denzel Washington)




Há alguns anos, uma maravilha chamada Youtube me permitiu assistir à peça que estava roubando toda a atenção da Broadway naquele momento. Denzel Washington revisitava Fences, a peça de August Wilson vencedora de diversos prêmios nos anos 80 e que retratava, assim como várias outras de suas produções, a realidade do conflito racial nos Estados Unidos dos anos 50, descrevendo o drama de um casal e seus filhos. Uma vez anunciada a versão para cinema do revival, minha curiosidade estava automaticamente desperta - Washington também iria dirigir a adaptação. Manobra segura ou arriscada? Paguei pra ver, e estive longe de me arrepender.

Indicados ao Oscar 2017: La La Land - Cantando Estações lidera com 14 indicações

A maior premiação do cinema acaba de revelar seus indicados. Sem grandes surpresas, La La Land - Cantando Estações recebeu 14 indicações. A premiação ocorrerá no dia 26/02/2017.




Confira abaixo a lista com todos os indicados:

Crítica: Até o Último Homem (2016, de Mel Gibson)



Quando O Resgate do Soldado Ryan foi lançado em 1998, a maneira como os diretores retratariam as batalhas mudou definitivamente. Bem acostumados a acompanhar épicas histórias de guerra, o espectador do cinema americano, principalmente, já estava habituado com a forma narrativa que os filmes de guerra apresentavam desde a era clássica de Hollywood. Havia, claro, sempre as sequências esperadas de batalha e os arcos dramáticos de heróis combatentes. Se mesmo nessa época já tínhamos icônicos exemplares de filmes com mensagens anti-guerra, como Sem Novidade no Front (Lewis Milestonse, de 1930), o excepcional Glória Feita de Sangue (Stanley Kubrick, de 1957) e até o clássico O Grande Ditador (Charles Chaplin, de 1940), foi com o longa de Spielberg que a câmera sofreu junto com o soldado o horror da trincheira. Claro que filmes como Apocalypse Now (Francis Coppola, de 1979), Platoon (Oliver Stone, de 1986) e Além da Linha Vermelha (Terrence Malick, de 1998) já haviam explorado a violência gráfica da guerra, mas não com a imersão e o realismo de primeira pessoa que o ganhador de Montagem, Fotografia e Diretor do Oscar de 1999 alcançou.

A partir daí, a influência da direção de Spielberg se espalhou e o realismo da guerra passou a ser figura obrigatória para a maioria dos filmes do gênero. Agora temos a chegada de Até o Último Homem, dirigido por Mel Gibson, estrela da década de 80 e 90 que retorna na direção depois de 10 anos (o último no currículo foi Apocalypto, de 2006). O filme é mais uma história edificante sobre um combatente que faz a diferença numa guerra e promete não poupar na violência quando o assunto for a batalha em si. Mantendo a tendência de não se censurar neste aspecto (vide Coração Valente e A Paixão de Cristo), o diretor realiza uma obra que faz jus ao histórico recente do subgênero no que diz respeito a retratar a intensidade e crueldade da guerra, ainda que se mantenha confortável na sua história ao não conseguir escapar de alguns clichês e de uma mão pesada no arco dramático do protagonista.

Especial: Top 5 Performances de Saoirse Ronan

Hoje vamos falar um pouco sobre Saoirse Ronan, essa atriz de 22 anos que já foi indicada ao Oscar duas vezes e ganhou prestígio do público e dos críticos.

Crítica: Irrepreensível (2015, de Sébastien Marnier), um delicioso thriller francês para te surpreender!


Eu costumo dizer que o cinema francês é para poucos: por ser extremamente cru e especialmente tocante, agrada uma parcela mínima de espectadores e se ainda me arrisco dizer, agrada àqueles que tem sensibilidade mais aguçada. Em Irrepreensível não é diferente: temos uma boa história que, além de mostrada com detalhes que geralmente não vemos em películas mais comerciais, possui todo o charme da língua e principalmente do estilo francês (roupas, costumes, etc), que são um destaque à parte! Somando-se aos itens descritos, destaca-se ainda a bela fotografia, a direção excelente de Sébastien Marnier e ainda atuações leves e envolventes, especialmente da protagonista Marina Foïs.


Crítica: Perfeitos Desconhecidos (2016, de Paolo Genovese)




Vencedor do prêmio David Di Donatello (considerado como sendo o Oscar italiano) de Melhor Filme de 2016, Perfeitos Desconhecidos aponta toda a praticidade da tecnologia presente em nossas vidas em detrimento da privacidade, mostrando a grande problemática de estendermos o nosso ser aos smartphones, que hoje, assim como dito em um dos diálogos do filme, tem a mesma significância de uma caixa preta, usada nos aviões para descobrir a causa de acidentes aéreos, desde que é nele que expomos praticamente toda nossa vida. Apesar da tecnologia ser a força motriz por trás do roteiro, já que ela é a “causa” dos problemas que não existiriam sem a presença dela, a maior crítica que podemos ver é com relação às próprias pessoas, que mesmo com um convívio significativo muitas vezes não as conhecemos realmente. O filme é uma comédia dramática que consegue prender o espectador apontando o elefante no meio da sala através de diálogos bem elaborados e situações um tanto quanto inusitadas, fazendo com que muitas vezes não saibamos muito bem como reagir.

Crítica: A Nona Vida de Louis Drax (2016, de Alexandre Aja)


A Nona Vida de Louis Drax é o novo filme de Alexandre Aja, diretor de filmes como Espelhos do Medo e Piranha (2010). O longa foi baseado no livro de Liz Jensen e é estrelado por astros como Jamie Dornan, Aaron Paul e Oliver Platt. Ele contém uma trama envolvente e que é contada de forma interessante, pois a todo o momento os segredos que cercam a vida do personagem-título desafiam a lógica do espectador. Quando menos esperamos, o final se aproxima e toda a nossa curiosidade, angústia e emoção adquiridos fecham com chave de ouro. Então vem comigo saber mais sobre esse engenhoso garotinho Louis Drax, que certamente vai superar as expectativas de quem assistir sem a menor pretensão, como eu assim o fiz.

Cinema: Estreias da Semana!


Chegou a hora de conferir os filmes que estrearam ontem (19/01) e irão bombar neste final de semana. Temos 5 grandes lançamentos. Dois deles são filmes que saíram lá fora no final de 2016 e são 2 dos favoritos ao Oscar 2017: o musical La La Land e o triste Manchester à Beira-Mar. Temos ainda o lançamento de duas comédias nacionais e o primeiro blockbuster americano de 2017, XXX: Reativado, com Vin Diesel. Acompanhe a seguir os trailers.


La La Land: Cantando Estações


Grande vencedor do Globo de Ouro 2017 e grande favorito ao Oscar 2017, La La Land é lindo, com uma trilha sonora contagiante e um figurino e direção de arte de encher os olhos, cheio de cores contrastantes a todo momento. Os números musicais dão vontade de viver a vida de maneira mais leve, o que não deixa de ser uma inteligente jogada escapista, para livrar-nos do fardo do dia a dia. Um filme que carrega coração e alma, que fornece uma ode a Hollywood e a vida. Mas que mesmo elogiando estes elementos clássicos, insere sangue novo, uma dose de realismo e momentos agridoce. E o maior presente é que La La Land triunfa justamente onde afundaria; um filme que representa um estilo de obra que já não se faz mais, destinado a um seleto público que talvez já não exista mais: corações apaixonados e sonhadores.

Confira nossa crítica completa clicando aqui!

Crítica: Um Cadáver para Sobreviver (2016, de Daniel Kwan e Daniel Scheinert)



Um Cadáver para Sobreviver (2016) ficou conhecido após sua apresentação no festival de Sundance. Sua trama polêmica traz a história de Hank, interpretado pelo competente ator Paul Dano (Pequena Miss Sunshine, Os Suspeitos) que quando está prestes a cometer um suicídio numa ilha deserta, encontra um corpo na beira do oceano, interpretado pelo eterno Harry Potter, Daniel Radcliffe. A partir deste momento, Hank entra numa jornada de conhecimento pessoal, enquanto delira com diálogos entre ele e o cadáver que o acompanha.

Trilha Sonora: Trilogia Antes do Amanhecer



Antes do Amanhecer é uma trilogia dirigida por Richard Linklater e estrelada por Ethan Hawke, de Roubando Vidas (confira nossa crítica dele aqui) e Julie Delpy, de A Condessa. Inclusive, Hawke já havia trabalho junto com Linklater em Boyhood - Da Infância à Juventude, no papel do pai do protagonista, Mason. Com faixas instrumentais compostas por Fred Frith (primeiro), a própria Julie Delpy comandando as do segundo e Graham Reynolds (terceiro), os longas também contam com lindas músicas, nostálgicas, que fazem bem pra vida e tornam o dia de quem as ouve bem mais leve, como se lhe estivesse dando o seguinte conselho: "deixe os seus problemas pra trás". Então prepare seu fone de ouvido e vem comigo conferir essa bela trilha sonora!!

Crítica: Moonlight - Sob a Luz Do Luar (2016, de Barry Jenkins)

Um presente para quem gosta de cinema. Essa é a melhor maneira de descrever este filme.

Moonlight é dirigido pelo desconhecido - mas talentosíssimo - Barry Jenkins. Ele mostra ter um grande domínio de câmera e mistura vários recursos aqui: a mistura de planos estáticos e marcantes com a câmera na mão característica do cinema independente e cortes rápidos. O diretor usa um belíssimo plano no começo do filme aonde mistura um tracking shot com um travelling, um jogo em 360 graus e um plano longo fechando a cena. Ele constantemente faz planos de Chiron sozinho na tela - o que serve para mostrar o quão isolado é o personagem em relação a sociedade. É um trabalho excepcional do diretor. Acho a provável indicação dele ao Oscar mais que merecida e estou ansioso para assistir a seus próximos trabalhos. Vamos ouvir falar muito nesse nome nos próximos anos.

Crítica: Manchester à Beira-Mar (2016, de Kenneth Lonergan)



O que pode ser mais recompensador em um bom drama? Se falamos do gênero em específico, sabemos que grandes dilemas e grandes personagens fazem ótimos filmes. A sequência de acontecimentos num roteiro é a base que faz o expectador sentir que acompanhou uma história do início ao fim, sejam esses acontecimentos marcados por reviravoltas ou por características dos personagens.

Há uma distinção generalista que se costuma fazer no Cinema que é o “plot driven” vs “character driven”. O primeiro é quando o enredo, isto é, o corpo de acontecimentos gerais do filme, é o responsável por mover a história e determinar a maneira como os personagens vão reagir; a segunda é quando o principal é justamente o estudo dos personagens e como eles é que vão mover a história adiante. Esta última nos causa fascinação porque justamente reconhecemos nossos semelhantes e observamos neles camadas com as quais nos identificamos. É bom ressaltar que nada no Cinema tem essa divisão assim tão delimitada, mas é possível dizer que Manchester à Beira-Mar tem como grande qualidade a capacidade de nos apresentar a excelentes personagens e nos emocionar com seus dilemas, medos, ressentimentos e rendenções.

Crítica: La La Land: Cantando Estações (2016, de Damien Chazelle) - Um Filme para os Corações Sonhadores



"La La Land homenageia e resgata a boa música e o bom cinema clássico, mas também mistura elementos novos. É um tipo de filme que não se faz mais, para um público que talvez não se encontre mais: corações apaixonados e sonhadores."

Primeiramente, queria agradecer a Paris Filmes, que me concedeu ingressos para ver a esta obra em pré-estreia, e assim poder escrever esta crítica. Um muito obrigado a esta grande distribuidora, que tem feito um belo trabalho ao trazer ótimos filmes ao Brasil.

Andre Holland se junta a Viola Davis no próximo longa do Steve McQueen


Steve McQueen (12 Anos de Escravidão) está a todo vapor com o seu novo projeto.

Widows é inspirada em uma série homônima dos anos 80. A série gira em torno de quatro viúvas, que decidem finalizar o último trabalho de seus maridos, que foram mortos em um assalto que não deu certo.

Viola Davis (que está prestes a ganhar seu primeiro Oscar), Andre Holland (Moonlight: Sob a Luz do Luar) e Cynthia Erivo (atual vencedora do Tony Awards na categoria de melhor atriz) estão confirmados no elenco. Gillian Flynn (Garota Exemplar) assinará o roteiro.

Crítica: Terra De Minas (2016, de Martin Pieter Zandvliet)

A academia é engraçada. Eles adoram quando os filmes hollywoodianos são felizes, otimistas e pra cima. Mas é muito difícil - quase impossível - que um filme estrangeiro vença o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro sendo feliz, otimista e pra cima. Este excelente filme é muito triste e depressivo, muito bem feito e tem grandes chances de ser o vencedor da categoria de Melhor Filme Estrangeiro.



Crítica: Eu Não Sou um Serial Killer (2016, de Billy O'Brien)



Um dos temas mais frequentes em filmes de terror são os retratos da psicopatia/sociopatia humana, e não é para menos, o assunto é deveras fascinante e já rendeu diversos personagens memoráveis no cinema como Hannibal Lecter e Norman Bates.

Bienvenue, 'My French Film Festival'! Um guia dos filmes da 7ª Edição do MFFF

Agora é oficial, um mês inteiro de cinema francês de forma gratuita e online! Um festival inovador que transmite uma seleção de filmes franceses para o mundo inteiro através do site: http://www.myfrenchfilmfestival.com/


In Memoriam: Os artistas que nos deixaram em 2016


Quando o ano de 2016 estava em seus últimos dias, muitas pessoas estavam comemorando seu fim. Isso porque foi um ano onde coisas muito inesperadas - e bem ruins - aconteceram. Houve principalmente, muitas mortes de celebridades. Para os cinéfilos não foi diferente, tivemos grandes perdas para a Sétima Arte em 2016 que deixaram todos nós muito tristes. Então nossa equipe decidiu fazer uma pequena retrospectiva e homenagem àqueles que partiram.

Sônia Braga será uma das juradas do Festival de Sundance 2017

O Festival de Sundance, sediado na cidade de Park City, Utah, revelou o grupo de jurados da edição que ocorrerá daqui alguns dias.

O elenco de jurados consiste em profissionais diversificados, como os atores Gael Garcia Bernal, Sônia Braga e Peter Dinklage, o diretor David Lowery, a roteirista da Marvel, Nicole Perlman e o comediante Larry Wilmore.

O Festival de Sundance tem ganhado muita importância e tem sido um bom termômetro para o Oscar, nos últimos anos, Brooklin e Whiplash - Em Busca da Perfeição foram indicados ao Oscar e foram estreados em Sundance no ano anterior. Nesse ano, Manchester à Beira-Mar é um forte candidato a indicação e foi lançado em Sundance ano passado.



Crítica: A Menina Que Tinha Dons (2016, de Colm McCarthy)



O gênero sci-fi parece nunca sair de moda. Independente se o que está sendo abordado é um apocalipse zumbi ou de vampiros, a maioria dos longas sobre tais temas é assistível. Inclusive, por mais que boa parte dos enredos exiba um grupo de pessoas lutando pela sobrevivência e se virando pra matar criaturas infames, nenhum deles chega a ser tão ruim a ponto de ser descartável e A Menina Que Tinha Dons pode provar isso. O longa, baseado no best-seller de Mike Carey, se saiu muito bem! Tanto a história quanto a narrativa são diferentes e não possuem aquelas enrolações maçantes. Então se prepare, pois ele é dos bons!

Crítica: Sete Homens e Um Destino (2016, Antoine Fuqua)


Sete Homens e Um Destino, lançado em 2016 é um remake do clássico filme de faroeste Sete Homens e um Destino de 1960 que, por sua vez, é uma refilmagem de Os Sete Samurais de Akira Kurosawa em 1954. Apesar de trazer mais diversidade e deixar o filme mais atual, a película peca em vários sentidos e deixa a desejar na inovação e no roteiro. Vem conferir a crítica completa e tire suas próprias conclusões.

Cinema: Estreias da Semana!

Chegamos nas estreias do cinema na semana. Neste final de semana, poucos filmes chegam, porém alguns bastante esperados. Vamos ver os trailers?


Assassin's Creed


Baseado no game de sucesso mundial, a superprodução traz ficção científica, ação e elementos místicos e medievais para transportar para as telonas a envolvente história do jogo. No papel principal, ninguém menos que Michael Fassbender. O trailer é estiloso e o longa tem a difícil missão de tirar os filmes baseados em games da lama.

Está chegando a 7ª Edição do My French Film Festival

De 13 de janeiro a 13 de fevereiro você tem um compromisso com o cinema francês!

Crítica: Moana: Um Mar de Aventuras (2016, de John Musker e Ron Clements)



O mais novo filme da Disney conta a história de Moana (dublada pela estreante Auli'i Cravalho) cujo o sonho é desbravar os mares que cercam a ilha de seu povoado. Seu pai, Tui (Temuera Robinson, conhecido por seu papel como Jango Fett nos episódios II e III de Star Wars) chefe da tribo da ilha, acredita que o lugar de Moana, como sua sucessora, é ficar na ilha junto com todos para proteger o seu povo. Mas devido a uma antiga lenda dos ancestrais da garota ela é chamada pelo Oceano para ajudar o semi-deus Maui (Dwayne Johnson) a acabar com uma maldição que assola todo o arquipélago.

Notícia: Bates Motel - 5ª Temporada


Essa é para os fãs de Bates Motel.

Já dá até para sentir o arrepio frio na costela quando lembramos de como Norman (Freddie Highmore) terminou a 4ª Temporada totalmente fora da casinha. A 5ª e última tem previsão para retornar dia 20 de Fevereiro.

La La Land: Cantando Estações lidera indicações ao BAFTA

O Oscar britânico (BAFTA) revelou seus indicados hoje bem cedinho, sem surpresas, La La Land: Cantando Estações lidera com 11 indicações. Animais Noturnos e A Chegada ficaram logo atrás com 9 indicações cada.

Crítica: Capitão Fantástico (2016, Matt Ross)





La La Land: Cantando Estações é o grande vencedor do Globo de Ouro 2017

Ontem (08), ocorreu uma das principais premiações do cinema e da televisão americana, o Globo de Ouro. Como era de se esperar, La La Land: Cantando Estações foi o grande vencedor da noite, com 7 vitórias. Além de ser o maior vencedor da noite, La La Land: Cantando Estações se tornou o maior vencedor da história da premiação.

Crítica: Ainda Estamos Aqui (2015, de Ted Geoghegan)



Já há algum tempo disponível no catálogo da Netflix o terror sobrenatural Ainda Estamos Aqui consegue surpreender até certo ponto aqueles que o assiste, não por sua história, personagens ou atuações, mas sim pela sua coragem de trazer aquilo que falta na grande parte das produções do tema, gore e violência.

As 15 Séries Mais Aguardadas em 2017!!!



É sabido que a chegada de um novo ano tem um significado muito especial para os amantes de séries: o retorno de suas eleitas, sejam em novas temporadas, sejam em continuações ou ainda a estreia daquelas que já estão em nosso coração desde quando eram apenas rumores. Em 2017, é claro, não poderia ser diferente! Muitas séries voltam com todo gás para alegrar os fãs apaixonados por essas relíquias televisivas e muitas estreiam como grandes promessas.

Minha Visão do Cinema Awards 2016

2016 terminou e deixou um extenso legado de bons filmes e boas séries. Toda a equipe do Minha Visão do Cinema se reuniu para decidir quais foram os melhores filmes, séries, diretores, atores e atrizes de 2016. A primeira edição do Minha Visão do Cinema Awards está oficialmente inaugurada.


Melhor Filme:
Vencedor: A Chegada





Finalistas:

2º - O Quarto de Jack
3º - Spotlight: Segredos Revelados
4º - Rogue One: Uma História Star Wars
5º - O Regresso
6º - Os Oito Odiados
7º - Capitão Fantástico
8º - A Grande Aposta
9º - Animais Noturnos
10º - Doutor Estranho

Cinema: Estreias da Semana!

2016 acabou - deixando um gosto amargo na boca da maioria, diga-se de passagem - e 2017 entra com tudo. Entre expectativas e esperanças de dias melhores, estas características também se refletem no mundo cinematográfico. E o mês de Janeiro recomeça o ciclo da sétima arte. Dando uma olhada no que está por vir neste ano, notamos que será um ano lotado de muitas, muitas superproduções, sequências, remakes e franquias famosas. Talvez o ano que mais fará isso, sendo que já tivemos um excesso de 2012 pra cá. Será quase um grande filme por semana e diferente de outros anos, Janeiro já terá grandes filmes. Isso é algo raro, devido a época fria do inverno americano, onde filmes mais simples chegam, muitas vezes apostas de fracassos ou filmes atrasados na campanha pré-Oscar. No Brasil, vários filmes lançados oficialmente no final de 2016 lá fora, chegam aqui atrasados. Mas também teremos os grandes primeiros lançamentos oficiais de 2017.

A partir deste ano, não faremos uma agenda mensal, mas será semanal. Então, venha conferir as estreias da semana no Brasil. Pegue a carteira e prepare-se, se você ama cinema, irá gastar! Lembrando que as estreias podem mudar de acordo com as distribuidoras e os cinemas.


Passageiros


Mais uma ficção científica que puxa para um lado mais realista e humano, seu trailer foi um dos mais comentados nas redes sociais. Passageiros traz uma história de amor diante um casal que acordou precocemente da criogenia, em uma nave que visa salvar a raça humana e encontrar um novo lar. Para interpretar o casal, ninguém menos que a atriz mais badalada do momento - Jennifer Lawrence; e o ator de aventura mais cotado da atualidade - Chris Pratt. A direção fica a cargo de Morten Tyldum, competente novato que despontou no elogiado O Jogo de Imitação. Era forte candidato ao Oscar em algumas categorias, mas os críticos não se impressionaram. De qualquer forma, o filme traz expectativas. Ansiosos para conferir?

Crítica: Other People (2016, de Chris Kelly)

Other People recebeu quatro indicações ao Independent Spirit Awards 2016 e mereceu cada uma delas, pois é um filme tocante, com um roteiro rico, belas atuações e (pasmem) uma direção de estreia.

David (Jesse Plemons) é um roteirista homossexual que está passando por problemas profissionais, sentimentais e pessoais, ele volta a sua cidade natal para cuidar da mãe (Molly Shannon) que está com câncer e que decidiu parar com os tratamentos. Essa é a premissa do filme que varia entre drama e humor, o que nos remete muito ao excelente e recente The Skeleton Twins.



Crítica: A Grande Virada (2010, de John Wells)




Muitas são as coisas que podem afetar uma sociedade a ponto de fazê-la se desequilibrar. Uma delas atinge seu âmago de forma a fazer com que o ecossistema, no qual os indivíduos pertencentes à essa sociedade, sofra um grande baque, fazendo com que seus alicerces entrem em colapso. Baseada na grande crise econômica sofrida nos Estados Unidos em 2008, quando a instabilidade do mercado imobiliário acabou fazendo com que o banco Lehman Brothers, entre outros, fechasse as portas, causando milhares de desempregos e afetando assim a vida de milhares de famílias, A Grande Virada retrata as consequências dessa crise na sociedade, retrata a maneira como o trabalhador acabou se tornando uma vítima de uma engrenagem, que apesar de um dia tê-lo usado para que pudesse funcionar, o descartou simplesmente por não ver mais conveniência no seu uso, retrata o como estar a mercê do sistema torna o trabalhador médio ao mesmo tempo que intocável, vulnerável, não importando o quão valioso este julgue o ser.

Crítica: Passageiros (2016, de Morten Tyldum)



Passageiros talvez seja a oportunidade perfeita para se analisar qual é a relação do público casual de cinema com o grau de exigência dos cinéfilos e críticos. O que é necessário para que se consiga levar uma grande quantidade de público para os cinemas e, o mais crucial, qual a maneira de se contar uma história que mais tem chance de atingir o expectador mais casual? Não precisa muito. Desde o nascimento do Cinema, uma “boa história”, a que se prova mais rentável, é a que consegue aliar as fórmulas mais usadas na dramaturgia com o espetáculo visual e rostos de astros da grande indústria. As reações nas salas de cinema, ao término da sessão de Passageiros, evidenciam bem que a maior parte das pessoas, os expectadores casuais, ainda estão bastante satisfeitos com uma história fechada, simples e segura demais, e este filme é só isso, para o bem ou para o mal.

Crítica: As Bruxas de Salém (1996, de Nicholas Hytner)



Filmes Cult são uma beleza, né? Nossa, como é gostoso assistir a um bom clássico, independente se dos anos 80, 90 ou 2000 e aquela sensação nostálgica invadir a sua mente. Tendo em vista tal fato é que esta crítica de As Bruxas de Salém se baseia. O longa, dirigido por Nicholas Hytner, é baseado nos eventos históricos que levaram à perseguição de bruxas a partir de 1692, em Salém, Massachusetts e até hoje a história permanece um mistério aos habitantes dessa cidade que foi palco de uma terrível desventura no século 17.

Ryan Gosling trabalhará novamente com o Damien Chazelle


Cheirinho de Oscar?

Com sua indicação ao Oscar quase certa por La La Land - Cantando Estações e seu projeto ambicioso em Blade Runner 2049, Ryan Gosling já tem mais um projeto promissor encaminhado.

O ator indicado ao Oscar por A Garota Ideal irá participar da cinebiografia de Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua.

A cinebiografia será dirigida por Damien Chazelle (Whiplash - Em Busca da Perfeição e La La Land - Cantando Estações), distribuída pela Universal Pictures e focará a sua vida nos anos 60, onde ficou conhecido pela sua experiência na NASA.

A adaptação do livro First Man: A Life of Neil A. Armstrong, de James Hansen, é assinada por Josh Singer (Spotlight - Segredos Revelados) e a produção é de Marty Bowen e Wyck Godfrey (A Culpa é das Estrelas). As filmagens devem começar em 2017.