Crítica: A Qualquer Custo (2016, de David Mackenzie)


2016, de fato, não está sendo um ótimo ano para o cinema. Eu, pessoalmente, tive grandes decepções. Sem dúvidas, o ano vem melhorando - porém. Excelentes filmes como Elle (http://minhavisaodocinema.blogspot.com.br/2016/11/critica-elle-2016-de-paul-verhoeven_15.html), A Chegada (http://minhavisaodocinema.blogspot.com.br/2016/11/critica-chegada-2016-de-denis-villeneuve.html) e Capitão Fantástico (http://minhavisaodocinema.blogspot.com.br/2016/11/critica-capitao-fantastico-2016-de-matt.html) são a prova disso. A Qualquer Custo também pode contribuir para a elevação do ano em termos cinematográficos. Para mim - com certeza - contribuiu.


Crítica: Ilha do Medo (2010, de Martin Scorsese)





A trama de Ilha do Medo se passa nos anos 1950, em uma instituição psiquiátrica destinada a criminosos com alguma doença mental e que é situada em uma ilha. O clima sombrio logo indica que o filme irá explorar a tensão envolvendo a busca por uma desaparecida da Shutter Island Aschecliffe Hospital e uma possível conspiração envolvendo a administração local. Logo, os agentes Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) e seu parceiro Marshal Chuck Aule (Mark Ruffalo) suspeitam que os médicos que trabalham na instituição realizam experimentos antiéticos e ilegais nos seus pacientes.

Crítica: O Lar das Crianças Peculiares (2016, de Tim Burton)


Baseado no livro O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares de Ransom Riggs, o mais novo filme de Tim Burton prometia ser uma ótima e divertida adaptação, tanto para os fãs da saga literária como para os do diretor. Essa expectativa levava em consideração a compatibilidade da história de Riggs com as principais características de Burton, já conhecido por suas produções bem "peculiares" e estilo único. E quem estava aguardando ansioso por seu lançamento, pensava que nada podia dar errado dessa combinação. No entanto, o longa tropeça em pequenos erros seguidos e escolhas mal pensadas, e acaba sendo bem diferente daquilo que era esperado.

Crítica: Nossa Vida Sem Grace (2007, de James C. Strouse)




Vencedor de dois prêmios (Melhor Roteiro e Melhor Drama escolhido pela Audiência) no Festival Sundance de Cinema (maior festival de filme independente dos Estados Unidos que acontece anualmente em Utah) e recebendo duas indicações (Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original) no Globo de Ouro, Nossa Vida Sem Grace, apesar de possuir uma linguagem simples, consegue ser um filme bastante sensível, abordando de forma muito eficiente o luto, relações familiares e o drama vivido pelos parentes daqueles soldados enviados para o exterior em zonas de conflito.

Crítica: Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010, de Edgar Wright)



Scott Pilgrim Contra o Mundo, no original Scott Pilgrim vs. the World, é um filme baseado na série de HQs criadas pelo cartunista Bryan Lee O'Malley, que trabalhou com o diretor Edgar Wright na adaptação para o cinema. Juntos resolveram o desenvolvimento do enredo antes que os volumes restantes da série fossem finalizados, fazendo com que grande parte das ideias contidas no filme fossem reaproveitadas ou expandidas nos quadrinhos que o sucederam.


Confira os vencedores do National Board of Review de 2016!


Hoje, dia 29 de novembro, foram revelados os vencedores da premiação National Board of Review de 2016! O filme de Kenneth Lonergan, Manchester à Beira-Mar é o grande vencedor da noite, Barry Jenkins foi escolhido como o melhor diretor, e Casey Affleck e Amy Adams também foram premiados. A NBR é uma organização de 107 anos, considerada um dos termômetros mais quentes para o Oscar. Então, agora que já estamos aquecidos com o Gotham Awards (se ainda não viu, confira aqui), vamos para a lista de vencedores!

Crítica: 3% (2016, 1ª temporada)



“A primeira produção original brasileira da Netfix”.

É assim que 3% vem sendo apresentada em suas diversas divulgações nas mídias brasileiras. Pontuo a informação porque ela traz expectativa, já que o serviço de streaming mais famoso e eficiente da atualidade já se provou capaz de produzir obras memoráveis, mesmo com sua pouca idade. O serviço oferece bastante potencial ao se afastar de certas concessões de conteúdo e horário a que algumas produções de canais tradicionais são submetidas. Por isso é de se esperar que os escolhidos no processo de seleção da Netflix saibam se aproveitar do privilégio que tem em mãos, na sua forma e no seu conteúdo, e embora 3% tenha uma boa premissa e alguns bons momentos, infelizmente apresenta problemas demais e suficientes para prejudicar praticamente todo seu desenvolvimento.

Gattaca - Experiência Genética (1997, de Andrew Niccol)




"Dizem que cada átomo do seu corpo, um dia foi uma estrela. Talvez eu não esteja partindo. Talvez eu esteja indo para casa"

E se fôssemos predestinados a não conseguir alcançar nosso sonho? E se apenas uma classe seleta de pessoas fosse privilegiada a um grande feito? Até onde iríamos para lutar contra o sistema "perfeito" e alcançar aquilo que mais desejamos? Gattaca traz estes questionamentos, de maneira elegante e emocionante. Lançado em 1997, me lembro de deparar com esta produção em algum momento dos anos 2000 na TV, sem dar muita chance a ele. O tempo passou e com um gosto cinéfilo amadurecido, me deparo novamente com a chance de rever esta obra, agora atento às camadas que a fita carrega. E como é bom poder redescobrir uma obra assim. Esta modesta ficção científica é cheia de mensagens, urgentes o suficiente para colocar a produção como uma das melhores ficções científicas feitas no cinema moderno.




A trama traz um futuro sóbrio, mas sutilmente sombrio, onde a medicina avançou a um ponto em que se modifica geneticamente as pessoas, tirando "defeitos" e características que as tornariam "fracas". Assim começam a nascer "filhos de Deus", crianças praticamente perfeitas, frias e calculistas. Quem é rico paga para seus filhos serem geneticamente mudados, entrando assim numa classe altíssima da sociedade, onde surgirão figuras políticas, cientistas e astronautas. Quem é pobre e não pode pagar pela "perfeição", tem seus filhos normalmente, mas estes são fadados a pertencerem a uma classe inferior da sociedade (chamados inválidos), destinados a serem serviçais dos superiores, em funções de trabalho muito mais humildes. Diante disto, conhecemos Vincent (Ethan Hawke), um "inválido" que luta contra o sistema e se destaca entre os geneticamente modificados.

Em uma primeira óptica, esta trama simples pode não empolgar. Mas é na maneira original e reflexiva que a história se apresenta, que entendemos o real peso da projeção. Tramas futuristas costumam pecar pelo excesso, grandes efeitos especiais e inúmeras sequências de ação. Mas aqui temos uma história controlada, que dá primazia pelo drama, um pequeno toque de suspense e uma emocionante jornada pelo livre arbítrio. O futuro distópico tem suas tecnologias, mas é controlado, plausível e se apresenta de modo elegante. Aqui, a alta tecnologia não move o filme, com grandiosos efeitos especiais. No lugar disto, temos tecnologias e modestos (mas belos) efeitos visuais que apenas complementam e servem à obra e seu roteiro. Este já é o primeiro grande acerto da produção. Falando ainda nas características visuais, temos um figurino, uma fotografia e uma iluminação fantásticos, com toques atraentes e muito bem trabalhados. A paleta de cores contrasta momentos futuristas de tons claros e azul, passando frieza; contra flashbacks e cenas específicas em tons avermelhados e laranja, nos acolhendo e passando calor. A direção de arte cria os cenários de maneira perfeita, onde os objetos, a cenografia e os ângulos da câmera estão constantemente mantendo figuras geometricamente em simetria, causando imersão dentro do filme. É quase hipnotizante a simetria de várias das belíssimas cenas, nos fazendo adentrar nos cômodos, salas, escadarias e pátios da obra. Há vezes em que a câmera mostra detalhes em off, sob a perspectiva de olhos, reflexos e sombras. Isso nos faz imaginar parte da cena, ao mesmo tempo em que vemos as reações de algumas personagens.



O diretor Andrew Niccol é um nome interessante no ramo, autor do roteiro de O Show de Truman: O Show da Vida e O Terminal, dirigiu o bom e esquecido O Preço do Amanhã (de 2011 e com um plot parecido com Gattaca), fez com Simone (2002) o que Spike Jonze fez com Ela (2013) ao falar de amor com uma inteligência artificial e fez de O Senhor das Armas um dos melhores filmes de Nicolas Cage e uma das melhores críticas aos Estados Unidos. Aqui, ele dirige a obra de maneira calma, com uma câmera lenta que caminha dentro dos ambientes, que vagueia nos cenários de maneira contemplativa e que privilegia sempre o fator humano. Pode-se ter objetos e bela direção de arte de maneira simétrica nas laterais, mas no centro da câmera há as personagens humanas, sempre carregadas de algum tipo de emoção ou fascínio. Ethan Hawke é um ator muitas vezes esnobado, mas já entregou alguns ótimos trabalhos. Aqui ele entrega um protagonista aparentemente sério e frio, mas que carrega camadas. Sua narração carrega lembranças de uma infância incomum, vivendo nas sombras de seu irmão geneticamente mudado. Seu estado atual é compenetrado em uma missão, mas cheio de incertezas, medo de não conseguir realizar seu sonho e apaixonado. Paixão esta por algo bem específico. Mesmo que a personagem de Uma Thurman seja o par romântico dele, seu verdadeiro amor é pelas estrelas, em ser um astronauta e morar em uma lua de Júpiter. Esta paixão pelo espaço é o que move o protagonista e o filme, uma vez que são várias as cenas contemplativas, onde vemos sob a perspectiva dos olhos dele os foguetes decolando. Ele imagina-se indo em direção ao espaço, mostrando assim como é fascinado por aquilo, nasceu para deixar a Terra.

A bela Uma Thurman e Alan Arkin entregam bons coadjuvantes, mas é Jude Law que entrega alguns momentos em que rouba a cena para si. Ele é parte do ponto chave do filme. Law interpreta Jerome, um homem geneticamente modificado e que deveria ser "perfeito", mas um acidente do acaso o colocou em cadeiras de rodas, e por isso nunca poderá realizar seu sonho de ir ao espaço. Então ele doa exames de sangue, urina e outros meios para que o personagem de Vincent (Hawke) consiga passar nos testes e ser aprovado na missão espacial. Se Vincent é o protagonista, de certa forma Jerome acaba de algum modo vivendo seu sonho através do sucesso de Vincent, tornando-se sutilmente um outro protagonista por tabela. Há algumas cenas de grande atuação de Law, uma específica em que ele precisa se arrastar e subir escadas, mostrando comprometimento por parte do ator.



Gattaca é a sigla de Guanina Adenina Timina Timina Adenina Citosina Adenina, componentes do DNA. O filme foi lançado em uma época em que a medicina estava fazendo muitos avanços neste campo, além de todo avanço tecnológico. Se em O Show de Truman Andrew Niccol critica o controle sobre a vida do próximo, a exposição midiática e de certa forma os reality shows, aqui em Gattaca se questiona o livre arbítrio, o direito do homem de tomar o rumo que quiser, de errar se quiser, de alcançar aquilo que se deseja. Mesmo se fosse possível dividir a humanidade em classes sociais através da genética, os humanos "perfeitos" ainda estariam expostos ao acaso, a acidentes e coisas externas da genética, como o acidente que ocorre com Jerome. Traduz-se assim que de certa forma ainda não adiantaria, ainda estaríamos de alguma forma presos a coisas que não podemos controlar. Diante disso, torna-se fútil manipular a vida de outras pessoas. Perdendo-se as escolhas, perde-se junto a humanidade.

Indo na contramão de uma sociedade pré-estabelecida, Vincent faz seu próprio caminho, usando meios escusos, é verdade, mas válidos e em prol daquilo que ele mais ama. A sua jornada é lenta, mas emocionante, emoção essa acentuada por uma belíssima trilha sonora de Michael Nyman. Gattaca traz questionamentos urgentes ainda hoje, em uma sociedade que mede valor social através de likes, beleza exterior, grandes escritórios e dinheiro fácil, em uma era virtual e moral cada vez mais artificial. Mas ir na contramão também vale a pena, traçamos nosso próprio caminho e vamos atrás de nossos sonhos, não importa o quanto armada e pré-selecionada a sociedade esteja. Estas reflexões me vieram à mente após o emocionante final. E assim como o protagonista, ao alcançarmos aquilo que mais queremos, poderemos sim finalmente nos sentir humanos livres, felizes e em casa.






Título Original: Gattaca

Direção: Andrew Niccol

Elenco: Ethan Hawke. Jude Law, Uma Thurman, Alan Arkin, Beverly Griffith, Blair Underwood, Carlton Bembry, Chad Christ, Clarence Graham, Cynthia Martells, Dan (I) Griffin, David LeBell, Dean Norris, Elias Koteas, Elizabeth Dennehy, Ernest Borgnine, Gabrielle Reece, George Marshall Ruge, Gore Vidal, Grace Sullivan, Jayne Brook, Ken Marino, Lindsey Ginter, Loren Dean, Mason Gamble, Maya Rudolph, Russell Milton, Ryan Dorin, Steve Bessen, Tony Shalhoub, Una Damon, Vincent Nielson, William Lee Scott, Xander Berkeley.

Sinopse: num futuro no qual os seres humanos são criados geneticamente em laboratórios, as pessoas concebidas biologicamente são consideradas "inválidas". Vincent Freeman (Ethan Hawke), um "inválido", consegue um lugar de destaque em corporação, escondendo sua verdadeira origem. Mas um misterioso caso de assassinato pode expôr seu passado.





Trailer:








Trilha sonora:







Galeria de imagens:











  












Gostou da crítica? Já viu 'Gattaca'? Deixe seu comentário:




Crítica: Taxi Driver (1976, de Martin Scorsese)



Taxi Driver
em seu início nos apresenta à Travis Bickle, um veterano de guerra que sofre de insônia e decide virar um taxista no período da noite. "Passo as noites andando de ônibus, metrô. Pensei que se fosse para ficar assim, seria melhor ser pago por isso". Essa é a motivação de Travis, uma coisa simples, assim como a história do filme. Mas não se engane, a produção é muito mais do que a história nos faz pensar.

Confira os vencedores do Gothan Independent Film Awards 2016

O Gothan Independent Film Awards deu início a temporada de premiações. Os prêmios foram escolhidos pelos críticos e são focados nos filmes e documentários independentes.

Amy Adams, Ethan Hawke, Oliver Stone e Arnon Milchan foram os homenageados da noite.


Crítica: O Quarto dos Esquecidos (2016, de D.J. Caruso)



Estreou recentemente em circuito brasileiro o suspense O Quarto dos Esquecidos, filme estrelado por Kate Beckinsale e dirigido por D.J. Caruso. Com uma sinopse pra lá de medonha, o trailer dá a entender que o público terá mais um thriller usando e abusando do clichê, resumido em criaturas de CGI exacerbado e sustos previsíveis. Seria o caso desse aqui?

Crítica: Nerve (2016, de Ariel Schulman e Henry Joost)



Qual o limite entre realidade e vida virtual? Até onde você iria para ganhar um jogo que te obriga a fazer coisas que você nunca pensou em fazer antes? ‘Nerve’ é exatamente isso, vem comigo que eu te explico as regras.

TOP 10: Animes que vão fazer você submergir no mundo da fantasia


Nessa última semana, nós ficamos muito animados com a notícia de que o diretor Hayao Miyazaki vai deixar de lado sua aposentadoria para dirigir mais um filme para a Studio Ghibli. Miyazaki é um dos diretores de maior reconhecimento na Ghibli e a notícia de que ele vai voltar causou muito alvoroço entre nós otakus (amantes de animações japoneses). E para comemorar essa notícia especial, o Minha Visão do Cinema decidiu reunir dez animes que merecem receber todo o amor e carinho desse mundo. Então pegue a sua pipoca e confira nossa lista!

Crítica: A Chegada (2016, de Denis Villeneuve)





A Chegada é o mais novo filme do já conhecido diretor Denis Villeneuve, responsável por thrillers envolventes como Os Suspeitos de 2013 protagonizado por Hugh Jackman e Jake Gyllenhaal e o premiado Sicario: Terra de Ninguém de 2015 indicado para 3 estatuetas no ano em que concorreu.

Crítica: Sully - O Herói do Rio Hudson (2016, de Clint Eastwood)



Filmes biográficos são sempre gostosos de assistir e Sully - O Herói do Rio Hudson é a prova disso! A obra, dirigida por Clint Eastwood, estreia no Brasil na próxima semana e irá contar a trajetória de Chesley "Sully" Sullenberger, Capitão que sofre um incidente em uma de suas viagens, o que o leva a fazer uma aterrissagem no lugar mais viável que pretende: o Rio Hudson. Toda esta situação fez com que o fato ficasse conhecido como "Milagre no Rio Hudson". Estrelado por astros como Tom Hanks e Aaron Eckhart, o longa é certamente uma ótima pedida pra quem aprecia filmes baseados em histórias reais!

Crítica: Além da Realidade (2016, de Jon Cassar)



Além da Realidade é um suspense estrelado por Morris Chestnut, Regina Hall, Jaz Sinclair e dirigido por Jon Cassar. É um thriller com uma história pra lá de inusitada, pois trata de assuntos como loucura, obsessão psicótica e a anomalia envolvida no processo da maternidade de substituição, mais conhecida pelo povo como “barriga de aluguel”. Quem estiver procurando um thriller atraente e que apesar de algumas falhas, não deixa de ser entretenimento, pode se interessar por este aqui.

Crítica: Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016, David Yates)




Desde o lançamento do último filme Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II em 2011, os fãs da saga de magia e bruxaria criada pela escritora J. K. Rolling ficaram órfãos de filmes que trouxessem todo esse universo para as telonas. Até que a adaptação de Animais Fantásticos e Onde Habitam fosse lançada este ano e já tendo a previsão de continuação. Porém, diferente dos outros 7 livros e 8 filmes baseados neles, este não é baseado numa história já pronta. Em Animais Fantásticos e Onde Habitam J.K. Rowling estreia como roteirista, chamando ainda mais a atenção por criar uma história paralela a uma já existente, com riqueza de detalhes e tamanha a perfeição, isso pra já ir direto para os cinemas.

O filme se passa em Nova Iorque em 1926, aproximadamente 70 anos antes de toda a saga de Harry Potter. Neste período o Congresso Mágico dos Estados Unidos já luta para manter em sigilo a sua existência e todo o seu universo de magia e bruxaria, devido ao medo gerado pelo julgamento das Bruxas de Salem e para que possam viver em harmonia com o que aqui eles chamam de não-mag (trouxas ou humanos sem poderes mágicos). Isso até a chegada de Newt Scamander (Eddye Redwayne, ganhador do Oscar e Globo de Ouro pela interpretação de Stephen Hawking em A Teoria de Tudo) o magizoologista, que mais tarde se tornaria autor de um dos livros obrigatórios na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e que dá titulo ao filme Animais Fantáticos e Onde Habitam. Ele chega a Nova Iorque causando uma enorme confusão ao deixar alguns dos seus animais escaparem. Todo o estardalhaço chama a atenção das autoridades não-mag, principalmente a família Shaw (família influente de jornalistas e políticos) e um grupo de extermínio bruxo ‘Second Salamers’ liderado por Mary Lou (Samantha Morton).

Todo o filme começa a se desenrolar a partir dessa confusão, mas a abertura que são várias manchetes de jornais bruxos falando de um bruxo procurado e que gera uma interrogação, que só é desvendada no final do filme que é o paradeiro de Gellert Grindelwald (Johnny Depp), o grande vilão dessa série de filmes.



O filme é composto por muitos efeitos, seja os mágicos ou na construção do
cenário, que retrada uma Nova Iorque dos anos 20. Sem falar no universo do Congresso Mágico e o existente dentro da mala de Newt. Outro destaque nos efeitos do filme é o Obscurus, uma força mágica das trevas que pode se tornar um parasita em crianças que a criam, mas somos surpreendidos quando descobrimos que quem carrega o Obscurus que tem matado e causado grande destruição (cenas contendo ótimos efeitos) é Credence Barebone (Ezra Miller). Ele é um menino excêntrico, mas que durante todo o filme demonstra ter um mistério a ser revelado e nos surpreende no final. O Elenco como um todo foi muito bem selecionado, como já citei, fizeram uma ótima construção dos personagens como a encantadora Queenie Goldstein (Alison Sudol) uma bruxa cheia de charme e que pode ler mentes e o carismático Jacob Kowalski.



Mas, claro, o grande destaque do filme é Eddye Redwayne, apesar de sua interpretação nos fazer lembrar-se dele como Stephen Hawking em A Teoria de Tudo, ele se enquadra muito bem no personagem, o jeito meio excêntrico e desajustado parece ser uma marca do ator e toda a delicadeza e relação com os animais é fascinante.

Entrando nas características gerais do filme ele é muito fiel aos da saga Harry Potter, desde os enquadramentos, paletas de cores e a fotografia de modo geral. É possível notar isso, principalmente, na cena em que Newt é levado pela funcionária do congresso Tina (Katherine Waterston) chegando ao Congresso é possível ver elfos, criaturas mágicas e toda a imensidão do universo bruxo por trás do mundo real humano. O expectador é inserido de uma forma literalmente mágica nesse universo. Isso acontece também quando Scamander leva Jacob Kowalski (Dan Fogler), para dentro de sua mala, que parece outra dimensão e tanto ele como nós, somos apresentados a todos os tipos de criaturas mágicas.

Toda a identificação com os filmes da saga Harry Potter se dá também graças à direção que fica por conta de David Yates, que dirigiu todos os filmes de Harry Potter a partir do quinto filme Harry Potter e a Ordem da Fênix. Por isso é possível ver a semelhança nas cenas de batalhas com varinhas, cenas em que os bruxos aparatam (ato mágico de se teletransportar), as cenas no Congresso Mágico que é idêntico ao conhecido Ministério da Magia, presente nos filmes do bruxo Harry Potter e tudo isso repleto de muita ação, onde é possível notar grande semelhança com o filme Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II.



Para concluir, além de tudo que já foi citado sobre o filme, considero que outro grande destaque dele tenha sido a ótima construção dos personagens, que foi impecável e que diferente dos outros filmes não teve livros para se basear, apenas o roteiro e saiu tudo perfeito. Falando em personagens não posso terminar sem falar do personagem do Johnny Depp que interpreta o vilão Grindelwald, ele só é revelado no final do filme e tem uma pequena aparição, mas já é algo promissor que nos deixa com boas expectativas para as sequencias do filme.




Titulo Original: Fantastic Beast and Where To Find Them

Direção: David Yates

Elenco: Eddye Redwayne, Katherine Waterston, Dan Fogler, Alison Sudol, Colin Farrell, Ezra Miller, Johnny Depp, Samantha Morton, Carmem Ejogo, Ron Perlman, Jon Voight, Josh Cowdery, Ronan Raftery.

Sinopse: Estreiando J.K. Rowling como roteirista, 'Animais Fantástico e Onde Habitam' nos leva de volta ao mundo de magia e bruxaria que a mesma nos apresentou ao escrever a série de livros contando as aventuras do pequeno bruxo Harry Potter. Mas, com uma nova história, num período anterior nos apresentando a várias criaturas mágicas e quem faz isso com maestria é Newt Scamander (Eddye Redwayne).

Trailer:



Se você curte Harry Potter e também se encantou com Animais Fantásticos e Onde Habitam deixe seu comentário, dê sua opinião sobre a crítica, o que achou do filme e também o que espera das sequências!?

Crítica: Jack Reacher - Sem Retorno (2016, de Edward Znick)


Jack Reacher - Sem Retorno chegou aos cinemas de todo o Brasil esta semana. Trata-se da sequência direta do filme de 2012 protagonizado por Tom Cruise e dirigido por Christopher McQuarrie. A direção dessa vez ficou por conta de Edward Znick. Eis uma continuação que me deixou muito em dúvida se supera o antecessor e com certeza assim fará com o espectador, levantando a seguinte questão: “será que vale a pena ou é mais do mesmo?”

Crítica: Os Bons Companheiros (1990, de Martin Scorsese)



Após a divulgação do trailer de Silence, os cinéfilos do mundo inteiro viraram seus olhos para o novo filme de Martin Scorsese. Como o cineasta é um dos mais consagrados e, certamente um dos melhores de todos os tempos, resolvemos fazer um especial sobre seus filmes, então, nos próximos dias, você verá várias críticas dos filmes de Scorsese aqui no blog. Começando por sua obra-prima, e meu filme preferido de todos os tempos.


Crítica: Série The Affair - 1ª Temporada






Idealizada por Hagai Levi e Sarah Treem a série The Affair teve sua estréia no canal Showtime em 2014, foi muito bem recebida pela crítica e logo na primeira temporada conquistou dois Globos de Ouro, o de melhor série dramática e o de melhor atriz para Ruth Wilson.


Crítica: Cubo (1997, de Vincenzo Natali) - O Complexo Jogo da Sociedade Humana!





Existem alguns filmes dos anos 90 que ficaram obscuros. Eles não fazem parte dos lendários anos 70 ou 80 e nem dos filmes recentes dos anos 2000. Ainda mais se for algo B e independente, onde a computação gráfica engatinhava na época e seu visual hoje parece um tanto datado. Esta década trouxe vários filmes que se encaixam nestas características e por isso acabam caindo no esquecimento. Um deles é este que falaremos agora. Cubo foi lançado em 1997 e por um breve momento causou certo frenesi e alavancou um número considerável de fãs na época. Ele é mais um daqueles ótimos filmes, que na metade final dos anos 90; pregavam sobre o medo do futuro, o temor sobre o bug do milênio e o caminho em que a sociedade estava tomando. Cubo acabou meio prejudicado com o tempo, mas é um filme extremamente conceitual, que merece uma releitura com a mente mais aberta. Embarque neste enigma com a gente!

Era o ano de 1997 e o cinema vinha trazendo diversas produções apocalípticas, misteriosas ou explorativas sobre fim do mundo, asteroides, anticristo, dominação das máquinas, etc.Também discutia-se muito sobre como a tecnologia estava tomando conta de tudo, pois o celular, a internet e o computador começavam a popularizar nas casas americanas naquela época. Era o início da era digital que temos hoje e muito se falava sobre como o povo ficaria alienado da vida real com tanta coisa virtual. E ainda vinham as ideias mais cartunescas sobre como o computador dominaria o mundo. Adicionava-se nisso conceitos de empresas poderosas da tecnologia, cultura cyberpunk, um pouco de cultura oriental, filosofia e questões político-sociais. Assim chegavam aos cinemas diversos filmes interpretativos, cujo clímax foi a obra Matrix em 1999. Este Cubo surgiu dois anos antes e embora sejam temáticas diferentes, existe esta associação pela época em que foram feitos. Cubo é um filme classe B, com um orçamento limitadíssimo, uma ficção científica com toques de terror, que devido aos poucos recursos, flerta com o trash. Há muitos mistérios neste primeiro filme, envolto de uma crítica social interessante, quase que um estudo de comportamento. Na trama, pessoas desconhecidas são inseridas em uma espécie de "cubo mágico" gigante, onde deve-se resolver enigmas para poder sair de dentro dele. Cada pedaço do "cubo" é uma sala, que apresenta uma armadilha ou um passo a mais para a "liberdade".

Dentre os defeitos da obra, é incontestável que o baixíssimo orçamento diminui fortemente o impacto do mesmo. Alguns cortes e efeitos especiais são muito grosseiros, datados e beiram o amadorismo. A direção de Vincenzo Natali também não é das melhores. Novato na época, o cineasta viria a ter certo reconhecimento dentro do cinema B com obras limitadas, mas de boas ideias, como o thriller de ficção científica Splice - A Nova Espécie (de 2011). Outro grande problema é o elenco, bastante ruim. Os nomes desconhecidos não seriam problema se tivessem talento, mas aqui realmente deixa-se a desejar, com atuações muito forçadas, beirando o cômico às vezes. Especialmente Maurice Dean Wint, que entrega um vilão de olhos "arregalados" bastante estranho. Por que então, esta obra merece consideração?



Bem, além do fator "nostalgia" da época de lançamento, dissertado nos primeiros parágrafos; o longa realmente traz no seu roteiro algo no mínimo original. O fato das personagens serem propositalmente estereotipadas (a moça nerd e traumatizada, o policial mau, o doente mental gênio, uma senhora solitária e problemática, etc), estas mesmas possibilitam que o expectador assista a uma experiência social, em um jogo didático e matemático, porém com consequências mortais. É interessante também que em dado momento, o convívio entre eles passa a ser mais perigoso do que as armadilhas em si. Faz-se assim a crítica social, de que as pessoas daquela época (final dos anos 90) já estavam com suas vidas tão "ocupadas" com o cotidiano, grandes empresas e avanços tecnológicos, que na verdade estavam perdendo sua humanidade, perdendo as coisas simples e melhores da vida. Estas ideias, hoje amplamente divulgadas, criticando esta era digital e falsa, já eram lá em 1997 pregadas, e Cubo precocemente fez isso.

E nem tudo é tão ruim. Algumas cenas funcionam, tem algumas mortes fortes e que serviriam de inspiração a filmes futuros. Exemplos: no primeiro Resident Evil há uma cena em que uma rede de laser corta em cubos uma pessoa. Esta sequência foi claramente tirada de uma das mortes de Cubo. Outra coisa interessante é que mesmo sem a parte de ficção científica, esta ideia de colocar desconhecidos em cenários com armadilhas seria amplamente utiliza em obras como a franquia Jogos Mortais. A direção de arte do filme é o melhor, com designe e salas coloridas, bem construídas e que chamam a atenção visualmente, causando uma sensação que mistura sonho psicodélico com um layout retrô-futurista. Cubo não é perfeito; na verdade tem muitos problemas e por isso ficou fadado a ficar um tanto esquecido no tempo. Mas há uma grande ideia, que passa por cima de qualquer limitação. Uma produção muito conceitual, com críticas interessantes, um ótimo mistério, que aos poucos vai sendo revelado nas sequências: Cubo 2: Hipercubo (2003) e Cubo Zero (2004). As continuações também tem seus problemas, mas mantém um nível parecido do primeiro, onde é interessante que mesmo se explicando parte do que acontece, no geral isso ocorre de maneira implícita, deixando aberto a interpretações para quem assiste, nunca subestimando a inteligência do público. Se você gosta de mistérios complexos, ficção científica que flerta com a filosofia e terror classe B, assista a Cubo com a mente aberta e disposto a aceitar que de certa forma, hoje a sociedade vive presa a cubos mágicos eletrônicos, a conceitos quadrados e a estereótipos que ela mesma aceita que se imponha. E poucos são os que decifram seus segredos, afim de quebrar estes limites e enfim se libertar, ou libertar a sua mente. Vivemos em tempos em que a sociedade humana hipócrita é repleta de jogos complexos, verdadeiros labirintos à vida. No final das contas, Cubo fala disso.





Título Original: Cube

Direção: Vincenzo Natali

Elenco:Andrew Miller (I), David Hewlett, Maurice Dean Wint, Nicky Guadagni, Nicole de Boer, Wayne Robson, Julian Richings;

Sinopse: um policial (Maurice Dean Wint), um ladrão (Wayne Robson), uma matemática (Nicole de Boer), uma psicóloga (Nicky Guadagni), um arquiteto (David Hewlett) e um jovem autista (Andrew Miller) são misteriosamente presos em um labirinto de alta tecnologia. Sem comida nem água, eles precisam encontrar um meio de sair do local. Mas precisam também tomar cuidado para não acionar armadilhas letais, que surgem em estranhos cubos.


Trailer:






Galeria de imagens:















E você, lembra deste filme? O que achou ou entendeu?






Indicados ao Independent Spirit Awards 2016

Foram anunciados os indicados ao Independent Spirit Awards 2016. Na liderança aparecem American Honey e Moonlight, ambos com 6 indicações. Manchester á Beira-Mar, Jackie e Loving também foram indicados nas principais categorias. A premiação acontecerá dia 25 de fevereiro de 2017.



Crítica: Identidade (2003, de James Mangold)


Indicado ao Teen Choice Award de 2003 como Melhor Filme de Terror/Suspense (premiação criada pela Fox que acontece anualmente desde 1999,  tendo como maior foco a audiência dos adolescentes), 'Identidade' possui um roteiro que transita entre o clichê e a engenhosidade, ganhando a atenção do espectador gradativamente ao apresentar personagens carismáticos e uma trama misteriosa.

Reboot do Mortal Kombat terá James Wan na produção e Simon McQuoid na direção

O reboot Mortal Kombat está cada vez mais próximo de ser lançado. James Wan (Jogos Mortais e Invocação do Mal) ficará na produção e o estreante Simon McQuoid ficará na direção. Segundo o The Hollywood Reporter, Simon foi aprovado pela New Line e pode ser anunciado oficialmente em breve. Simon já dirigiu vários comerciais e agora vai trabalhar em cima do roteiro escrito por Greg Russo.



Mortal Kombat surgiu como um jogo de luta nos anos 90 e ganhou fãs no mundo inteiro. O jogo foi adaptado para o cinema duas vezes, o primeiro filme foi bem na bilheteria e agradou o público, já o segundo não foi tão querido assim.

O filme ainda não tem data de estreia definida, mas deve sair no segundo semestre de 2018.










Crítica: O Silêncio Dos Inocentes (1992, de Jonathan Demme)


The Silence Of The Lambs (ou O Silêncio Dos Inocentes) é um dos três filmes na história que venceu os 5 principais prêmios da academia: Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Direção. Só por estar na mesma categoria de Um Estranho No Ninho, de Milos Forman, e Aconteceu Naquela Noite, da lenda Frank Capra, já é um filme que merece atenção. E melhor, ao longo dos anos, o filme se provou tão relevante e memorável quanto os dois filmes citados.

Crítica: Solaris (1972, de Andrei Tarkovski)


Ao grande público, são famosas as ficções científicas americanas e mais comerciais, que em muitos casos são excelentes, como Inception e Matrix. Em muitos casos são filmes bons, porém com problemas, como Interstellar e Perdido em Marte, mas é um gênero que cada vez mais têm perdido a força. Não se fazem mais filmes tão ousados como Blade Runner, 2001 - Uma Odisséia No Espaço, Alien: O Oitavo Passageiro ou este filmaço de Andrei Tarkovski que falarei sobre, Solaris. Quanto aos atuais filmes, podemos esperar que Arrival, que será lançado nos próximos dias, seja um filme que ajude o gênero à ganhar mais força. Quanto aos clássicos que citei, podemos apenas agradecer os deuses do cinema por eles e, é claro, assistí-los.


TOP 10 : FILMES ASIÁTICOS


O cinema asiático é muito associado com filmes de terror, lutas, violência, mas não é só esse tipo de filme que é produzido, há belos filmes de diversos gêneros. Segue uma lista dos meus filmes preferidos, a lista é aleatória e não segue uma ordem de filmes preferidos.




1- AMOR A FLOR DA PELE

Diretor: Wong Kar- Wai



Crítica: Coherence (2013, de James Ward Byrkit)








O filme que marca a estreia do roteirista da animação Rango (2011) como diretor, conta a história de um grupo de amigos que decidem se reunir num dia em que, por coincidência, o cometa Miller passa a poucos quilômetros da Terra. O que poderia ser apenas um fato curioso dentre tantos outros assuntos no jantar, assume ser o ponto de partida para estranhos acontecimentos dentro e ao redor da casa.