Spotlight faz retrato urgente e atual de crimes que ocorrem dentro da igreja


Longa metragem conta a história real de grupo de jornalistas que levou a público diversos casos de abuso sexual cometidos por padres em Boston 


A primeira cena de Spotlight – Segredos Revelados, está situada em uma delegacia de Boston no ano de 1976, quando um padre, acusado de abuso sexual, após um acordo, é libertado. Anos depois, uma equipe de jornalistas da cidade, extremamente católica, diga-se de passagem, descobre que esse não era um caso isolado, mas sim parte de uma série de acobertamentos de casos idênticos feitos pela própria igreja. A história, que realmente aconteceu no ano de 2002, mostra que o assunto ainda não pereceu já que, infelizmente, registros semelhantes continuam acontecendo. Daí, a importância de transportar para as telas do cinema, mesmo mais de 15 anos transcorridos, essa história com delicadeza e cautela. 


Crítica: Mártires (remake 2016, de Kevin Goetz e Michael Goets)




O primeiro 'Martyrs' é um dos melhores filmes de terror dos últimos anos. Produção francesa de 2008, virou queridinha dos amantes de terror mais extremos, com uma história filosófica e cenas muito gráficas. Um dos poucos filmes verdadeiramente pesados mas que trazem um conteúdo. Fica nítido então que não precisaria de uma remake, ainda mais sendo um filme tão recente. Mas eis que agora no início de 2016 os americanos lançam sua própria versão. Com um material original tão bom em mãos, mesmo sem a necessidade de um novo filme, seria difícil fazerem algo ruim, seria no mínimo assistível. Porém fizeram algo ruim. Este novo 'Mártires' não será o pior filme do ano, mas já é uma das primeiras decepções.

Crítica: Cabana do Inferno (remake 2016, de Travis Zariwny)




A saga 'Cabana do Inferno' vem tentando se reinventar. O primeiro filme, dirigido pelo mestre Eli Roth trazia um humor negro genuíno e cenas bem pesadas. A esnobada continuação, dirigida por Ti West é um filme incompreendido, uma vez que os diálogos são ácidos e as situações bem construídas, tem uma pegada diferente mas o humor negro ainda está lá. Mas foi injustiçada e detonada. Depois de um bom tempo o terceiro capítulo foi lançado direto para DVD trazendo duas ou três cenas interessantes e tensas, mas no geral um filme realmente fraco e esquecível. Numa outra tentativa de fazer a saga dar certo, agora no início de 2016 lançam o remake do primeiro filme. E apesar de nada de novo, até que é divertido.

Crítica: Deadpool (2016, de Tim Miller)



Quando 'X-Men Origens: Wolverine' fracassou em 2009, dentre as críticas estavam o fato do Deadpool interpretado por Ryan Reynolds ser apagado dentro do filme e bem diferente da HQ da Marvel. Desde aquela época haviam boatos de um filme solo do mercenário tagarela, mas o fracasso do filme e outras decisões da Fox tardaram a produção. Em outra produtora de HQ's, a DC, Ryan Reynolds tentou com 'Lanterna Verde' em 2011, mas de novo o filme fracassou e foi detonado. Parece que cansado destes fracassos e entendendo o que um filme de herói envolvia, começou uma massiva campanha para que Deadpool ganhasse seu próprio filme, mas que fosse algo mais pesado e fiel aos quadrinhos. O ator se envolveu ativamente no projeto, baixou seu cachê para que o filme fosse feito com censura alta e para maiores de idade, conseguiram um diretor pouco conhecido que aceitasse se arriscar no projeto. Quando vários trailers de filmes de heróis a serem lançados em 2016 estouraram e causaram frenesi na internet e na Comic-Con em 2015, o aguardado trailer de 'Deadpool - O Filme' estava lá, cheio de sangue, palavrões, humor negro e sensualidade. Chegou então 2016 e um dos mais aguardados filmes do ano veio quebrando recordes de bilheteria. É o primeiro fenômeno de 2016 e dizer isto de um filme para maiores de idade é muito, já que este tipo de produção costuma arrecadar menos dinheiro devido a censura. Pode-se dizer que 'Deadpool' já é um marco.

Crítica: Cinquenta Tons de Cinza (2015, de Sam Taylor-Johnson) Um fracasso nada quente!




Cinquenta Tons de Cinza talvez seja a maior vergonha do cinema de 2015. Isto porque seu enorme sucesso de bilheteria (quase 600 milhões de dólares) não justifica sua qualidade duvidosa, resultando em um fracasso de crítica. Como se explica este fenômeno? Da mesma forma que se explica o fenômeno Crepúsculo, que por sinal foi quem originou este daqui. Como assim? Tentarei explicar brevemente. Com o grande sucesso dos livros e filmes Crepúsculo, devido aos fãs fanáticos dos livros irem em massa aos cinemas ver os filmes, a escritora britânica Erika Leonard James fez uma homenagem, uma fanfic apimentada levemente baseada na saga da Bella e do Edward. Fez tanto sucesso na Inglaterra, que virou uma trilogia, ganhou o mundo e virou um best-seller erótico para a mulherada. Lógico que não demoraria para virar filme. E de novo deu bilheteria por causa do frenesi dos fãs fanáticos. Esta é a única explicação para filmes tão ruins darem tanto dinheiro. Bem, então chegamos aqui na crítica do primeiro filme. Acontece que esta "bomba" acaba tendo os mesmo defeitos da saga Crepúsculo. Irônico, não?

Crítica: Peter Pan (2015, de Joe Wright)


Esta nova versão do clássico conto do Peter Pan é um dos maiores fracassos de 2015. Dividiu a opinião da crítica e a bilheteria foi fraquíssima. Uma pena, pois embora o filme tenha pequenos defeitos, é um longa com algumas ideias interessantes. A começar pelo visual. Desde cedo percebemos se tratar de uma superprodução, um filme caro com grandiosos efeitos especiais. Este é o primeiro grande acerto do filme. Visualmente falando, a computação gráfica usada é realmente de qualidade, não devendo em nada para Star Wars ou os filmes da Marvel, por exemplo.

Crítica: Presságios de um Crime (2016, de Afonso Poyart)



O competente diretor brasileiro Afonso Poyart fez de 2 Coelhos um dos melhores e mais interessantes filmes nacionais já feitos, embora infelizmente seja pouco conhecido pelo nosso público, que prefere as mesmas comédias nacionais chatas de sempre. O cara foi para os Estados Unidos, onde agora sim poderá fazer seus projetos lá e ter algum reconhecimento. Os americanos gostaram tanto de 2 Coelhos que o próprio Poyart está fazendo a versão americana por lá. Mas antes disto, teve um tempinho para fazer sua estreia hollywoodiana com este suspense.

Crítica: A Colina Escarlate (2015, de Guillermo Del Toro)



Sou fã de Guillermo Del Toro. Este grande diretor já trouxe filmes de super herói com uma pegada mais obscura e original. Estou falando do segundo filme do Blade e dos dois Hellboy. Entre as superproduções, ele trouxe o bom Mutação e o excelente Círculo de Fogo, onde se homenageia o cinema oriental de fantasia. Também tratou o vampirismo com originalidade em Cronos. Mas são nas suas produções góticas que o cineasta se destaca ainda mais. Com os lindos e terríveis A Espinha do Diabo e O Labirinto do Fauno, Del Toro mescla o belo e o horrível de uma maneira única e ímpar. Dono de uma originalidade e um visual inventivo, o cineasta trouxe na temporada do Halloween 2015 este A Colina Escarlate, um romance gótico de época.

Crítica: Goosebumps: Monstros e Arrepios (2015, de Rob Letterman)



A série literária infanto-juvenil que leva este mesmo nome foi extremamente popular nos anos 90, ganhando mais de 60 livros sucesso de críticas e vendas e originando uma série de TV que também foi amada. Eis que na temporada do Halloween em 2015 é lançada a superprodução de aventura e comédia infantil. Goosebumps: Monstros e Arrepios traz Jack Black na pele do escritor das histórias. Os terríveis seres dos seus livros ganham vida e escapam, causando assim uma confusão na pequena cidade. A partir daí vemos um filme divertido, mas que apresenta algumas falhas que o impedem de ser mais marcante.

Crítica: Digging Up The Marrow (2015, de Adam Green)


O Minha Visão do Cinema mais uma vez traz uma crítica inédita de um filme desconhecido, para quem curte cinema independente e alternativo. Este Digging Up The Marrow é um found footage (por trás das câmeras) como tantos, porém no seu roteiro apresenta um diferencial. Dirigido por Adam Green, que já nos presenteou com Pânico na Neve e a trilogia Terror no Pântano, o filme mostra um pouquinho dos bastidores dos pequenos estúdios dos filmes de terror B. A história traz o próprio Adam Green interpretando ele mesmo, que junto com sua equipe do pequeno e real estúdio ArieScope Pictures, desejam fazer um documentário sobre um homem que diz ter encontrado um núcleo que leva ao lugar onde vivem os monstros.

Crítica: O Último Caçador de Bruxas (2015, de Breck Eisner)



O sucesso de O Último Caçador de Bruxas é interessante. Devido às críticas negativas e realmente a produção ser um tanto genérica, o filme fracassou em bilheteria nos Estados Unidos e em alguns outros países. Porém em diversos países em que Vin Diesel exerce certa influência, o filme chegou a liderar bilheterias. Isso ocorreu no Brasil, onde o astro é bastante amado. No mês de Outubro, época do Halloween, este filme de ação e efeitos especiais, com leves elementos de terror, liderou bilheterias por algumas semanas. Mas apesar de alguns acertos, o filme tem sim uma série de defeitos bem acentuados.

Crítica: Jeruzalem (2016, de Yoav Paz e Doron Paz)


Que 2015 foi terrível (no mau sentido) para os filme de terror, todos já devem imaginar. Salvo os filmes "terrir" (terror com comédia) e 3 ou 4 pérolas que foram realmente boas (Corrente do Mal, A Colina Escarlate), no geral o ano passado foi sofrível para o gênero. Mas 2016 vem com a promessa de ser mais marcante para os fãs de um bom longa de terror. E já começou com o pé direito. Este Jeruzalem é um dos primeiros filmes de 2016 que assisto, e embora tenha alguns defeitos, merece receber certa atenção.