Crítica: O Regresso (2015, de Alejandro González Iñárritu) - Leonardo DiCaprio e o Oscar!


Desde que Leonardo DiCaprio deixou de ser apenas um rostinho que mexia com o público feminino em filmes como Titanic e Romeu + Julieta, o ator começou a apresentar papéis sérios e de respeito. Ele e seu agente devem escolher a dedo os filmes a fazer, pois desde A Praia o astro só encara filmes realmente bons. Na sua longa parceria com o diretor Martin Scorsese, entregou papéis viscerais em Gangues de Nova York, O Aviador, Os Infiltrados, Ilha do Medo e O Lobo de Wall Street. Com outros cineastas já fez outros bons papéis como J. Edgar e O Grande Gatsby. Destes papéis, algumas vezes chegou a ser indicado ao Oscar, sempre batendo na trave mas nunca levando. Virou motivo de chacota na internet. Mas ao que tudo indica, no Oscar 2016 quem vai rir é ele.

Crítica: No Coração do Mar (2015, de Ron Howard)


No Coração do Mar traz a história real do naufrágio do navio Essex, que posteriormente originaria o livro Moby Dick, um marco na literatura mundial e que já ganhou alguns filmes antigos. Aqui acompanhamos Chris Hemsworth (o Thor) numa boa atuação como o suboficial do Essex, que junto com o ganancioso capitão e sua tripulação, tentam sobreviver após o encontro com a grande criatura. O filme que estreou em Dezembro não fez muito sucesso, possivelmente por sair logo após o último Jogos Vorazes e um pouco antes do novo Star Wars, o que acabou deixando-o em um período de forte concorrência. Muito se disse que poderia chegar no Oscar, algo que também não ocorreu. Mas julgar este filme como ruim é um engano.

Crítica: O Uivo (2015, de Paul Hayett)


Howl ou na tradução literal Uivo é uma produção de baixo orçamento lançado em 2015 nos Estados Unidos e que ainda está sem previsão de chegar no Brasil (como de costume). A trama é bem simples, se resume praticamente em um grupo de passageiros que estão fazendo uma viagem de trem, porém, inesperadamente a locomotiva quebra no meio do nada deixando os viajantes cercados por uma floresta sinistra a noite. Não demora muito para os passageiros perceberem que existe algo feroz e violento na floresta que esta caçando um por um dos passageiros. Agora os sobreviventes deverão se unir para permanecerem vivos até a ajuda chegar.
Sim, o filme não é nada original, mas pensando pelo lado positivo não é um carro que quebra do nada e sim um trem, então já é algo a ser ressaltado (nossa que grande novidade). Deixando a brincadeira de lado, apesar de o filme ter uma história simples ele ainda consegue ser bem eficiente (em sua maior parte). Pelo fato do longa ter uma duração curta o roteiro não perde tempo em nos apresentar superficialmente cada personagem, que aqui vão sendo desenvolvidos com o desenrolar dos acontecimentos e não só no primeiro ato, que é justamente o que acontece na maioria dos filmes com uma grande quantidade de personagens. É neste ponto que o longa acerta em cheio, pois, é quando o jogo de gato e rato começa é que começamos a conhecer melhor os personagens e a nos simpatizarmos com os mesmos.

Crítica: Condemned (2015, de Eli Morgan Gesner)


Sabe aqueles filmes ruins que você tem noção de como são horríveis, mas que mesmo assim você gosta? Pois é, tenho vários exemplos dessas produções medíocres que de algum jeito consegue conquistar nossos corações. Condemned é mais um exemplo de filme ruim que ao mesmo tempo consegue ser bom. Na trama conhecemos Maya (Dylan Penn) uma jovem que cansada das brigas constantes de seus pais resolve morar no apartamento de seu namorado Dante (Ronen Rubinstein) que vive em um prédio abandonado de Nova York. Entretanto, o que era para ser a solução dos seus problemas acaba se tornando seu pesadelo após o surgimento de uma infeção originada dos restos de resíduos do lixo presente no edifício, que de alguma forma deixam as pessoas transtornadas, furiosas, violentas e com os instintos assassinos ampliados.

Crítica: Homem-Formiga (2015, de Peyton Reed)



Que a Marvel (especialmente a saga dos Vingadores nas mãos da Disney e Paramount) se tornou uma potência, com diversos filmes de qualidade, isto não resta dúvidas. Mas parece que em 2015 não foi lá o melhor ano para eles. Vingadores: Era de Ultron foi bom, mas abaixo do primeiro filme. Apesar do sucesso dele, Star Wars, Jurassic World e Velozes e Furiosos 7 tiveram bilheterias melhores. E convenhamos que o filme ficou um pouco incompleto. Com isto em mente, outro filme da Marvel não teve tanto sucesso comercial assim. Este Homem-Formiga foi um dos sucessos mais modestos do estúdio. Apesar do bom dinheiro arrecadado, principalmente na China, o filme não chega perto dos bilhões de outros filmes como Homem de Ferro 3 e os próprios Vingadores. Tanto o fato do herói ser menos conhecido como o engraçado título ajudaram o filme a ser menos popular. O que é um engano.

Crítica: O Exterminador do Futuro: Gênesis (2015, de Alan Taylor)



Em um 2015 onde Star Wars, Mad Max, Jurassic World e até mesmo Creed brilharam e honraram sagas clássicas, não teve o mesmo espaço para o novo filme do Exterminador do Futuro, desta vez um quinto capítulo chamado de Gênesis. O longa agradou apenas 35% dos críticos e fracassou em bilheteria na maior parte do mundo. Só se escapou em números pois na China inexplicavelmente o filme quebrou recordes, salvando-o assim do fracasso total. Mas há uma certa injustiça com este filme. Embora ele seja inferior aos demais longas citados mais acima, não é de todo ruim e merece ser conferido mais de perto.

Crítica: Evereste (2015, de Baltasar Kormákur)



Um bom filme que não foi tudo que poderia ser. Assim podemos resumir Evereste, modesto sucesso de 2015. O filme era um dos mais esperados do último ano, devido a competente equipe envolvida na produção. A trama traz a verídica trajetória de dois grupos que tentam chegar ao topo do Evereste, mas são pegos de surpresa por uma terrível tempestade. Na direção temos o bom Baltasar Kormákur, que já trouxe filmes competentes como Dose Dupla e Contrabando.

Os filmes mais esperados 2016 - Trailers!


Entramos em 2016 com tudo e o blog traz agora os 20 filmes mais esperados do ano para o Minha Visão do Cinema e um mega bônus com os trailers de várias das superproduções que chegarão nas telonas de 2016. Vale lembrar que alguns filmes esperados ainda não tem trailer, além da possibilidade de adiantamentos e adiamentos de datas de estreias, mas estamos postando aqui algumas datas dadas pelos estúdios e levando em conta as previsões iniciais. E não colocamos filmes que já saíram nos Estados Unidos em 2015 mas que estão chegando aqui atrasados. Então quais os filmes que irão bombar em 2016? Vamos lá?


Os 20 mais esperados:

Crítica: A Entidade 2 (2015, de Ciarán Foy)


Em 2012, o primeiro A Entidade pegou o público e os críticos de surpresa, principalmente por trazer uma premissa original e bem desenvolvida. O longa foi elogiado não só pela sua originalidade, mas, também pela incrível atmosfera construída, cheio de tensão e em muitos momentos chegando a ser perturbador. Além disso, outro acerto da produção foi trazer o excelente Ethan Hawke na pele do escritor Ellison Oswalt, que se muda para uma casa que foi palco de crimes terríveis como uma forma de inspirar-se para seu novo livro. Porém na investigação ele descobre que os crimes podem estar ligado a algo sobrenatural.


Com uma boa arrecadação nas bilheterias e com críticas positivas, não demorou muito para uma sequência ser anunciada. Eis que em setembro de 2015 é lançado A Entidade 2 nos cinemas brasileiros. Sua função era apresentar algo no minimo no mesmo nível ou superior ao original, ampliar seus conceitos e arrecadar o suficiente para alavancar uma franquia.

Top 10 - Plot Twists (Parte II)


Como dito na matéria anterior (que pode ser conferida aqui), devido a tantas opções, optei por separar a lista em duas partes. Nessa edição, busquei sair do senso comum e escolhi filmes que, normalmente, são pouco citados nas listas sobre o tema, alguns até desconhecidos do grande público, mas que merecem ser conferidos de perto. Vamos à lista:

SNACK #38: Caçada ao Presidente (2015, de Jalmari Helander)




Foi lançado direto nas locadoras aqui no Brasil o filme Caçada ao Presidente. Na trama, um garoto de 13 anos Oskari (Onni Tommila) precisa passar por uma tradição familiar para testar sua hombridade, para isso ele deve ficar um dia e uma noite sozinho em uma vasta floresta local. Armado apenas com arco e flecha, ele deve trazer de volta alguma caça para provar que é digno. Porém, os planos do garoto mudam após a queda de um avião na floresta. Logo ele encontra com Alan Moore (Samuel L. Jackson) presidente dos EUA, que sobreviveu ao ataque de terroristas, graças a uma cápsula ejetora. Agora juntos a dupla improvável deverá sobreviver na floresta e a perseguição de terroristas que querem matar o presidente.

Crítica: Atividade Paranormal - Dimensão Fantasma (2015, de Gregory Plotkin)


A franquia Atividade Paranormal pode não ter sido a pioneira em contar histórias na primeira pessoa, mas todos tem que admitir que foi ela que incentivou um movimento maciço de produções filmadas no mesmo estilo, principalmente por ter investido pouco e lucrado muito. Entretanto, como todos já sabem, o estilo está mais do que esgotado e até a franquia que deu início a esse movimento não consegue mais trazer nada de interessante ao formato found footage.


Com cinco filmes e dois spin-off, a franquia está mais do que desgastada, principalmente pela perda de qualidade de uma sequência para outra. Para acalmar o público, os produtores anunciaram uma quinta e última parte chamada de Atividade Paranormal - Dimensão Fantasma, que chegou nos cinemas brasileiros em 22 de outubro de 2015. A promessa era de que a história seria encerrada nesse quinto filme, bem como seriam respondidas todas as questões que haviam ficado sem uma conclusão.

Crítica: Na Toca do Tigre (2015, de Thomas Daley)


Na Toca do Tigre é um filme de 2015, seu lançamento em território nacional ocorreu direto nas locadoras, sendo distribuído pela California Filmes. Na história, conhecemos Kelly (Kaya Scodelario) uma ginasta que sofreu uma lesão acidental decorrente de um brincadeira. Certo dia, a garota vai até a casa de seu namorado  Mark (Daniel Boyd) escondida. Porém, o que era para ser uma noite agradável acaba se tornando um pesadelo, após a invasão de um grupo de homens armados a casa do jovem, no qual o faz de refém juntamente com sua família. Agora Kelly precisa usar todas as suas forças e habilidades para tentar escapar da pequena arena de violência que a residência se tornou.


Como já deu para perceber, o filme segue aquela típica trama de 'home invasion', em que determinado personagem tem que sobreviver a uma invasão domiciliar de pessoas que não estão para brincadeiras. Estava relativamente ansioso para assistir ele, pois, gostei do trailer e o elenco é formado por rostos bem conhecidos, como Kaya Scodelario (dos filmes Maze Runner), Dougray Scott (do filme Busca Implacável 3) e Ed Skrein (do filme Carga Explosiva - O Legado), então o mínimo que se esperava era uma produção bem feita e que servisse ao menos para entreter. Contudo, infelizmente o longa é tão ruim que só serviu mesmo para me fazer ter sono. Por outro lado, pelo menos o roteiro do filme é bem ágil e não demora muito para invasão acontecer e a luta pela sobrevivência começar.



Em um primeiro momento a história até prende o espectador, porque ficamos curiosos para saber qual o motivo da invasão. A maior parte da tensão presente no longa fica por conta da personagem de Kelly não ser notada na casa, então a mesma precisa fica escondida para não ser descoberta e as cenas em que ela fica de baixo de uma cama são bem legais. Neste quesito, o clima de suspense ajuda muito, principalmente para manter o público curioso. Até aí o filme segue bem e com um bom ritmo. Há até uma sequência interessante de perseguição em que um dos bandidos descobre que a garota está na casa - que por sinal é a única que gostei. Outro ponto positivo é que a personagem principal é bem inteligente (na maior parte da história), ela até usa suas habilidades de ginasta a seu favor, mas nada de muito impressionante.

Entretanto, os pontos positivos param por aí. Depois de algum tempo os personagens começam a tomar decisões idiotas, com por exemplo o fato da personagem Kelly ter tido várias oportunidades de fugir da residência e mesmo assim ela permaneceu nela, ainda que soubesse que era mais fraca e não possuía nenhuma arma. Pra mim isso ficou muito forçado e clichê. Além disso, alguns personagens começam a ter aquela típica crise de consciência, que eu particularmente detesto.

E após um início promissor, a qualidade do longa vai caindo, trazendo uma situação mais clichê que a outra e várias situações forçadas, sem qualquer pé na realidade e que farão o público simplesmente virar a cara de tanta bobagem. As mortes não são boas. Sinceramente eu não gostei de nenhuma, achei todas forçadas e sem impacto. Os personagens até estão razoáveis, mas as decisões estúpidas que eles tomam só nos fazem torcer por suas mortes. As atuações são bem medianas. Destaco Ed Skrein, que está bem psicótico.


O final é péssimo; em alguns momentos beira ao ridículo, achei até que poderia haver alguma redenção da produção, mas ele afunda ainda mais o longa. O roteiro teve até a idiotice de jogar uma reviravolta das mais previsíveis na cara do espectador, que particularmente já tinha sacado bem lá no início da projeção. Também esperava um embate entre a protagonista e o vilão principal, mas nada acontece. Achei que tudo terminou rápido e simples demais, por essa razão é que esperava algo mais tenso e emocionante.


Enfim, Na Toca do Tigre não apresenta nada de inovador ou original que já não tenha sido visto em outros filmes semelhantes. Ele é recheado por clichês e situações que não condizem com a realidade, tendo desperdiçado um bom elenco em uma história tão batida. Ele pode até agradar os menos exigentes que gostam de uma ou outra cena mais elaborada, mas para mim ficou bem abaixo do esperado. Se eles focassem em perseguições mais elaboradas e em um bom clima de sobrevivência, além de personagens mais inteligentes, talvez o resultado fosse diferente.





Título Original: Tiger House

Direção: Thomas Daley

Elenco: Kaya Scodelario, Ed Skrein, Dougray Scott, Brandon Auret, Langley Kirkwood, Julie Summers, Daniel Boyd, Andrew Brent.




Trailer:


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Crítica: Como Sobreviver a um Ataque Zumbi (2015, de Christopher Landon)


Todos concordam que 2015 não foi um bom ano para o terror, mas, não podemos dizer o mesmo para os 'terrir', tivemos bons exemplos desse subgênero com Cooties - A EpidemiaTerror Nos Bastidores e DeathgasmLançado em novembro de 2015 nos cinemas, Como Sobreviver a Um Ataque Zumbi também é um bom exemplo do subgênero, claro que, com certas ressalvas.

Na trama, conhecemos Ben (Tye Sheridan), Carter (Logan Miller) e Augie (Joey Morgan), o trio são grandes amigos que se conheceram quando eram crianças em um grupo de escoteiros. Entretanto, eles cresceram e agora Ben e Carter não veem mais graça na atividade, especialmente pelo fato de serem motivo de piada de todos os demais jovens da cidade. Augie, por sua vez, continua empolgado com a ideia de ser um escoteiro. Um dia, quando o trio está acampando, Ben e Carter deixam o local para ir a uma festa secreta. Só que, quando chegam à cidade, percebem que ela está tomada por zumbis que estão dispostos a matar qualquer um que surgir pela frente. Agora o trio deverá se unir para sobreviver a um surto zumbi e salvar seus amigos.

Crítica: Sobrenatural - A Origem (2015, de Leigh Whannell)


As produções de horror estão cada vez mais em baixa e isso inevitavelmente acaba refletindo nas franquias que esses filmes poderiam render. A grande maioria não consegue arrecadar o suficiente para alavancar mais sequências ou suas histórias não agradam ou convencem o bastante para uma segunda parte. De um jeito ou de outro, é cada vez mais raro sair um filme realmente bom e se for pensar bem, é melhor um único filme ruim do que uma franquia inteira (Colheita Maldita mandou um oi!).

Das franquias da atualidade, Sobrenatural é uma das que se destaca. Os dois primeiros longas lançados em 2010 e 2013 foram inesperadas surpresas. Sendo sucessos de críticas e bilheterias, ambos os filmes funcionam com um só, pois um completa o outro. Contudo, o final do capítulo 2 fechou a história da família Lambert e ficou a pergunta de como eles seguiriam com a trama, uma vez que a terceira parte já havia sido anunciada. Como em qualquer franquia que se preze faz, eles resolveram optar por um prequel (para quem não sabe prequel são aqueles filmes em que mostram os eventos que antecederam o filme original, geralmente para explicar a origem de tudo).