Morre o compositor James Horner, relembre suas trilha sonora marcante.


Morreu aos 61 anos nesta segunda-feira, 22 de Junho, uma grande figura do cinema. James Horner não era ator nem diretor, mas deixou um grande legado no seu trabalho como compositor de diversas trilha sonoras marcantes do cinema. A causa da morte: o avião no qual pilotava caiu em Santa Bárbara, Califórnia. Ele amava voar, tinha cinco aviões pequenos.

A FANTASIA CINEMATOGRÁFICA EM MOMENTO DE VIBRAÇÃO MAIOR


Filme de fantasia plenamente realizado é o atemporal O ladrão de Bagdá (The thief of Bagdad ‑ An Arabian fantasy, 1940), de Michael Powell, Tim Whelan, Ludwig Berger e outros não creditados. Passados tantos anos de sua realização, conserva vivo o poder de sedução. Suntuoso, abusa das possibilidades cromáticas do nascente Technicolor e da artesanal elaboração de efeitos especiais numa época distante das facilidades da computação gráfica. Ao contrário de alguns congêneres contemporâneos, não é prisioneiro da pirotecnia. Sua narrativa, pontuada de aspectos maravilhosos, fantásticos e hiperbólicos, respira livremente, apartada do peso do aparato produtivo e dos acessórios que a tornaram possível.

Crítica: Jurassic World (2015, de Colin Trevorrow)


Que Jurassic World daria bilheteria, todos nós e inclusive especialistas em cinema já sabiam. Mas que se tornaria este fenômeno mundial ... bem, pode-se dizer que é uma das grandes surpresas do ano. E talvez dos últimos anos. A verdade é que o filme põe novamente em evidência o velho estilo de diversão de Hollywood, além é claro de ressuscitar com louvor a paixão que muitos tem por estes míticos seres, os dinossauros. Tudo começou em 1990, quando o estúdio Universal e o diretor mestre Steven Spielberg compraram os direitos para fazer um filme baseado no livro de Michael Crichton antes mesmo deste livro ser lançado. Em 1993 nascia Jurassic Park, que se tornou naquele ano o filme de maior bilheteria da história do cinema, sendo também considerado o melhor filme de aventura já feito. Spielberg, que já tinha o posto de rei dos filmes de fantasia com seus Et - O Extrarrestre, Tubarão, Contatos Imediatos de Terceiro Grau e a trilogia Indiana Jones, fez com que seu Jurassic Park fosse um marco na sétima arte, nos efeitos especiais e em toda uma geração dos anos 90, no qual me incluo. Não o assisti no cinema na época, pois tinha apenas 2 anos, mas vagamente com meus 3 ou 4 anos me lembro dos comentários e reportagens na TV sobre o filme. Logo após pude assisti-lo em VHS e na TV diversas vezes, se tornando um marco na minha infância e uma das maiores influências para tornar-me o cinéfilo que sou hoje.

Crítica: 1408 (2007)


Se fizer uma lista dos 10 melhores filmes baseado na obra de Stephen King, com certeza 1408 estaria no meio. O filme foi baseado numa série de contos do autor. O livro Tudo é Eventual saiu em 1999. Onde temos outra excelente obra que também foi adaptada que é Montado na Bala. Mas 1408 é um pouco diferente das demais adaptações que King teve no cinema. E várias vezes o filme me lembrou O Iluminado de Stanley Kubrick. Não pela parte técnica ou de direção e sim pela atmosfera mística e aquele ar de revelar se tudo aquilo é real ou só um estranho pesadelo que vemos a partir do ponto de vista do protagonista.

Nossa homenagem à Christopher Lee, grande lenda do cinema, uma perda imensurável para a sétima arte.


Neste Domingo, 7 de Junho, Christopher Frank Carandini Lee (ou apenas Christopher Lee para os cinéfilos) faleceu devido insuficiência cardíaca e respiratória, complicações dos seus 93 anos. Este era um dos grandes, um "dinossauro", um "monstro" do cinema, que certamente fará muita falta. Veja algumas curiosidades sobre ele e veja alguns dos seus trabalhos.

Crítica: Chappie (2015, de Neill Blomkamp)


Chappie é um dos fracassos deste ano, com aprovação de apenas 30% da crítica especializada, além de uma bilheteria fraca. O filme conseguiu se pagar, mas com dificuldades. A verdade é que Chappie não é um filme grandioso, embora houvessem expectativas sobre ele. E esta expectativa vem por causa do diretor envolvido, Neill Blomkamp, que em anos recentes entregou grandes sucessos como Distrito 9 e Elysium. E apesar de realmente ser o filme menos impactante do diretor, é uma obra interessante. Chappie é um filme injustiçado, que deverá ganhar reconhecimento daqui uns anos. Mas para poder apreciar Chappie deve-se primeiro observar algumas coisas peculiares que antecedem o filme.

Crítica: Os Caça-Fantasmas (1984)


Acho que uma das lembranças mais antigas que se tem em toda juventude de quem nasceu nos anos 80 e 90 são os filmes “Sessão da Tarde”. Não é uma exclusividade só da Globo mas sim de vários canais que passavam os filmes que fizeram nossa juventude como Os Goonies, Curtindo a Vida Adoidado e Clube dos Cinco. No qual usava uma fachada de uma juventude alienista para tratar de assuntos legais como o que fazer da vida, porque crescemos e o que eu sou? E por ai vai.

Crítica: The DUFF (2015; de Ari Sandel)

The DUFF ressuscitou um gênero não muito usado no meio cinematográfico hoje em dia: comédias adolescentes, um gênero que foi bem aproveitado nos anos 90. Atualmente não foram feitas muitas comédias adolescentes com um bom roteiro ou atuações convincentes (com exceção de A Mentira), mas The DUFF preencheu esses requisitos. 

Crítica: Mad Max: Estrada da Fúria (2015, de George Miller) - O mais espetacular filme de ação dos últimos anos!


Em 1979, um cineasta australiano chamado George Miller e até então desconhecido fez um filme de baixo orçamento que se tornou um clássico e lançou a carreira de Mel Gibson. Como na época era comum, o sucesso do primeiro Mad Max garantiu as sequências: um segundo e melhor filme até então em 1981 e um terceiro mais suave, mas ainda assim bom, em 1985 e com a cantora Tina Turner no elenco e trilha sonora. Após isso, o cineasta se aventurou em outros estilos, como o emocionante O Óleo de Lorenzo e os infantis Babe - O Porquinho Atrapalhado na Cidade e Happy Feet - O Pinguim. Mas por cerca de 7 anos, o cineasta que já tem os seus 70 anos vinha trabalhando no retorno de seu Mad Max. Acontece que seria arriscado ressuscitar uma saga tão cult nos nossos tempos, onde tudo é apenas super heróis, computação gráfica e filmes pipoca para família. Nos últimos anos a indústria do cinema parou de inventar, entregando sempre filmes com melhores efeitos visuais de computação, mas com pouca originalidade ou coragem de ousar. E mesmo que este filmes divirtam, o cinéfilo mais exigente sentiu falta de um frescor, algo que fugisse do atual padrão enlatado do cinema.

FRANÇA SOB OCUPAÇÃO: LOSEY ALIMENTA O COLABORACIONISMO COM A INDIFERENÇA

França sob ocupação nazista: Joseph Losey recria com Cidadão Klein (Monsieur Klein/Chi è Mr. Klein?, 1976) os antecedentes do tristemente célebre acantonamento dos judeus de Paris no Vélodrome d'Hiver em 16 de julho de 1942. Esta ação da Gestapo contou com a decisiva participação da polícia francesa. Embarcados em vagões de carga, os prisioneiros foram transportados aos campos de extermínio do Leste Europeu. A direção recorre a um clima angustiante, ampliado pela frieza e objetividade da exposição. Apoiado num roteiro de Franco Solinas, Losey adiciona ao colaboracionismo os temas da indiferença e do egoísmo na abordagem do drama de Robert Klein, especulador francês na desconfortável posição do 'homem errado'. A trama é kafkiana. A exposição, cirurgicamente precisa, também é estilisticamente influenciada pelo rigor e pela elegância das realizações de Luchino Visconti e Ingmar Bergman.


Crítica: Vingadores: Era de Ultron (2015, de Joss Whedon)


O filme mais esperado do ano para a maioria. Um dos mais esperados do ano para alguns, como no meu caso (é que aguardo com bem mais ansiedade os novos Jurassic Park e Star Wars). Também é o filme mais pretensioso do ano, o que tinha maior intenção de grandeza. Para alguns, cumpriu as expectativas. Para outros, decepcionou um pouco. Nas bilheterias, é o segundo filme mais visto do ano, ainda perdendo para Velozes e Furiosos 7. Creio que nas próximas semanas isso deve mudar, mas é estranho isso estar demorando a acontecer. Creio que realmente o filme não foi tão bem aceito. A verdade é que Vingadores: Era de Ultron era tão esperado e criou-se tanta expectativa, que ele ficou na sombra do primeiro filme. Sofreu um mal bem comum nas continuações: não ter aquele fator surpresa, simplesmente por ser uma continuação. Ainda mais quando falamos de Os Vingadores, marco na história do cinema, terceira maior bilheteria da história (perdendo apenas para Avatar e Titanic), um filme que foi um verdadeiro sonho nerd realizado. E realmente esta continuação perde para o primeiro por alguns detalhes. Mas está longe de ser um filme ruim.