Crítica: Corrente do Mal (It Follows, 2015, de David Robert Mitchell) - O melhor terror de 2015!


Você já assistiu a todo tipo de filme de terror que poderia ver, correto? Já viu assassinatos em série, com loucos mascarados ou canibais. Já viu filmes que se passam em cabanas, mansões, no espaço, na lagoa, etc. Filmes de tortura e em albergues. Ou quem sabe aquele filme de assombração, exorcismo, zumbis, etc. Vários destes por trás das câmeras como um falso documentário. A verdade, meu amigo leitor, é que o gênero do terror é o mais copiado e numericamente feito no mundo dos filmes, que não atinge apenas o cinema, mas lotam os DVDs e sites de filmes online. Este excesso gerou uma marginalização no gênero. Portanto temos um quadro onde o gênero mais feito no cinema, um dos percursores da sétima arte, é ao mesmo tempo o mais rejeitado e criticado atualmente. Diante deste cenário, fica difícil imaginar um filme de terror de qualidade, que tenha um bom roteiro e tenha a ousadia de ser original. Felizmente de tempos em tempos recebemos um raro exemplar que brinda o público mais exigente, que procura um terror mais sólido. E é com prazer que digo que os cinéfilos poderão conferir neste ano um dos melhores filmes de terror feito em muito tempo. E este filme é It Follows, que no Brasil recebeu o nome clichê de Corrente do Mal. Mas apesar de clichê, o nome faz sentido. A estreia acontece por aqui apenas em 23 de Julho, mas o Minha Visão do Cinema traz com exclusividade a crítica deste incrível filme.

Crítica: Velozes e Furiosos 7 (2015, de James Wan) - Um adeus à Paul Walker


Pode-se dizer que a saga Velozes e Furiosos é uma saga sortuda! O motivo desta afirmação é que inicialmente ela não deveria ir tão longe. O primeiro filme de 2001, Velozes e Furiosos foi uma surpresa, um filme barato que deveria ser apenas só mais um longa de ação, mas que arrecadou honrados 207 milhões de dólares no mundo. E o filme é realmente divertido, marcante para o público adolescente da época. O que quase ninguém sabe é que este primeiro filme é na verdade um remake de um clássico filme B de 1955, produzido por Roger Corman, o rei do cinema B da época. Para fazer a nova versão, juntou-se na verdade o título deste filme velho com notícias de jornais recentes sobre jovens participando de corridas clandestinas. Na trama conhecemos o policial Brian (Paul Walker), que se identifica com o estilo da família de Dominic Toretto (Vin Diesel). O filme foi dirigido por Rob Cohen, cara que também fez Coração de Dragão, Triplo X, A Múmia 3: Tumba do Imperador Dragão, dentre outros. Após esta bilheteria do primeiro filme, o segundo veio intitulado + Velozes + Furiosos em 2003. Considero este um pouco mais parado em relação ao primeiro, mas também diverte e arrecadou bons 236 milhões de dólares. Neste aqui Brian se junta ao engraçado Roman (Tyrese Gibson) numa nova missão. Aqui notamos a possibilidade da saga focar apenas em Brian e suas aventuras policiais. O filme foi dirigido por John Singleton, o mesmo de Quatro Irmãos. Em 2006 recebemos Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio, filme que quase acabou com a saga. Apesar da bilheteria ser de 158 milhões (não tão ruim assim), foi bem inferior aos primeiros. Parece que o público não aceitou os novos protagonistas Sean (Lucas Black) e Han (Sung Kang). Como um filme totalmente diferente, nota-se que a intenção era mesmo cada filme narrar uma história. Acho que este capítulo aqui é bem injustiçado, uma vez que o diretor Justin Lin acerta a mão com belas paisagens, trilha sonora e pela primeira vez a saga ganha efeitos em computação mais caprichados.

REDUCIONISMO, MANIQUEÍSMO, SIMPLISMO, FABULAÇÃO E DIALÉTICA: A UNE VAI AO CINEMA PASSANDO PELAS FAVELAS

1962: a União Nacional dos Estudantes (UNE) completa 25 anos. Intermediada pelo seu Centro Popular de Cultura (CPC), resolve investir em cinema. Disso resulta o desigual e episódico Cinco vezes favela, a cargo dos iniciantes Miguel Borges, Joaquim Pedro de Andrade, Carlos Diegues, Marcos Farias e Leon Hirszman. É uma realização mítica, mais comentada e citada que propriamente vista. Inserida nas propostas do Cinema Novo e francamente militante, problematiza as possibilidades do povo brasileiro como sujeito revolucionário. Nos marcos dessa proposta é, dentre as realizações do movimento, a que mais direta e visceralmente avançou, apesar das muitas críticas negativas que recebeu.

Crítica: Os Aventureiros do Bairro Proibido (1986, de John Carpenter)


Um clássico absoluto da sessão da tarde. A muito tempo não confiro este horário de filmes da TV aberta, que inclusive já perdeu sua magia. Mas em suas épocas de ouro, este foi um dos melhores filmes a passar várias vezes no horário. Resolvi rever este grande clássico. E continua incrível! Divertido do início ao fim, é uma das grandes aventuras do cinema. Um filme que a princípio deveria ser ruim, mas devido à alguns fatores, se tornou um cult. E um destes fatores fundamentais é a direção de John Carpenter, um dos grandes mestres do terror, que aqui aposta na fantasia e acerta em cheio.