Crítica: O Sétimo Filho (2015, de Sergey Bodrov)


Finalmente estreou o atrasado e "azarado" O Sétimo Filho, filme que inicialmente iria estrear em 2013, depois em 2014 e apenas agora chegou. O longa também trocou de estúdio, da Warner para a Universal. Com regravações complicadas e outros transtornos, já era de se esperar que este filme de início de ano não fosse lá essas coisas (algo similar como o recente O Destino de Júpiter). Com um grande orçamento, o filme já é um dos maiores fracassos do ano, com aprovação de apenas 10% dos críticos e bilheterias fracas. Qual o problema desta produção afinal? Simples, parece que realmente o pessoal não gostou do amontoado de clichês.

Crítica: Cinderela (2015, de Kenneth Branagh) - Quando um velho clichê é muito bem-vindo!


A Disney sempre conseguiu um feito invejável: a cada década marcar sua geração com os clássicos contos de fadas e princesas. E isso vem sendo feito desde 1937, quando o estúdio lançou seu primeiro grande sucesso intitulado Branca de Neve e Os Sete Anões. De lá para cá foi uma enorme quantidade de desenhos e animações que encantaram não apenas a criançada, mas o público em geral. Porém com a chegada dos ano 2000, parece que a magia se perdeu um pouco. Afim de resgatar o velho estilo, na virada de 2007 para 2008, a Disney lança o musical Encantada, filme que começa como desenho animado, porém a princesa vem parar em nosso mundo real (sim, a princesa se torna uma atriz real, Amy Adams). O filme trouxe o conto de fadas clichê, porém com uma nova abordagem sobre o amor verdadeiro, sendo ele muitas vezes alguém que não é o príncipe. Com o sucesso do filme, resolveu-se então retornar aos velhos contos de fadas. Em 2009 a animação A Princesa e o Sapo trouxe desta vez a primeira princesa negra e em uma tradicional animação 2D.

Crítica Dupla: All The Wilderness (2014; de Michael Johnson) & I Am Here (2014; de Anders Morgenthaler)


Estes dois filmes possuem uma incrível singularidade na direção e fotografia, eles carregam consigo o estilo pessoal do diretor que no caso de ambos os filmes é também o roteirista.

Crítica: Os Pinguins de Madagascar (2014, de Eric Darnell e Simon J. Smith)


Após o sucesso da trilogia Madagascar, os famosos pinguins da saga ganharam sua série de animação televisiva, também com sucesso. Não demoraria muito para ser dado o anúncio de um filme próprio deles. E este filme de fato ocorreu, lançado lá fora em Dezembro de 2014 por e aqui durante o verão, fez menos sucesso que os anteriores, o que é uma pena. As maluquices da turma de Madagascar estão de volta, agora com os hilários pinguins envolvidos numa trama de ação, com direito a sequências ao redor do mundo, uma equipe secreta tática e um super vilão. Inteligentemente, mesmo que ousando pouco, o filme serve como uma sátira e homenagem aos filmes de espionagem, ao melhor estilo 007 e Missão Impossível.

FLAGRANTES DA VIDA FAMILIAR DE EXTRAÇÃO PURITANA NUM PERÍODO DE TRANSFORMAÇÕES


Mr. e Mrs. Bridge – Cenas de uma família (Mr. and Mrs. Bridge, 1990), de James Ivory, é filme de narrativa episódica. Acompanha o cotidiano de um grupo familiar de extração puritana, norte-americano e de classe média alta durante o final da década de 30 aos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial. As interpretações fornecem seus principais atrativos. Os excessos de formalismo e contenção, tão marcantes em Ivory, frustram as expectativas da realização, além da aprisioná-la na redoma do artificialismo. O comentário é de 2001.

Um breve comentário sobre o Oscar 2015

Birdman
Com bastante atraso venho comentar brevemente sobre o resultado do Oscar 2015. Após ver e escrever sobre grande parte dos indicados, foi com expectativa baixa que assisti à cerimônia deste ano. Apenas na lista de indicações já havia comentado que achei algumas escolhas um quanto estranhas, além de sentir falta de muitas indicações para alguns filmes. Mas enfim, o que achei dos resultados?

ILUSÕES BRASILEIRAS ESPELHADAS PELA ALMA FEMININA DEVASSADA PELO OLHAR MASCULINO

Valendo-se de referências pasolinianas, glauberianas e surrealistas de Buñuel, Das tripas coração (1982), terceiro longa-metragem de Ana Carolina Teixeira Soares, é obra transgressora, considerando-se principalmente o momento da realização, quando o regime de 1964 chegava ao fim. Extremamente alegórico, alimenta-se de imagens românticas e modernistas misturadas na carnavalização da realidade. Aparentando explorar de forma cirúrgica os desvãos da alma feminina a partir de um devaneio masculino, também enfoca o Brasil, situando-o metaforicamente na encruzilhada de suas possibilidades e frustrações numa época perpassada por otimismo e perplexidade. O comentário é de 1984.