Retrospectiva Cinema 2014

Chegamos então ao final de um ano cinematográfico, assim como o do ano literal. Chega a hora de falar do que foi visto neste ano, futuros lançamentos de 2015 e nossas listas de piores e melhores filmes do ano de 2014. Devido ao pouco tempo livre para postar e também para acompanhar todos lançamentos, iremos lançar matérias especiais durante este fim de ano e durante os três primeiros meses de 2015 - um período de férias, festas e onde o ano custa a engrenar, inclusive no cinema. Iremos acompanhar o Oscar, além de matérias especiais. Isto já é costumeiro no blog. Vale lembrar que esta extensa matéria visa apenas citar parte do que foi lançado. Cito apenas os filmes que foram lançados neste ano nos seus países oficiais, sem levar em conta a data de lançamento no Brasil. E não comentei quase nada do nosso cinema, já que costumo acompanhá-lo muito. Caso você ache que eu esqueci de algum importante, por favor cite ao final da postagem.


Uma breve opinião sobre o ano de 2014:


Filmes Antigos que Mais Gostei de Ter Assistido em 2014

Neste Top 10, farei uma lista dos melhores filmes antigos que vi esse ano de 2014. A lista possui uma grande variedade indo de musicais à ação. Coloquei-os na lista conforme a data de seu lançamento, indo do mais antigo ao mais recente. Escreverei apenas um pequeno comentário de cada filme. No final da lista colocarei alguns filmes que ficaram de fora do TOP 10 mas que também me divertiram.


Critíca: Earth To Echo (2014)

Primeiro filme do diretor David Green, Earch to Echo é um found footage de ficção cientifica com crianças. Esse tipo de filme com crianças eu acho difícil alguém não gostar, o primeiro filme desse gênero a fazer sucesso foi 'Et' e desde então nós temos uma lista de obras similares como por exemplo 'Super 8', mas até então não tínhamos visto um found footage neste estilo.




Especial 2014: Destruindo o seu Natal 3° Edição




Já é comum aqui no blog fazermos uma matéria mais engraçada, trazendo filmes que azaram, desgraçam e "sambam" nesta data, o Natal. A verdade é que esta época, que era para ser feliz, cristã e sadia é na verdade uma loucura sem fim, puro comércio e desavenças em casa e na família. É nesta data também em que ocorrem um número acima da média de acidentes e mortes, até mesmo assassinatos. Sem falar que a própria origem do Natal não tem nada de relacionado com Cristo, tampouco a origem do Papai Noel é boa e amigável. Tudo portanto não passa de comércio e a boa e velha lei do "pão e circo". Enfim, primeiramente vou colocar os links das primeiras edições deste especial, dos anos de:


2012: http://minhavisaodocinema.blogspot.com.br/2012/12/filmes-para-destruir-seu-natal.html


2013: http://minhavisaodocinema.blogspot.com.br/2013/12/filmes-para-destruir-seu-natal-2-edicao.html


Vamos à nossa edição 2014...


Crítica: Sonhos Roubados (2009)



 



Sandra Werneck é uma diretora irreverente em seus filmes, é interessante como ela vai de um ponto ao outro na direção. Desde Cazuza, onde ela faz a excelente biografia do cantor e ao mesmo tempo não coloca um olhar de julgamento em seus filmes. Simplesmente ela expõe sua vida e deixa esse trabalho para o publico, é uma reflexão interessante.

Sonhos Roubados, seu ultimo filme que foi lançado em 2009 é inspirado no livro de Eliana Trindade As Meninas da EsquinaDiários dos Sonhos, Dores e Aventuras de Seis Adolescentes do Brasil. A produção no caso não fala das seis meninas, mas concentra a história em três delas, que não chega perto nem dos 20 e poucos anos, mas mesmo assim enfrenta a dura realidade da vida seja pela família, pela própria situação social ou até a questão do ego. Acompanhamos a história de Jéssica (Nanda Costa), Daiane (Amanda Diniz) e Sabrina (Kika Farias) três estudantes que moram numa favela no Rio de Janeiro.




Jéssica, que já é mãe, mora com o avô e sua filha. Eventualmente ela se prostitui tanto para sustentar sua filha como para poder comprar algumas coisas para ela mesma, o lado do consumismo é muito forte no filme. Daiane e Sabrina, também eventualmente se prostitui. O filme quis abordar esse lado. A diretora mostrou mais a questão social de jovens são sempre jovens, independente de da sua classe. Eles desejam ter uma identidade própria, e optam pelo lado mais fácil. O interessante de como abordei no começo da crítica de como a Sandra Werneck não julga o filme, também da impressão de deixar ele neutro, sem despertar um olhar crítico e mais profundo tanto na relação familiar, como do meio influenciar o comportamento ou também o próprio lance da opressão tanto da sociedade como do governo com os mais pobres.  Outro ponto interessante dessa repressão é como eles não saem da favela, diferente de outros filmes que exploram as belezas do Rio de Janeiro, o filme fica concentrado em partes pobres, tanto na própria comunidade, presídio e quando eles vão para a praia, não são aquelas belas praias que estamos acostumadas a ver na televisão e sim, ribeirinhas.  A pobreza tanto financeira e de espírito marca o filme.




O elenco secundário que traz Daniel Dantas como o tio pedófilo de Daiane, está espetacular sua atuação como também de Marieta Severo que faz uma mulher solitária e encontra em Daiane uma amiga para todos os momentos como uma filha também. O filme se desenrola entre idas e vindas e situações que mudam a vida das meninas. Mas a diretora ainda continua fiel ao mostrar as reações da vida delas. Tanto Daiane que começa a se prostituir, mas logo com ajuda de Dolores (Severo) sai dessa vida, quanta Jéssica que com a realidade batendo a sua porta ela muda de vida e começa a trabalhar. Só Sabrina que se aprofunda nessa vida de vez. Mas como eu disse o filme fica conservador em não julgar ou decidir um lado, simplesmente deixa o filme rolar, é como se tivesse um bom roteiro com uma péssima visão de onde você quer chegar com esse filme. Mas ainda sim, e se você for um espectador inteligente vai conseguir tirar várias idéias em relação ao filme. E olhar com outros olhares a vida dessas meninas que realmente teve seus sonhos roubados.


 




Direção: Sandra Werneck

Elenco: Nanda Costa, Amanda Diniz,Kika Farias,Marieta Severo, Daniel Dantas, Nelson Xavier

Sinopse: Jéssica (Nanda Costa), Daiane (Amanda Diniz) e Sabrina (Kika Farias) são adolescentes e moram em uma comunidade carioca. Elas eventualmente se prostituem, no intuito de conseguir dinheiro para satisfazer seus sonhos de consumo. Entretanto, mesmo com os problemas do dia a dia, elas tentam se divertir e sonhar com um mundo melhor.

Crítica: O Homem Duplicado (2014, de Denis Villeneuve)





Denis Villeneuve é um dos mais promissores cineastas no momento, mostrado um crescimento absurdo. Seguindo uma linha do mestre Alfred Hitchcock e até mesmo do ousado Brian DePalma, além de lembrar David Lynch; Denis vem se concentrando em suspenses muito acima da média. Após o badalado Incêndios e o ótimo Os Suspeitos, agora em 2014 ele lançou este outro intrigante thriller: O Homem Duplicado. Na trama, Jake Gyllenhaal desenvolve uma obsessão para descobrir quem é o homem idêntico a ele que ele viu em um filme. O que deveria ser mais um suspense clichê apresenta-se como um dos filmes mais complexos do ano, que deixará a cabeça de algumas pessoas explodindo.

SNACK #33: Sharknado 2 - A Segunda Onda (2014, de Anthony C. Ferrante)






Realmente não entendo o que o primeiro Sharknado, de 2013, fez para alcançar um sucesso tremendo na TV americana e alavancar uma sequência. Devido ao "estrondo", o canal Syfy lançou a continuação no meio deste ano. E como eu suspeitava o filme não se salva, mesmo sendo melhor que o primeiro. Rotulado erroneamente como trash, os filmes Sharknado derrapam em se achar divertidos demais. Nesta crítica SNACK (lanche rápido) trazemos o ruim Sharknado 2 - A Segunda Onda.

Crítica: O Apocalipse (2014, de Vic Armstrong)

Por volta dos anos 90 os escritores Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins, criaram uma série de 12 livros de ficção religiosa intitulados: Deixados para Trás ou Left Behind (nome original). Nos livros é contada a história daquelas pessoas que foram deixadas para trás durante o arrebatamento, tendo de viver por 7 anos turbulentos na terra. Em 2000 uma trilogia de filmes baseados nestes livros foi feita, aqui no Brasil foi lançada direto em DVD. Agora neste ano um remake do primeiro filme da trilogia foi feito com o nome de O Apocalipse, com apenas 4% de aprovação e é considerado o pior filme do ano. Esta será uma crítica rápida e dupla, onde dois integrantes do blog irão falar sobre o longa (e se divertir fazendo isso). Acompanhem a opinião de O Vigilante da Noite e Cherry Bomb.

Scarlett Johansson em Dose Dupla: Críticas de 'Lucy' (2014, de Luc Besson) e 'Sob a Pele' (2014, de Jonathan Glazer)

Lucy






Scarlett Johansson é a mais poderosa e influente atriz da atualidade. Considerada uma das mulheres mais sexy do mundo (para muitos a mais), musa nerd pelos seus filmes de fantasia, principalmente sua Viúva Negra do universo Marvel, como em Os Vingadores e também elogiada por seu talento como artista (não apenas um belo rosto). Para ser sincero, sinto que ainda faltou para a moça um papel digno do Oscar de Melhor Atriz. Em contrapartida, isto aos poucos está se encaminhando. 2014 sem dúvida foi um dos mais importantes anos da carreira da moça, que encabeçou o elogiado drama Chef, dividiu as cenas de ação e os conflitos de espionagem com o Capitão América 2 - O Soldado Invernal e ainda protagonizou dois intensos longas, nos quais falarei agora. Lucy e Sob a Pele são duas produções com uma maquiagem de filmes populares (suspense, ficção e ação), mas que na verdade trouxeram questões filosóficas. Muito interessante a escolha de Scarlett. Vamos falar então de Lucy.