Retrospectiva Cinema 2014

Chegamos então ao final de um ano cinematográfico, assim como o do ano literal. Chega a hora de falar do que foi visto neste ano, futuros lançamentos de 2015 e nossas listas de piores e melhores filmes do ano de 2014. Devido ao pouco tempo livre para postar e também para acompanhar todos lançamentos, iremos lançar matérias especiais durante este fim de ano e durante os três primeiros meses de 2015 - um período de férias, festas e onde o ano custa a engrenar, inclusive no cinema. Iremos acompanhar o Oscar, além de matérias especiais. Isto já é costumeiro no blog. Vale lembrar que esta extensa matéria visa apenas citar parte do que foi lançado. Cito apenas os filmes que foram lançados neste ano nos seus países oficiais, sem levar em conta a data de lançamento no Brasil. E não comentei quase nada do nosso cinema, já que costumo acompanhá-lo muito. Caso você ache que eu esqueci de algum importante, por favor cite ao final da postagem.


Uma breve opinião sobre o ano de 2014:


Filmes Antigos que Mais Gostei de Ter Assistido em 2014

Neste Top 10, farei uma lista dos melhores filmes antigos que vi esse ano de 2014. A lista possui uma grande variedade indo de musicais à ação. Coloquei-os na lista conforme a data de seu lançamento, indo do mais antigo ao mais recente. Escreverei apenas um pequeno comentário de cada filme. No final da lista colocarei alguns filmes que ficaram de fora do TOP 10 mas que também me divertiram.


Critíca: Earth To Echo (2014)

Primeiro filme do diretor David Green, Earch to Echo é um found footage de ficção cientifica com crianças. Esse tipo de filme com crianças eu acho difícil alguém não gostar, o primeiro filme desse gênero a fazer sucesso foi 'Et' e desde então nós temos uma lista de obras similares como por exemplo 'Super 8', mas até então não tínhamos visto um found footage neste estilo.




Especial 2014: Destruindo o seu Natal 3° Edição




Já é comum aqui no blog fazermos uma matéria mais engraçada, trazendo filmes que azaram, desgraçam e "sambam" nesta data, o Natal. A verdade é que esta época, que era para ser feliz, cristã e sadia é na verdade uma loucura sem fim, puro comércio e desavenças em casa e na família. É nesta data também em que ocorrem um número acima da média de acidentes e mortes, até mesmo assassinatos. Sem falar que a própria origem do Natal não tem nada de relacionado com Cristo, tampouco a origem do Papai Noel é boa e amigável. Tudo portanto não passa de comércio e a boa e velha lei do "pão e circo". Enfim, primeiramente vou colocar os links das primeiras edições deste especial, dos anos de:


2012: http://minhavisaodocinema.blogspot.com.br/2012/12/filmes-para-destruir-seu-natal.html


2013: http://minhavisaodocinema.blogspot.com.br/2013/12/filmes-para-destruir-seu-natal-2-edicao.html


Vamos à nossa edição 2014...


Crítica: Sonhos Roubados (2009)



 



Sandra Werneck é uma diretora irreverente em seus filmes, é interessante como ela vai de um ponto ao outro na direção. Desde Cazuza, onde ela faz a excelente biografia do cantor e ao mesmo tempo não coloca um olhar de julgamento em seus filmes. Simplesmente ela expõe sua vida e deixa esse trabalho para o publico, é uma reflexão interessante.

Sonhos Roubados, seu ultimo filme que foi lançado em 2009 é inspirado no livro de Eliana Trindade As Meninas da EsquinaDiários dos Sonhos, Dores e Aventuras de Seis Adolescentes do Brasil. A produção no caso não fala das seis meninas, mas concentra a história em três delas, que não chega perto nem dos 20 e poucos anos, mas mesmo assim enfrenta a dura realidade da vida seja pela família, pela própria situação social ou até a questão do ego. Acompanhamos a história de Jéssica (Nanda Costa), Daiane (Amanda Diniz) e Sabrina (Kika Farias) três estudantes que moram numa favela no Rio de Janeiro.




Jéssica, que já é mãe, mora com o avô e sua filha. Eventualmente ela se prostitui tanto para sustentar sua filha como para poder comprar algumas coisas para ela mesma, o lado do consumismo é muito forte no filme. Daiane e Sabrina, também eventualmente se prostitui. O filme quis abordar esse lado. A diretora mostrou mais a questão social de jovens são sempre jovens, independente de da sua classe. Eles desejam ter uma identidade própria, e optam pelo lado mais fácil. O interessante de como abordei no começo da crítica de como a Sandra Werneck não julga o filme, também da impressão de deixar ele neutro, sem despertar um olhar crítico e mais profundo tanto na relação familiar, como do meio influenciar o comportamento ou também o próprio lance da opressão tanto da sociedade como do governo com os mais pobres.  Outro ponto interessante dessa repressão é como eles não saem da favela, diferente de outros filmes que exploram as belezas do Rio de Janeiro, o filme fica concentrado em partes pobres, tanto na própria comunidade, presídio e quando eles vão para a praia, não são aquelas belas praias que estamos acostumadas a ver na televisão e sim, ribeirinhas.  A pobreza tanto financeira e de espírito marca o filme.




O elenco secundário que traz Daniel Dantas como o tio pedófilo de Daiane, está espetacular sua atuação como também de Marieta Severo que faz uma mulher solitária e encontra em Daiane uma amiga para todos os momentos como uma filha também. O filme se desenrola entre idas e vindas e situações que mudam a vida das meninas. Mas a diretora ainda continua fiel ao mostrar as reações da vida delas. Tanto Daiane que começa a se prostituir, mas logo com ajuda de Dolores (Severo) sai dessa vida, quanta Jéssica que com a realidade batendo a sua porta ela muda de vida e começa a trabalhar. Só Sabrina que se aprofunda nessa vida de vez. Mas como eu disse o filme fica conservador em não julgar ou decidir um lado, simplesmente deixa o filme rolar, é como se tivesse um bom roteiro com uma péssima visão de onde você quer chegar com esse filme. Mas ainda sim, e se você for um espectador inteligente vai conseguir tirar várias idéias em relação ao filme. E olhar com outros olhares a vida dessas meninas que realmente teve seus sonhos roubados.


 




Direção: Sandra Werneck

Elenco: Nanda Costa, Amanda Diniz,Kika Farias,Marieta Severo, Daniel Dantas, Nelson Xavier

Sinopse: Jéssica (Nanda Costa), Daiane (Amanda Diniz) e Sabrina (Kika Farias) são adolescentes e moram em uma comunidade carioca. Elas eventualmente se prostituem, no intuito de conseguir dinheiro para satisfazer seus sonhos de consumo. Entretanto, mesmo com os problemas do dia a dia, elas tentam se divertir e sonhar com um mundo melhor.

Crítica: O Homem Duplicado (2014, de Denis Villeneuve)





Denis Villeneuve é um dos mais promissores cineastas no momento, mostrado um crescimento absurdo. Seguindo uma linha do mestre Alfred Hitchcock e até mesmo do ousado Brian DePalma, além de lembrar David Lynch; Denis vem se concentrando em suspenses muito acima da média. Após o badalado Incêndios e o ótimo Os Suspeitos, agora em 2014 ele lançou este outro intrigante thriller: O Homem Duplicado. Na trama, Jake Gyllenhaal desenvolve uma obsessão para descobrir quem é o homem idêntico a ele que ele viu em um filme. O que deveria ser mais um suspense clichê apresenta-se como um dos filmes mais complexos do ano, que deixará a cabeça de algumas pessoas explodindo.

SNACK #33: Sharknado 2 - A Segunda Onda (2014, de Anthony C. Ferrante)






Realmente não entendo o que o primeiro Sharknado, de 2013, fez para alcançar um sucesso tremendo na TV americana e alavancar uma sequência. Devido ao "estrondo", o canal Syfy lançou a continuação no meio deste ano. E como eu suspeitava o filme não se salva, mesmo sendo melhor que o primeiro. Rotulado erroneamente como trash, os filmes Sharknado derrapam em se achar divertidos demais. Nesta crítica SNACK (lanche rápido) trazemos o ruim Sharknado 2 - A Segunda Onda.

Crítica: O Apocalipse (2014, de Vic Armstrong)

Por volta dos anos 90 os escritores Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins, criaram uma série de 12 livros de ficção religiosa intitulados: Deixados para Trás ou Left Behind (nome original). Nos livros é contada a história daquelas pessoas que foram deixadas para trás durante o arrebatamento, tendo de viver por 7 anos turbulentos na terra. Em 2000 uma trilogia de filmes baseados nestes livros foi feita, aqui no Brasil foi lançada direto em DVD. Agora neste ano um remake do primeiro filme da trilogia foi feito com o nome de O Apocalipse, com apenas 4% de aprovação e é considerado o pior filme do ano. Esta será uma crítica rápida e dupla, onde dois integrantes do blog irão falar sobre o longa (e se divertir fazendo isso). Acompanhem a opinião de O Vigilante da Noite e Cherry Bomb.

Scarlett Johansson em Dose Dupla: Críticas de 'Lucy' (2014, de Luc Besson) e 'Sob a Pele' (2014, de Jonathan Glazer)

Lucy






Scarlett Johansson é a mais poderosa e influente atriz da atualidade. Considerada uma das mulheres mais sexy do mundo (para muitos a mais), musa nerd pelos seus filmes de fantasia, principalmente sua Viúva Negra do universo Marvel, como em Os Vingadores e também elogiada por seu talento como artista (não apenas um belo rosto). Para ser sincero, sinto que ainda faltou para a moça um papel digno do Oscar de Melhor Atriz. Em contrapartida, isto aos poucos está se encaminhando. 2014 sem dúvida foi um dos mais importantes anos da carreira da moça, que encabeçou o elogiado drama Chef, dividiu as cenas de ação e os conflitos de espionagem com o Capitão América 2 - O Soldado Invernal e ainda protagonizou dois intensos longas, nos quais falarei agora. Lucy e Sob a Pele são duas produções com uma maquiagem de filmes populares (suspense, ficção e ação), mas que na verdade trouxeram questões filosóficas. Muito interessante a escolha de Scarlett. Vamos falar então de Lucy.


Crítica: X-Men: Dias de um futuro esquecido (2014)





Os mutantes talvez sejam a linha de trabalho mais abrangente que já passou nas telas, com algumas franquias que seguem uma linha normal que são os primeiros filmes até 2006, com o excelente X-Men: O Confronto Final. E depois eles mudaram a franquia, e começaram a fazer filmes solos, que são as duas bombas que é o filme do Wolverine. Em 2011, Matthew Vaughn o diretor do surtado filme Kick-Ass, dirigiu e produziu X-Men: Primeira Classe que conduziu e deu certa reviravolta no mundo dos mutantes ao abordar o começo deles, que foi realmente muito bacana e gostoso de assistir.

Especial Dia das Bruxas: Saga Halloween





Eis que recentemente passamos por 31 de Outubro - noite de Halloween. Não poderia deixar em branco e trago para vocês a sinopse e uma breve opinião da saga que leva o nome desta data. Halloween marcou a história do cinema de horror, traçando características que seriam muito copiadas por outros filmes. Com um total de 10 filmes, onde o assassino mascarado Michael Myers sempre persegue alguma moça de sua família, a grande franquia surgiu no longínquo ano de 1978. Nasceu através das mãos de um dos grandes mestres do terror, John Carpenter - competente diretor por trás de O Enigma do Outro Mundo, Fantasmas de Marte, Vampiros de John Carpenter, A Cidade dos Amaldiçoados, Eles Vivem, Christine - O Carro Assassino, A Bruma Assassina; dentre tantos outros. Mas Halloween é sua obra-prima, com uma direção e montagem friamente assustadora. Dentre a continuações, feitas por outros diretores, algumas como o segundo, o sexto e o Halloween H20 (o sétimo filme) são muito boas. E mesmo que as demais sequências ficaram um pouco abaixo, toda a saga merece e vale ser vista. Segue uma lista com os 10 filmes com sinopse, uma breve opinião e link para download.



Halloween: A Noite do Terror (Halloween) – 1978


Sinopse: Na noite de Halloween de 1963, Michael Myers, um garotinho de sete anos assassina sua irmã mais velha, pois esta estava tendo relações sexuais com o namorado enquanto devia estar cuidando de Michael e sua irmã recém nascida. Michael é levado para o sanatório Smith Groove, e lá, vive sob os cuidados do Dr. Loomis. Passam-se 15 anos e Michael, totalmente perturbado, foge do sanatório e vai em direção a Haddonfield atrás de sua irmã mais nova, agora, uma adolescente que quando ainda bebê, foi adotada pelos vizinhos dos Myers. Michael agora está a espreita de todos, sua antiga casa abandonada é seu quartel general e na noite de Halloween ninguém escapará.


DOWNLOAD: http://adorofilmesdeterror.blogspot.com/2013/10/halloween-noite-do-terror-1978-dublagem.html#more


MINHA VISÃO: Um clássico absoluto e genuíno, sob a perspectiva do assassino e um suspense muito bem explorado em diversos sentidos. Lançou a carreira de Jamie Lee Curtis, uma das grandes heroínas da ficção e a cut girl da época. O filme também conta com o ilustre Donald Pleasence. Obrigatório para fãs de terror e cinéfilos em geral, é um daqueles filmes que deve se ver antes de morrer.



Crítica: Somos o que Somos (remake 2013, de Jim Mickle)




Em uma ótima temporada de terror do ano de 2013 - que em tempos não ocorria uma tão boa e neste ano de 2014 também não ocorreu - vários títulos ganharam destaque. E um título menor acabou surpreendendo. Este remake não muito conhecido é a regravação de um filme mexicano nada conhecido, de mesmo nome. Não assisti ao original, mas pesquisei sobre ele e vi que parece ser um interessante terror alternativo, porém precário. Com a direção do promissor Jim Mickle, que surpreendeu a todos com o ótimo Stake Land - Anoitecer Violento - filme vampírico pós-apocalíptico - agora o cineasta adentra mais afundo no terror psicológico. Narrando o conto de maneira lenta, meticulosamente detalhada através da direção de arte e figurino, o filme é surpreendentemente bom, e chocante!

Especial Terror - 25 gifs


Há filmes de terror que nos marcam em algumas cenas, uns por que assustam, outros por que nos revoltam o estômago e nesta postagem mostrarei os filmes de terror mais marcantes, em forma de gif:

SNACK #32: Stage Fright (2014)

Stage Fright é um filme que mistura vários gêneros - musical, comédia, romance e o principal: terror. Na trama, Camilla (Alie McDonald) trabalha junto com seu irmão Buddy (Douglas Smith) como cozinheira em um acampamento onde farão uma peça inspirada em O Fantasma da Ópera. O filme tenta ser uma mistura de Camp Rock com Pânico.



Crítica de 'A Minha Casa Caiu' (2014)


Antes de falar sobre o filme queria falar sobre o nome do filme. O nome original do filme é Walk of Shame (Caminhada da Vergonha), e o título A Minha Casa Caiu tem nome de comédia brasileira estrelada por Leandro Hassum. Só pelo nome não dá vontade de assistir. Mas eu assisti o filme e foi meio que insatisfatório. O filme se passa em um dia apenas onde a jornalista Meghan Miles, interpretada por Elizabeth Banks, está perdida nas ruas de Los Angeles e ninguém está disposto a ajuda-lá porque ela está vestindo um vestido amarelo chamativo que faz as pessoas pensarem que ela é uma prostituta.






Crítica: 'Zombeavers' (2014)



Esse não foi o melhor filme que eu vi nessa semana, mas foi o que mais me surpreendeu. Zombeavers começa de uma forma clichê, três jovens moças indo passar o fim de semana em uma cabana isolada, o típico filme em que você diz; elas estão pedindo para morrer. No filme o terror vem por meio de 'castores zombies' e algo que eu gostei foi o fato de serem animatronics em vez de seres digitais que não tem muito realismo.

Crítica: The Raid 2 - Berandal (2014, de Gareth Evans)







O primeiro The Raid - Redemption de 2011 e do diretor Gareth Evans foi uma grande surpresa para os amantes do gênero da ação. Mas não qualquer ação, falo de uma ação mais crua e na base da pancadaria, puramente de artes marciais com uma violência extrema. Vindo da Indonésia e com uma eletrizante trilha sonora da banda Linkin Park, o filme se tornou referência do gênero. Mesmo que se tratando de um filme pouco divulgado, por ser do oriente, o longa ganhou certo status. Mas o mais incrível é que neste ano de 2014 a inevitável continuação conseguiu não apenas ser muito superior ao primeiro filme, como também se tornou um dos grandes filmes do ano! Ao longo de duas horas e meia, novamente o diretor Evans surpreende ao nos apresentar a junção de cenas cruéis com cenas artísticas. Se de um lado temos uma avalanche de ossos quebrados e sangue, do outro temos cenas meticulosamente filmadas, direção de arte impecável e um verdadeiro balé de coreografia, ao som de música clássica.


Comando Assassino



 



Romero é mais conhecido pelos seus filmes de zumbis, ele praticamente criou esse mundo e colocou suas regras lá. Sempre é bom começar analisar sua carreira e ver evolução no gênero, desde A Noite dos Mortos Vivos de 1968 até agora. Mas Romero também fez ótimos filmes que fogem do gênero zumbi, tal como Martin, Exercito do Extermínio e o próprio Comando Assassino.

É legal ver como ele muda de assunto quando analisamos cada filme em sua carreira. Visto por esse que foi lançado em 1988 que conta com uma história até que simples de um atleta que fica paralítico e o seu amigo lhe da um macaco treinado para auxiliá-lo no dia-a-dia, e também para fazer companhia. Allan Mann (Jason Beghe) faz o atleta que sofre o acidente, o seu papel não tem grande destaque, mas de certo modo é atraente dentro do filme. Já o macaco que ele ganha, tem o nome de “Ella” e é quem faz a trama. O filme começa com uma explicação falando que nenhum animal sofreu dentro das gravações e eles foram treinados para atuar. Bom isso da uma tranqüilidade apesar do filme ser mais suave do que podemos imaginar. Depois que acontece o acidente vemos Allan tentando se adaptar essa vida de cadeirante, e ao mesmo tempo tentando achar um motivo para continuar vivo. Já que a depressão toma conta dele, quando o macaco chega, à vida de Allan muda e podemos ver a transformação que Ella causa em sua vida.


O roteiro também é sensacional, primeiro porque Romero soube montar uma história coerente, usando tanto reflexos condicionados que é um experimento valido e deixou a imaginação correr solta com esse assunto. O filme lembrou também histórias de terror antigas como a ciência e o misticismo andavam juntos que era uma coisa muito legal esse misto de mundos. A partir desse conceito vemos que Ella não é um macaco comum já que ela desenvolve um apetite assassino fora do normal. Ella se vê como uma parceira afetiva de Allan, então ela começa a matar as pessoas que prejudicou ele, e também o protege do mundo. Eles desenvolvem um elo psíquico. As cenas que mostram esse elo são muito bem feitas, principalmente pela fotografia que lembrou também a “steadicam” usada no Evil Dead do Sam Raimi. Só que num grau com mais renda.


Quando o filme entra no terceiro ato é que vemos a importância da equipe do filme, porque o macaco toma conta da história. É incrível como ele domina todos os seres humanos na cena e ao poucos vai matando . O macaco é cruel de verdade, ela deseja Allan só para si. E essa questão humaniza bastante o macaco, a questão da posse, já que por natureza eles são bígamos.


Shakma que também é um filme legal pegou carona com a história de Comando Assassino, que embarca ao deixar um conflito de homem versus natureza mais evidente e mostrar novamente como em “Planeta dos Macacos” que somos frágeis demais relacionados com outros elementos naturais. Um bom filme que merece ser visto e revisto. Romero da um show de direção e roteiro e mostra para nós que ele é mais do que filmes de zumbis, que são muito bons, mas Romero é um gênio no terror e no suspense.





Direção: George Romero


Elenco: John Pankow,Christine Forrest,Stephen Root,Joyce Van Patten,Jason Beghe,Kate McNeil


Sinopse:Depois de sofrer um acidente que o deixa paraplégico, um jovem atleta passa a ter uma macaquinha de estimação. Mas aos poucos, ele a transforma em um instrumento de vingança.



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Crítica: Interestelar (2014, de Christopher Nolan) - Uma obra arrebatadora



O cineasta Christopher Nolan impressiona mais uma vez, levando o público em uma viagem de 3 horas pelo limite do tempo-espaço; no mesmo instante em que contrasta a grandiosidade silenciosa e fria do universo em relação ao tão pequeno mas reconfortante amor de um pai e de uma filha. 


Falar de Interestelar requer falar muito, pois existem diversos fatores envolvidos. A começar pela brilhante filmografia de Christopher Nolan. O inglês, cineasta nerd que estourou nos anos 2000 é um dos 5 mais bem conceituados da atualidade. Com o seu Amnésia ele se colocou em evidência, mesmo que com poucos recursos. Em Insônia ele fez seu filme mais clichê, mesmo assim merecendo atenção pelo estilo noir e de suspense clássico. Em Batman Begins ele reconstrói de maneira sombria e dramática o herói morcego. Mas foi com O Grande Truque em que Nolan fincou de vez seu estilo, em um filme sobre dois mágicos rivais, onde na verdade o próprio filme é um truque com quem está assistindo. Batman - O Cavaleiro das Trevas trouxe um Coringa assustador, críticas pesadas e um filme espetacular. A Origem usa o mundo dos sonhos como base para um filme reflexivo, tenso e surpreendente. Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge encerra de maneira épica e intensa a saga do herói. Agora chega a vez de Interestelar mostrar a quê veio, pegando como base um livro do conceituado físico Kip Thorne. Por diversos motivos, este era um dos mais (ou o mais?) esperados filmes do ano.

Vincent Price Forever - O Ídolo do Medo.




A 25 de outubro de 1993, as artes cênicas perdiam Vincent Price. Sua voz marcante, porte altivo, e principalmente, seu carisma, legaram uma legião de fãs e amantes do cinema de Horror em todo o mundo. Um homem culto e estilista que se tornou um mito da Sétima Arte, cujo legado jamais será esquecido. Ele atuou em outros gêneros, mas no TERROR que ele se consagrou. Salve VINCENT PRICE!

Por PAULO TELLES
Blog Filmes Antigos Club

Vincent Leonard Price Jr  nasceu a 27 de maio de 1911, em St. Louis, Missouri , o mais jovem dos quatro filhos do Sr. Vincent Leonard Price, presidente da Companhia Nacional de Açúcar, e sua esposa, Marguerite Cobb Wilcox. Seu avô, Vincent Clarence Price, inventou o "cozimento em pó do Dr. Price ", o primeiro creme de tártaro de fermento em pó,  e garantiu a fortuna da família.



Pricer estudou na St. Louis Country Day School . Ele se formou em história da arte em Yale , graduando-se em 1933. Depois de ensinar por um ano, ele entrou na Universidade de Londres , com a intenção de estudar para um mestrado em Belas Artes. Em vez disso, ele foi atraído para o teatro, e sua primeira aparição no palco profissionalmente foi em 1934, mas se solidou de vez em 1935, em Londres, se apresentando com Orson Welles no Mercury Theatre 's. Em 1936, Price apareceu como o príncipe Albert Victor na produção americana de Laurence Housman, Victoria Regina, estrelado por Helen Hayes no papel-título de Rainha Victoria.



Apesar de sua associação duradoura com o gênero do suspense e horror, Price começou como um ator atuando em outros estilos. Ele fez sua estreia no cinema em 1938 com Serviço de Luxo e estabeleceu-se no filme Laura (1944), ao lado de Gene Tierney (1921-1991) , dirigido por Otto Preminger (1905-1986) . Ele também interpretou Joseph Smith no filme Brigham Young (1940) e William Gibbs McAdoo em Wilson (1944), bem como um padre pretensioso em As Chaves do Reino (1944).



Primeiro empreendimento de Price no gênero horror foi em 1939, com a Torre de Londres, estrelado por Boris Karloff (1887-1969) . No ano seguinte, ele interpretou o personagem-título no filme A Volta do Homem Invisível (papel que reprisou em  cameo vocal no final de 1948, com a paródia Abbott e Costello e Costello Encontram Frankenstein ).



Em 1946, Price se reuniu com Gene Tierney novamente em mais dois filmes notáveis, Dragonwyck e Amar foi minha Ruína . Havia também muitos papéis de vilão em  thrillers noir como The Web (1947), The Long Night (1947), Rogues 'Regiment (1948), e Lábios que Escravizam (1949), com Robert Taylor , Ava Gardner, e Charles Laughton . Primeiro papel de protagonista de Price era como o vigarista James Addison Reavis no western de 1950 O Barão do Arizona . Ele também fez uma volta de comédia como o magnata Burnbridge Waters, co-estrelando com Ronald Colman (1891-1958) em Champagne for Caesar , um de seus papéis favoritos. Ele era ativo também no rádio, retratando o combatente do crime Simon Templar em O Santo , que decorreu 1943-1951, personagem levado ao cinema e que já foi retratado por George Sanders, e mais recente por Val Kilmer no cinema, e que também originou um seriado de TV na década de 1960, com Roger Moore.



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A Volta dos Mortos Vivos – Parte II






O Terror sempre foi acompanhado por duas coisas no cinema, os sustos e as parodias. Desde que filmes de terror perderam o encanto como algo verdadeiramente assustador, eles vem ganhando cada vez mais adeptos as comédias. Prova disso é a franquia Todo Mundo em Pânico e agora a mais nova que é Inatividade Paranormal. Mas um tempo atrás filmes de parodia eram excelentes. Principalmente com o terror que é o caso desse filme aqui A Volta dos Mortos Vivos e também outra excelente comédia estrelada por Leslie Nielsen que é A Repossuída. Lembrando também que temos filmes mais Cult”desse gênero que é A Dança dos Vampiros do Roman Polanski.

A Volta dos Mortos Vivos – Parte II é o típico filme que você já viu alguma vez na vida. Principalmente se você estava vivo na década de 90, era brasileiro e também assistia o Cinema em Casa no SBT. Porque esse filme passava inúmeras vezes na televisão. A paródia em si é muito engraçada e trás diversas situações que podem ser um pouco gore, mas ainda para quem é fã do terror vai achar muito divertido, como na famosa cena em que fazem uma menção a Thriller do Michael Jackson.


 A história é muito bem executada, A trama conta a história de um garoto Jesse Wilson (Michael Kenworthy) que vive numa cidade no interior dos Estados Unidos, um dia ele aposta com os amigos para entrar num clube. Como desafio Jesse tem que ir até um cemitério antigo. No meio disso eles descobrem um barril onde tem uma experiência do governo com mortos. Acidentalmente eles quebram o barril e libera um gás com que faz que os mortos ganhem vida. Assim a cidade fica contaminada e o exército evacua a cidade e fecha as saídas dela.


A partir dessa trama estabelecida já temos o filme em si. Com muitos sustos que na verdade chegam a ser bizarros em algumas cenas. Por exemplo, quando um zumbi vê uma televisão pela primeira vez e eles ficam hipnotizados (olhando para os dias de hoje não chega a ser tão absurdo assim), mas o filme também tem momentos de horror e do “gore”. Quando o grupo de sobreviventes descobre que a única maneira de matar um zumbi é com eletricidade.  Temos algumas cenas de “gore” ao extremo e até uma criança morta. Mas tudo isso fica ofuscado quando entra novamente o humor com o Michael Jackson dançando nas últimas cenas.

O primeiro filme da franquia se tenta levar a sério e apresenta outro contexto da criação de George Romero, mas como também temos uma pitada de humor ainda que seja negro. O filme virou uma piada do gênero. E quando Romero lançou em 1985 o clássico Day of The Dead o filme caiu no ostracismo, mas ainda sim é uma obra prima de Romero.


A Volta dos Mortos Vivos – Parte II do diretor Ken Wiederhorn é um bom exemplo do terror que consegue se levar a sério e ao mesmo tempo não. Acho que o maior segredo de filmes assim é não insultar o espectador ao apresentar elementos fracos para a trama, ou melhor, não mostrar coisas verdadeiramente assustadoras.  Um filme que vale a pena ver seja por nostalgia ou dar boas risadas.


Nota: 6,0

Direção: Ken Wiederhorn

Elenco: Michael Kenworthy, James Karen, Marsha Dietlein e Thom Mathews

Sinopse: Os tambores do filme anterior estavam sendo transportados pelo Exército dos Estados Unidos quando um dos barris acidentalmente se solte de um dos caminhões e cai próximo a um cemitério de uma pequena cidade, três garotos que estavam ali vêem o barril e decidem mexer sem saber do perigo que estava por vir, quando eles abrem o tambor um gás se espalha pelo cemitério fazendo com que os mortos levantem-se de suas covas. Suas primeiras vitimas são dois saqueadores de covas: Ed (James Karen) e Joe (Thom Mathews), onde começa uma corrida para não perderem seus cérebros.



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