CRÍTICA (Oscar 2014!): Universidade Monstros



Mais um filme da Pixar. Mais um derivado de um filme que eles já fizeram. Eles já nos apresentaram o derivado perfeito além de palavras Toy Story 3 e então o ruim Carros 2. Por isso assim que se anunciou que o derivado do queridinho Monstros S.A. seria lançado, pairou a dúvida. Será bem ruim quanto Carros 2 ou alcançará níveis de clássico como Toy Story 3? Eu não vou optar pela saída fácil e, para não me comprometer, sair com uma fala do tipo "Universidade Monstros" cai bem entre esses dois exemplares. Não. Essa produção que certamente será indicada ao Oscar 2014 de melhor longa de animação não atinge a nota de maestria de Toy Story 3, mas está muito, mas muito mais perto do nível de excelência desse do que do fiasco Carros 2.

Ô, ô... Quem viu o primeiro filme (e afinal, quem não viu?) conhece essa silhueta logo quando ele é pela primeira vez apresentado. Mas em seguida... Não é nada como a gente imagina que seria. Eles brincam como o que a gente acredita que já conhece da estória e isso é demais!

Nessa prequel, nós acompanhamos os eventos que antecedem o filme original. Se no original, além da fofinha menina Boo, o que vimos foram os monstrengos carismáticos Mike e Sulley trabalhando na grande fábrica, assustando crianças inocentes para conseguir energia elétrica para o seu mundo, o que vemos aqui é como se sucedeu o encontro inédito desses dois na universidade. E que ninguém acredite que os dois se tornaram best friends forever de cara. Muito longe disso.
O gostoso roteiro nos traz um Sulley arrogante, que se acha o tal, aquele que não precisa estudar porque é fortão e berra que não é preciso ler livros para saber como assustar uma criança. Em contrapartida está o sempre esforçado, sempre deixado de lado e passando despercebido Mike. Quando um incidente faz com que a permanência dos dois no curso de "assustadores" na universidade seja ameaçada, ambos inimigos declarados precisam trabalhar juntos (e ainda com uma equipe de mais monstrinhos postos de lado, atrapalhados e o mais importante, muito engraçados) para vencer "os jogos do assustador" (realmente uma dinâmica que me lembrou em vários momentos a saga Jogos Vorazes), várias atividades cheias de riscos a ser cumpridas, para que só assim assegurem sua permanência.

Sulley tem mais expressões e atua muito melhor do que a Kristen Stewart, por exemplo. Mas também... Quem não?

Falando de uma vez do que não funciona (porque é inevitável. Lembra que eu disse... "Não é nenhum perfeito Toy Story 3"?), o tal roteiro gostosinho tem os bueiros onde cai com a estória em momentos. Aquele trecho que parece forçado ali, aquilo que é muito genérico aqui... Mas é engraçado! Ok. Eu nunca dei risadas intensas em nenhum momento, mas soprei uns risinhos (eu sou o teste definitivo para comédia. Sou duro mesmo para ela. Então ao menos ser capaz de me fazer soprar risos... Wow. Tem meu respeito). As piadas podem não ser intensas, mas nunca uma que é proposta falha. 

A sequência dos jogos é de um vigor ímpar.

Eu fiquei encantando com o trabalho de direção. Ângulos de câmera cem vezes mais inspirados do que em muitos filmes com gente de verdade que aparecem aí. Existem meia dúzia de viradas que realmente surpreendem. Se o filme conseguiu que em dado momento eu falasse sozinho "Nãããããão"... Olha aí ele tendo o meu respeito de novo.
Não é inovador/de arrebatar o coração/de entrar para a história das obras mais inovativas do cinema como outros filhotes da casa tais como Up ou Wall-E, mas é uma ótima animação! Você ri, você se surpreende. Você se deixa envolver, mesmo que sem nunca receber emoção honesta junto no pacote como antes.

Ângulos de câmera inspirados...

Ângulos de câmera MUITO inspirados...

Mas as pessoas precisam mesmo é relaxar, sabe? Apenas acho tão tolo essa ferina cobrança que todos nutrem toda vez que sai um novo filme da Pixar. Realmente todos apontando o dedo indicador na cara dos cineastas desafiando a não apresentar outra obra prima. Foram tão injustos ao criticar pesadamente a animação anterior Valente, quando eu considerei um filme lindo... Não perfeito. É isso. 
Clássicos de animação são mega bem-vindos, mas ainda mais bem-vindo é parar de esperar que todos sejam clássicos. Porque assim um corre o risco de perder a chance de aproveitar plenamente pequenas joias como é Universidade Monstros, que não apenas é a animação, mas sim O FILME MAIS DIVERTIDO QUE EU VI EM 2013.

NOTA: 8,5


Filme da Semana - Verão de 42 (1971, de Robert Mulligan)




Link para download:

NOTA: 10

CRÍTICA: "Mary & Max - Uma amizade diferente" (2009)



 “Ame a si mesmo primeiro.”

Muitos filmes chegam ao nosso conhecimento de maneira aleatória e ao acaso. Alguns são pouco comentados e, por vezes, as pessoas acabam nem sabendo de sua existência. Pois bem, esse filme chegou ao meu conhecimento a partir de uma postagem de uma página no facebook que recebeu muitas curtidas e vários comentários interessantes, dos quais não me recordo mais. A partir de então comecei a fazer uma breve pesquisa (assim costumo fazer nesses casos) para conhecer um pouco mais da obra e tudo o que vi e li suscitou em mim um grande desejo de assisti-lo, o mais rápido possível. O momento chegou e pude apreciá-lo há cerca de um ou dois meses e posso garantir: a admiração foi instantânea. Imediatamente recorri ao facebook para recomendá-lo e expressar a paixão que se criou entre mim e o filme, deixando claro que ‘foi um dos melhores filmes que já vi’. Eis que, num belo dia, um amigo muito querido decidiu me presentear com o DVD do filme, me jogando um balde de alegria; foi o que me incitou a vê-lo mais uma vez. E, mais uma vez, me emocionei, o bastante para crescer a paixão que já existia e o que me fez querer escrever sobre.

Crítica: Sem Dor, Sem Ganho (2013, de Michael Bay)


 


Baseado em um artigo de Pete Collins, do 'Miami New Times', esta é a nova obra de Michael Bay. O diretor mais megalomaníaco da atualidade, responsável por montanhas russas intituladas trilogia 'Transformers', responsável por 'Perl Harbor', 'A Ilha', 'A Rocha', 'Armageddon' e os dois 'Bad Boys'; agora entrega o seu projeto mais inusitado. Definir 'Sem Dor, Sem Ganho' é muito difícil. O trabalho mais autoral, simples e "humilde" de Bay é ao mesmo tempo o mais estranho. Na trama que é baseada nesta reportagem verídica dos anos 90, três fisiculturistas querem ter dinheiro, mulheres e o corpo perfeito. Para alcançar o "sonho americano" se envolvem numa trama de sequestro, assassinato e extorsão, onde tudo dá extremamente errado. Mas tudo acontece de maneira ridiculamente engraçada e inacreditável.

CRÍTICA: Chamada de Emergência (The Call - 2013)





Um diretor pouco conhecido por mim (um de seus filmes é o conhecido “O Operário” que ainda não tive a oportunidade de conferir) comanda esse suspense que me levou a sensações distintas. Eu gostaria muito de saber o que se passou em sua cabeça na hora de encerrar esse filme, sendo que em muitos casos o desfecho é o ponto mais importante e se deve ter precisão em cada detalhe. Mas, vamos do começo.
Halle Berry (sempre linda e jovial) protagoniza essa narrativa como a atendente emergencial Jordan, que trabalha no serviço de atendimento da polícia americana, o tão famoso “911”.

CRÍTICA: Sharknado (2013)

Sharknado (2013)




  
Sharknado é um telefilme americano produzido pelo –estranho e duvidoso- canal ‘Syfy’, que é conhecido por seus filmes e seriados bizarros, mal feitos e, por vezes, sem sentido algum. O trailer do filme foi lançado há algum tempo e muito se falou sobre. Negativamente, claro, já que a primeira coisa que vinha à cabeça de qualquer ser humano que visse aquele trailer era um grande e gordo “WTF?”!!! O que esperar de um filme onde os tubarões caem do céu e ‘voam’ em tornados? Até então, nada de mais, era apenas mais um trailer bizarro dos filmes do tal canal. Mas, alguma coisa em ‘Sharknado’ iria surpreender.

Crítica: Estranhos Prazeres (1995, de Kathryn Bigelow)




Kathryn Bigelow é uma das poucas mulheres diretoras que tem reconhecimento por parte da crítica e a única a ter um Oscar de Melhor Direção. Seus últimos 2 trabalhos envolvendo a guerra dos Estados Unidos contra o terrorismo foram premiados. São eles: 'Guerra ao Terror' (2009) e 'A Hora Mais Escura' (2012). Mas aqui vai a confissão deste cinéfilo: sou apaixonado pelo início da carreira desta diretora, com filmes envolventes e originais. 'Caçadores de Emoção' é um intrigante filme policial de 1991. Mas este 'Estranhos Prazeres', de 1995/1996 é uma excelente obra e esquecida na maior parte. A obra tem a produção do mestre James Cameron (de Avatar), marido de Bigelow na época. Trata-se de uma ficção científica profética e apocalíptica, que nos transporta para dentro de um universo realisticamente psicodélico e lotado de ambiguidade e interpretações. Um filme difícil de acompanhar; e que para a maioria será sem nexo. É preciso estar atento em alguns detalhes e fatos da época de seu lançamento para entender o que a obra propõe. Feito isso você verá que este é um daqueles filmes incríveis que deveria ter mais atenção do que recebeu.

Crítica: Vestígios do Dia (1993, de James Ivory; Indicado a 8 Oscars)



Nesta semana, durante meu horário de almoço do serviço, rapidamente observei que em determinado canal de TV paga estava passando este filme. O elenco e a sinopse me interessaram tanto que logo fiz questão de conferir o filme neste fim de semana, com calma e em casa. Surpreendentemente, 'Vestígios do Dia' é um dos mais interessantes e delicados dramas britânicos que já presenciei. Todo aquele ar sério, sisudo e "chato" dos ingleses nos leva a uma estória de amor perdida na tempo e na história. A trama dividida em 2 segmentos nos remete à um amor perdido, lembranças de uma grande casa e todo o compromisso dos serviçais a seus amos; amos estes poderosos e de forte influência política. Relatamos assim o ponta pé inicial para a Segunda Guerra Mundial, através de um mordomo que não soube amar.

Crítica: Wolverine - Imortal (2013, de James Mangold)




Os dois primeiros 'X-Men' foram sucessos de público e crítica. O terceiro veio dividindo opiniões. O 'Origens - Wolverine' veio massacrado e no meio de polêmicas. 'X-Men - Primeira Classe' deu um gás novo, estilizando e colocando emoção na saga. Agora chega este novo capítulo da vida de Logan, o Wolverine. Estou lançando esta crítica atrasada, já que faz uns dias que fui ao cinema conferir. Não iria por vontade própria se estivesse sozinho, mas como minha companhia escolheu o filme, fomos conferir. E para minha surpresa: aprovei. Mesmo que não seja nada de extraordinário, o filme tapa um pouco o fiasco que o anterior fez. Não que o anterior seja um filme péssimo, afinal teve boa bilheteria. Mas o roteiro fraco e a trama boba fizeram dele um filme não muito amado.

Crítica: Sharknado (2013)




Em 2010 um remake surgiu ressuscitando o subgênero do terror sobre animais aquáticos matando pessoas. Se em 'Piranha', o original de 1978 trazia um filme sério e interessante, dirigido pelo mestre Joe Dante; o tal remake de 2010 foi um eficiente filme trash, que de tanta podridão acaba sendo uma bela pérola de humor negro, regado a cenas excessivas de gore e muitas 'pornstars'. No ano passado tivemos a fraca sequência, no qual talvez só eu tenha rido e gostado um pouquinho (podem me detonar, eu mereço, rsrs). Acontece que esta ressurreição por assim dizer acabou gerando um revival dos filmes de tubarões, no qual tivemos os fracos 'Maré Negra' e 'Terror na Água 3D'; e tivemos o bom e independente 'Bait - A Isca'. Mas parece que agora chegamos ao fundo do poço. O canal de televisão americano Syfy lança este filme, que tem como enredo um tornado que traz tubarões. Não é piada não! E o mais impressionante é que o filme vem fazendo sucesso de audiência na TV paga, tanto que já está encomendada a continuação. O projeto é produzido pela The Asylum, e virou febre na American Film Market, convenção onde distribuidoras e produtores negociam a distribuição de seus próximos filmes. A continuação terá o bizarro e irônico nome de 'Sharknado 2: O Segundo Filme'! Acreditam???

FERRUGEM E OSSO (DE ROUILLE ET D'OS, FRANÇA, 2012)

(Crítica publicada por "Anjo Da Guarda", com seu nome original, no caderno de Cinema da Rede Bom Dia de jornalismo, edição de Itatiba, São Paulo)


“Brilhante. Um dos melhores filmes do ano. Através de riqueza de personagens, diretor premiado narra fábula desconcertante sobre difícil processo de amadurecimento, aceitação e redenção.”







O francês Jaques Audiard sempre acerta, em 2010 seu filme “O PROFETA” foi louvado em festivais e foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Em 2012 não foi diferente, abriu o festival de Cannes com “FERRUGEM E OSSO (De rouille et d'os, França, 2012)”, que chega somente agora aos cinemas no país, que também foi muito aplaudido, além de receber indicação ao Oscar como melhor filme estrangeiro em 2013. Pois se em seu último filme o personagem principal era um homem, que se tornava uma espécie de “deus” dentro da prisão, aqui o efeito é totalmente o contrário e fica marcada a sua visão quase extraordinária. “FERRUGEM E OSSO” é uma adaptação do conto do canadense Craig Davidson, de muito sucesso na França e países vizinhos. O escritor opta por romances, por vezes dramáticos, como é o caso aqui, mas o que chamais chama a atenção em seu enredo é o toque social.

Pois bem, esse é o ponto de partida da história, em “FERRUGEM E OSSO” o personagem Alain (Matthias Schoenaerts) chega com o filho na casa da irmã, que não via há 5 anos. O sujeito está saindo do casamento, não tem muitas perspectivas e faz o que dá na cabeça. Quando vai trabalhar numa danceteria conhece Stéphanie (Marion Cotillard), a salva de uma briga e a acompanha até em casa. A princípio ficariam só ali, mas após a jovem sofrer um acidente e ter as pernas comidas por tubarões, a mesma fica numa cadeira de rodas. A única opção que encontra para talvez sair da tristeza em que mergulha é ligar para Alain, chama-lo para uma visita e assim inicia uma grande amizade. As cenas em que Alain leva Stéphanie para mergulhar na praia são de uma humanidade ímpar, afinal, é impossível não pensar como de um sujeito tão rústico pode surgir um parceiro tão leal. Dessa forma a relação dos dois entra em crescimento, dentro das limitações uns dos outros, vão aprendendo a se conquistar. Esse é o mote do filme de Jaques, Alain torna-se uma espécie de redenção para Stéphanie, mas ele mesmo age como uma criança, enquanto ela vai se aceitando na nova condição. O único dom de Alain é usar o corpo, torna-se lutador de lutas privadas onde efetivamente ganha dinheiro, seu único motivo de alegria.

A HORA MAIS ESCURA (ZERO DARK THIRTY, EUA, 2012)

(Crítica publicada por "Anjo Da Guarda", com seu nome original, no caderno de Cinema da Rede Bom Dia de jornalismo, edição de Itatiba, São Paulo)


“Dos 10 melhores filmes tem de estar, no mínimo, entre os 3 primeiros. Um registro, um verdadeiro documento, polêmico, real e impressionante sobre a caçada de 10 anos ao homem que dividiu toda uma era em antes e depois de 11 de setembro de 2001.”

Sem sombra de dúvidas, o filme que mais gerou polêmica na temporada de premiações do cinema em 2013. Este é o 1º trabalho da diretora Kathryn Bigelow, após ter vencido 6 Oscars em 2012 por seu filme “GUERRA AO TERROR”, quando desbancou o grande favorito “AVATAR”, de seu ex-marido James Cameron. Por conta desse feito, certamente as atenções se voltariam para seu próximo filme, independente de qual fosse, afinal ela provou que num ambiente onde não existem mulheres (estamos falando de “guerra”) ela se saiu pioneira, competente e fez história. Dessa forma ela escolheu um trabalho ainda mais audacioso, no ano seguinte a “GUERRA AO TERROR”, o homem mais procurado do mundo seria capturado, ainda que morto: Osama Bin Laden. Pronto, o feito histórico inspirou a diretora, que entrou em contato com seu roteirista Mark Boal, jornalista que acompanhou os horrores da guerra e juntos trabalharam no projeto “A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty, EUA, 2012)”. O filme foi recordista de indicações importantes, ao Oscar recebeu 5 e ao Globo de Ouro foram 4, além das premiações dos sindicatos ao que foi indicado.

É importante dizer que estamos diante de um filme emblemático, que significa muito para uma geração, aquela que vem depois do “11 Setembro”. Da mesma forma que temos em “CRASH-NO LIMITE” o panorama dos estilhaços gerados nas pessoas após a data, temos aqui também o fervor da missão cumprida. Lógico, não se discute danos ou benefícios, embora a cena final seja passível desta discussão. Ver o filme como um resumo dos fatos pode ser uma forma de se posicionar, mas do ponto de vista cinematográfico, ainda que exista um outro filme chamado “O HOMEM MAIS PROCURADO DO MUNDO (Seal Team Six: The Raid On Osama Bin Laden, EUA, 2012, dirigido por John Stockwell) e que narra os fatos através de uma visão mais militar, “A HORA MAIS ESCURA” surge de antemão como esta espécie de documento e com o arquétipo do definitivo. Pode ser que ainda venham à tona mais liberdades em torno da fatídica captura ou mesmo outra produção que se intitule a mais fiel. O inegável mesmo é que se desconsidere o filme de Bigelow em todo este contexto e levando-se em conta seu feito, isto sim seria um descaso.

(Kathryn Bigelow na premiere do filme)

ESPECIAL: Novidades EM Imagens


É verdade que muitos filmes ótimos não chegam no mercado cinematográfico brasileiro. Infelizmente. Chegam muito atrasado, se perdem pelo caminho, chegam e ninguém toma conhecimento de sua existência. Isso acontece principalmente com filmes pequenos demais. Aqueles que são verdadeiras pequenas joias, com orçamento quase nulo, propaganda quase nenhuma, mas com roteiros incríveis e atuações memoráveis. 
O fato é que nesse instante, enquanto você lê essa matéria, muitos desses pequenos filmes estão sendo exibidos lá na terra do Tio Sam (em circuito limitado, é claro) e certamente você não tinha ouvido falar sobre eles... Até agora. Tudo bem. Nem tinha como mesmo!
Apresentamos aqui através de seus respectivos posteres essas preciosidades do cinema independente que você precisa conhecer. E não se surpreenda quando finalmente começar a ouvir mais sobre eles agora para o fim do ano quando começa o boom da temporada de premiações. Potencial para prêmios e os mais merecidos reconhecimentos, essas pequenas obram têm de sobra.


Histórias Que Contamos - Minha Família
"Documentário que não é documentário, que trata de forma genial com a questão das lembranças que cada um de nós temos"


Frances Ha
"A trama da aprendiz de dançarina que encara uma série de fracassos em Nova York é um dos filmes mais elogiados do ano e é uma estória pra lá de interessante sobre amizade e adaptabilidade"


Amor Bandido
"O ator Matthew McConaughey (no melhor momento de sua carreira, por sinal) recebeu todos os elogios possíveis ao viver aqui um fugitivo que se depara com toda a curiosidade perigosa de dois adolescentes"

Crítica: Percy Jackson e o Ladrão de Raios (2010) de Chris Columbus

"PERCY JACKSON E O LADRÃO DE RAIOS" (2010)


 Ao que parece, Chris Columbus gosta de dirigir filmes sobre jovens heróis em grandes aventuras. Depois do sucesso mundial que foi “Harry Potter” (cujos dois primeiros filmes estão sob seu comando), Columbus retorna e inicia mais uma saga nos cinemas: “Percy Jackson e O Ladrão de Raios” que é uma adaptação do livro escrito por Rick Riordan e que fez muito sucesso no mundo todo. Vale apontar que houve uma pequena mudança no nome da saga, já que originalmente o título é “Percy Jackson & os Olimpianos”.


Crítica Olhos Famintos (2001 Victor Salva)



Filme: Olhos Famintos
Gênero: Terror
Direção: Victor Salva
Ano: 2001

Sinopse: De volta das férias da universidade, os irmãos Trisha e Darry seguem para casa de carro numa estrada americana quase que deserta. A paz dos irmãos é interrompida quando um antigo e alucinado caminhão surge em seu encalço com suas manobras assustadoras, mas tudo não passa de um tremendo susto, ao passo que o velho caminhão oxidado os ultrapassa e some de suas vistas.

Recompostos do susto, os irmãos seguem viagem sem entender o motivo pelo qual o motorista louco provocou tamanho pânico em ambos. Mas o que parecia de volta a normalidade desaba, quando a dupla avista o caminhão estacionado ao lado de uma velha igreja abandonada. Ao lado, uma figura enorme e descomunal parece jogar um corpo embrulhado em um lençol manchado, em um cano de esgoto.

Esta era a visão que Darry daria tudo para não ter presenciado, pois em seguida, o estranho motorista volta à perseguição dos irmãos, até fazê-los sair da estrada, mas o que parecia ser o fim da linha para os dois não ocorre, pois o caminhão segue viagem ao ultrapassá-los mais uma vez. Para o desespero de Trisha, Darry resolve voltar à antiga igreja para saber o que exatamente foi jogado pelo cano de tubulação. E é então que uma desagradável surpresa se apresenta a Darry após o garoto perder o equilíbrio e cair dentro da galeria pelo cano. Milhares de corpos mutilados lhe fazem companhia e o desespero toma conta do rapaz que volta ao carro, para enfim, voltarem definitivamente à estrada.

Nada poderia resolver-se assim tão facilmente, e o terrível assassino volta a persegui-los ao passo que a noite cai e tudo fica mais assustador. Não se trata de um simples assassino, mas uma criatura malévola e sobrenatural que acorda de tempos em tempos para matar a sua fome de... corpos humanos.


TOP 10 Filmes Com Temática Gay



10 - Pecado da Carne (2009).


Meah Shearim, bairro ultra-ortodoxo de Jerusalém. Nele vive Aaron Fleishman (Zohar Shtrauss), pai de quatro filhos e administrador do negócio da família, um açougue kosher herdado após a morte do pai. Aaron leva uma vida bastante regrada, o que muda ao conhecer o estudante Ezri (Ran Danker). Eles passam cada vez mais tempo juntos, o que faz com que Aaron seja discriminado pela comunidade local.








CRÍTICA (Oscar 2014!): Fruitvale Station (2013)



Agosto de 2013. Ainda muito cedo para falar sobre o Oscar que só acontece em março de 2014? Já estamos é atrasados!
Eu me sinto honrado de ter tido a chance de conferir esse filme incrível que indico (com muita educação praticamente ordeno) que todos assistam. Ele que é o primeiro filme que vi esse ano que tem Oscar escrito por todo ele. É extremamente nula a chance de que ele não apareça na premiação ano que vem. Bom, também vi recentemente O Grande Gatsby que já tem os prêmios de direção de arte, fotografia e figurino garantidos, mas enfim... É até uma interessante comparação que Gatsby seja aquele espetáculo visual perfeito sem um conteúdo e o ótimo Fruitvale Station não tenha nada, nada de admirável beleza visual e uma imensidão de conteúdo de transbordar o coração.
Falar sobre Oscar, Oscar, Oscar... A premiação revolta? Muitas já se cansaram dela? Opiniões a parte ainda é o prêmio máximo do cinema e isso é fato. Então prosseguimos...

NOTÍCIA: Bilheteria dos cinemas americanos 11/08/2013


Rapidinhas...

* O filme Elysium, a nova ficção científica do diretor do ótimo Distrito 9, que conta com a presenças dos atores brasileiros Alice Braga e Wagner Moura, estreou na primeira posição com $30 milhões, o que foi bom, mas poderia ser melhor, sendo que Distrito 9 fez $37 milhões em sua estréia.

* A animação da Disney que inicialmente iria direto para as locadoras, Aviões, estreou na terceira posição com poucos $22 milhões. É uma bilheteria baixíssima para os padrões Disney, maaaaaas... O filme custou "míseros" $50 milhões para ser feito (em comparação a animação Valente custou $185 milhões) e a produção trará certamente algum lucro para o estúdio.

* Pouco mais de três anos depois do lançamento do primeiro filme, chega a continuação Percy Jackson: Mas de Monstros, em uma terrível quarta posição tendo arrecado nos cinco primeiros dias (foi lançado antes da habitual sexta-feira) $23 milhões para o seu orçamento de $90 milhões. Não esperem por mais um filme da série.

* Os Smurfs 2 chega em sua segunda semana de exibição com $46,5 milhões tendo custado $105 milhões. Também não esperem continuação para esse. E quanto a isso... ALELUUUUIA!!!

* Wolwerine: Imortal chegou em sua terceira semana e agora passou a marca de $110 milhões já se confirmando assim como o filme da franquia X-men que terá a menor bilheteria. FRACASSO.

* Invocação do Mal, em sua quarta semana, passou a marca de $120 milhões. SUCESSO.



SNACK #18: Clube dos Cinco (The Breakfast Club) 1985 (Post Sugerido)



Existe dúzias e dúzias de filmes que marcaram os anos 80 e, consequentemente, a geração, a adolescência de muitos. Clube dos Cinco é um desses. Apresentando a trama de cinco alunos do ensino médio, cada um com estereótipos bem diferentes, confinados na temível/entediante detenção, quando após começarem a se comunicar, se abrir uns para os outros, acabam descobrindo que têm mais em comum do que pensam.
Em sua época o filme não recebeu o reconhecimento merecido. Não foi lembrado em nenhuma premiação e a bilheteria foi decente, mas não excelente. 
Essa produção não envelheceu nenhum pouco (bom, exceto nos figurinos e todo estilo oitentista), porque ainda hoje, 28 anos depois, adolescentes podem aproveitar seu roteiro inteligente, em especial seus diálogos afiados, e se identificar com tudo isso.
Um inteligente e eficaz drama (que nem é um drama por completo). Fica a dica.



"Quando você se torna adulto, seu coração morre."

Crítica: Byzantium (2013, de Neil Jordan)





O gênero do terror anda mal representado ultimamente. Quando o assunto é vampiro, aí o que mais tem é polêmica envolvendo 'Crepúsculo' e companhia. Mas nos últimos anos tivemos duas obras de destaque: O filme sueco 'Deixe Ela Entrar' e sua versão americana 'Deixe-me Entrar'. Filmes de terror extremamente eficientes, onde arcos dramáticos como o 'bullying' e dramas familiares foram postos em pauta juntamente com a própria imortalidade e sanguinolência. Eis que agora em 2013 surge o melhor filme de vampiros após estes dois exemplos dados. Dirigido pelo competente Neil Jordan, que nos anos 90 nos presenteou com o espetacular 'Entrevista com o Vampiro' (está entre os dois melhores filmes vampíricos de todos os tempos); agora entrega uma obra que tenta reviver estas lendárias criaturas do submundo pop.