AMOR PLENO (TO THE WONDER, 2012)

(Crítica publicada por "Anjo Da Guarda", com seu nome original, no caderno de Cinema da Rede Bom Dia de jornalismo, edição de Itatiba, São Paulo)


“Menos contemplativo e mais reflexivo, o diretor Terrence Malick tece visão desarmoniosa sobre o amor, mas ainda assim profunda e lírica”



O diretor Terrence Malick quebra um protocolo. Geralmente entre um filme e outro, mantinha um hiato de distância de pelo menos 10 anos entre eles. A distância entre a “A ARVORE DA VIDA” e “AMOR PLENO”, seus últimos 2 filmes, é de menos de 2 anos. Talvez o que tenha encorajado o diretor é que seu último filme até então, “A ARVORE DA VIDA”, tenha sido o grande vencedor da Palma De Ouro em Cannes em 2011 e tenha trilhado um caminho de sucesso total chegando a ser indicado ao Oscar em 2012; não obstante a isso, o filme ainda tornou-se um dos melhores filmes da história do Cinema. Pois bem, o que vemos em “AMOR PLENO (To The Wonder, 2012)”, uma das grandes estreias do Cinema no país nesta 6ª feira, não se aproxima do último filme do diretor, uma obra completamente diferente, mas que carrega todo seu estilo e que mantém o espectador atento numa experiência de deleite. Ainda assim fogem todo e qualquer encargo em afirmar  que Terrence não seja um poeta de imagens, ninguém sabe trabalhar o aspecto lírico e poético da câmera tão bem quanto ele, um fato consumado. 

TRAILER: Sobrenatural 2 / Como Treinar o Seu Dragão 2 / Jogos Vorazes: Em Chamas


Confira os trailers mais recentes dessas três sequências que figuram na lista dos filmes mais aguardados de 2013

SOBRENATURAL 2 (Insidious Chapter 2)



COMO TREINAR O SEU DRAGÃO 2 (How to train your dragon 2)



JOGOS VORAZES: EM CHAMAS (The Hunger Games: Catching Fire)



NOTÍCIA: Bilheteria dos cinemas americanos 28/07/2013


DESTAQUES:

* A maior estreia em solo americano nesse fim de semana, Wolwerine: Imortal, arrecadou $55 milhões, bilheteria idêntica ao último filme da franquia X-men. É quase metade do que foi gasto para fazer o filme, mais foi abaixo do que a última aventura de Wolwerine fez nos cinemas. Fica o veredito de que o filme não será nenhum fracasso de bilheteria, mas também não irá gerar nenhum número extremamente memorável.

* A surpresa mega positiva do ano, o terror Invocação do mal, completou sua segunda semana nos cinemas lá fora com um total de $84 milhões. É um número mais do que incrível para um filme do gênero. Tendo custado $20 milhões, ele pode alcançar bilheteria de $120 milhões nos EUA. A sequência já está confirmada.

* O mais recente filme da Disney/Pixar, Universidade Monstros, já chega a sua sexta semana nos cinemas americanos e acaba de ultrapassar a marca dos $255 milhões. Assim, ele passa o filme anterior, Monstros S.A, e tem alguma chance de ultrapassar o próximo filme na lista das maiores bilheterias da Pixar, Os Incríveis, na quarta colocação com $261,5 milhões.

* Uma estreia bem menor no fim de semana - quando comparada ao blockbuster Wolwerine: Imortal - foi a nova produção de Woody Allen, Blue Jasmine, que arrecadou $600 mil. Seria um valor baixíssimo se não fosse o fato de que o lançamento ocorreu em apenas 6 salas. Já é considerado um novo sucesso para o premiado diretor/roteirista.


O HOMEM DE AÇO (MAN OF STEEL, 2013)


(Crítica publicada por "Anjo Da Guarda", com seu nome original, no caderno de Cinema da Rede Bom Dia de jornalismo, edição de Itatiba, São Paulo)


"O diretor  Zack Snyder desviou a mão em se distanciar dos quadrinhos e permanecer, na maior parte do tempo, apenas no aspecto fantástico do super herói"







A meta seria mesmo ousada, fazer ressurgir nos Cinemas talvez o super herói mais emblemático da história dos quadrinhos, o “Superman”. Exceto os filmes clássicos do super herói, bem como as séries nele inspiradas, as últimas tentativas de Hollywood em revitalizar o personagem foram decepcionantes, como “SUPERMAN-O RETORNO” de 2006, dirigido por Brian Singer. Para realiza-la agora a Warner contou com a direção de um dos diretores mais promissores do gênero, Zack Snyder, que vem de um currículo bastante lucrativo após ter dirigido os sucessos “300” e “WATCHMEN”. Ainda assim, a produtora precisava de um produtor que abraçasse a causa e foi então que surgiu Christopher Nolan, o gênio que dirigiu a trilogia “BATMAN-O CAVALEIRO DAS TREVAS”, que tornou os três filmes obras-primas e dos mais rentáveis da história. Uma das contribuições de Nolan seria a vinda de seu co-roteirista David S. Goyer, que o auxiliou durante a trilogia e que trabalharia neste roteiro. E assim foi dada a largada para o ambicioso projeto “O HOMEM DE AÇO (Man Of Steel, 2013)” que estreou na última 6ª feira no país e que nas duas últimas semanas ficou no topo das bilheterias no Brasil.

A questão é que, mesmo com todo este contexto e com Zack Snyder a frente de tudo, o filme resvalou. Tudo porque o diretor tem um problema com este gênero, por vezes ele acerta e por vezes não, como aconteceu, por exemplo, com seu último filme “SUCKER PUNCH” de 2011. Mas o que acontece? É um vício, ou se dá mais atenção a história ou mais atenção  a energia e em “O HOMEM DE AÇO” foi a 2ª opção. Uma dos acertos de Snyder com Goyer seria mostrar à saída do personagem de Krypton e a sua infância na terra, o que realmente eles tentaram, mas de forma muito econômica. O início do filme é um grande resumo de tudo, muito rapidamente vemos Krypton enfrentar uma crise, com rebeldes fomentando a discórdia, até que o pai do herói, interpretado por Russel Crowe, envia o filho ainda bebê a terra, prevendo a iminente extinção do planeta. Depois acompanhamos o herói já adulto, equilibrando os poderes com o sacrífico da vida miserável aqui. E a infância? Acompanhamos através de flashbaks, que tem também a meta de deixar claro o drama vivido pelo personagem, ao ter que administrar tudo em sua mente, quando descobre suas origens, mas isso com toda a economia e rapidez de Snyder. O que não tem nada de rápido é a batalha, depois que Lois Lane já apareceu, como a repórter investigativa, durante a descoberta de uma nave nos árticos e depois que, após acionar a mesma com a ajuda do herói, o mundo alienígena, de fato, vem a terra. 

Crítica: G.I. Joe 2 - Retaliação (2013)




Na maioria das vezes que se faz uma crítica, ou você gostou ou não gostou de determinado filme. Mas e quando você simplesmente fica dividido, devido à vários fatos e informações? Aqui no blog eu não sou apenas o editor chefe das matérias. Como crítico, sou o mais "boa praça". Mesmo tentando ser justo, minha tendência é levar em conta os acertos da obra. Por isso acabo sendo positivo demais em muitos casos (eu mesmo considero isto um defeito e sempre procuro ser mais "mau"). Mas existe o fato de que a arte, o cinema e sobretudo as críticas não são uma ciência exata. Aqui não existe 1+1=2 para todos universalmente. Gostos, opiniões e razões pessoais determinam várias coisas. E falar deste filme pode não ser tão direto devido à alguns fatores que vou cometar ao longo da minha resenha. Eu sempre separo o tipo de filme, a proposta dele e se a alcançou. Exemplo: Transformers promete ação, efeitos especiais e adrenalina. Consegue? Mesmo que tenha roteiro fraco, se conseguir a ideia proposta minha tendencia é aprovar. Sempre fui assim, desde meus 5 anos de idade. Por isso acabei apaixonado por todos tipos de filmes. Começo dizendo que este G.I. Joe - Retaliação é uma superprodução de ação que se saiu bem nas bilheterias e possivelmente teremos um terceiro capítulo. É esperar para ver, enquanto isso vamos degustar um pouco deste?

CRÍTICA: Only God Forgives - Só Deus Perdoa (2013)


Ser crítico é ser mau. Ser mau é divertido. E divertido é ser crítico.
Que qualificações eu tenho pra ser crítico? Foi a questão que atiraram na minha cara recentemente (é. Finalmente aconteceu. Alguém quis me matar por um crítica que fiz. E não foi de um filme. Era um livro!). Bom, eu acredito piamente que nós só temos direito de julgar aquilo que conhecemos bem, que temos a capacidade de fazer igual ou melhor. Temos o direito de julgar. Logo, eu nunca poderei julgar o número de uma bailarina por exemplo. Por acaso eu sei dançar? Claro que não! Agora um filme... Eu assisto filmes clássicos e complexos há mais de dez anos e tenho um humilde roteiro que escrevi devidamente registrado na Biblioteca Nacional, então, sim, eu acredito que posso falar um pouco disso! Aplaudir quando são memoráveis, torcer o nariz e dar "dicas" que alguns "mais ou menos" poderiam ter adotado para ser

CRÍTICA: Superman - O Filme (1978)


É difícil pensar em alguém que nunca tenha visto esse filme. Ele marcou uma época, uma geração. Marcou o cinema com os avanços em efeitos especiais que representou e marcou o coração de crianças e jovens que cresceram com o gostinho fantasioso de terem tido a oportunidade de ver um homem voar.
Há poucos dias eu escrevi a crítica do mais novo filme do Superman - O Homem de Aço - (http://minhavisaodocinema.blogspot.com.br/2013/07/critica-o-homem-de-aco-2013.html). O fato é que no sábado passado, no instante em que eu cheguei à noite em casa depois de ter visto o filme em questão no cinema, a primeira coisa que eu fiz foi assistir no conforto da minha sala Superman - O Filme, de 1978! Simplesmente me bateu essa urgência e, acreditem, é inteiramente compreensível.
Sim, é duvidoso se fazer comparações entre filmes é justo, mas eu simplesmente não vou poder evitar de crescer com comparações aqui entre o infinitamente bem sucedido filme do super herói da década de 70 e essa nova versão.


Essa versão tão cultuada da estória que veio dos quadrinhos e atraiu multidões para os cinemas em 1978 viverá para sempre por muitos motivos. Primeiro porque Christopher Reeve é o Superman mais

CRÍTICA: Minha Mãe É Uma Peça (2013)


TODO ANO tem aquele filme nacional que se destaca, que explode em sucesso e tirando uma exceção aqui e ali (leia filme espírita) sempre é um filme de comédia.
Esse ano não houve a exceção. Sim, é apenas um pouco mais da metade do ano, mas é inimaginável que outro filme brasileiro alcance a altura que o filme de comédia sensação Minha mãe é uma peça, alcançou. 3 milhões de espectadores já contabilizados... E contando...
O sucesso estrondoso do filme já era de alguma forma anunciado. É baseado em uma peça que deu muito certo (com público e crítica).

"Aquela vaaaaaaaaca...!"

A trama não podia ser mais simples. O que acompanhamos é uma mãe (Paulo Gustavo, comediante de primeira caracterizado de mulher) tendo que lidar com a rebeldia dos dois filhos adolescentes (uma gordinha e um gay no armário. Ainda tem o filho mais velho que já saiu de casa) e o ex-marido e nova (vaca) mulher dele. Essa mãe, Dona Hermínia, não suporta mais o descaso dos filhos com seu natural amor super protetor e deixa a casa. O filme se dá com Dona Hermínia na casa da tia de certa forma narrando sua relação com a família em flashbacks, ao longo dos anos.
O filme é engraçado. Funciona. Toda vez que se propõe a ser divertido ele é. Por raras vezes falha com a piada que se perde e por umas boas vezes chega até mesmo a ser hilário. Esse que vos fala riu. E, olha, eu já disse e repito... Para me fazer rir... Desafio árduo para titãs.
Eu tenho minhas desavenças com o cinema brasileiro e não escondo. Logo para eu admitir que um filme brazuca é bom é algo raro. Mas eu só estou sendo justo aqui. 

"Toda vez que eu vejo essa síndica dá uma vontade de dar um soco nessa mulher, afundar ela no chão!"

Veja bem... É bom, mas vamos falar das escorregadas que, sim, existem. Um movimento do roteiro que sentimos atrapalhado ali, um final que não tem cara de final aqui, mas o item mais grave mesmo é o tal drama. Isso acontece em muitos filmes e me revolta. Quando vão entender que é a coisa mais arriscada do mundo é tentar fazer um filme ser duas coisas tão distintas ao mesmo tempo? Comédia e drama. 90% das vezes não dá certo. Aqui não deu. O filme alcança alto níveis de aprovação por ser a comédia-comédia que é. Logo quando tenta o drama dá bem errado. Uma cena em especial onde o diretor força um close up nos olhos de Dona Hermínia para fazer a emoção gritar é risível (no pior sentido).
Por fim ainda é válido pontuar que a tal comédia eficaz só é baseada mesmo nos palavrões (questão baixa e questionável da maioria das comédias tupiniquins). 
Enfim, funciona, mesmo que pelo caminho menos inteligente. Sabe que eu até assistiria de novo? E acredite. Para esse que vos fala admitir isso sobre um filme brasileiro... É um fato inusitado e tanto.

NOTA: 8 de 10

TRAILER




Dia do Amigo:

Há muitas formas de amigos. Mas a verdade é que sem eles não somos nada. Esta é a humilde lembrancinha e homenagem aos nossos 1200 leitores diários, seguidores, mas acima de tudo, nossos amigos. 




Todos temos aqueles amigos na hora da confusão!




Mas também temos aqueles amigos mais especiais, que estarão sempre ao seu lado!




A equipe do Minha Visão do Cinema deixa nosso muito obrigado, Dear friend.


P.S. Eu Te Amo - Para Bruna Soares


''Prometa que sempre que se sentir triste ou insegura ou perder completamente a fé, vai tentar olhar para si mesma, com meus olhos''.

Apesar da demora, está aí mais um pedido atendido. Bruna Soares queria uma matéria do filme P.S. Eu Te Amo, e aí está. Confesso que ainda não tinha visto o filme, até porque sinceramente romance não é meu forte, tanto no cinema como na vida real. Além dos típicos clichês, os romances costumam ser açucarados demais, fantasiosos. É isso ou eu que sou amargo com esse assunto, ainda não descobri. Mas como a matéria é para minha leitora e não para mim, vou tentar não ser chato. Vamos lá:

Crítica: A Vida de David Gale (2003, de Alan Parker) - Pedido de Sheldon Porto



Um amigo chamado Sheldon Porto fez este pedido. Amei o pedido, já que este é um filme que aprecio muito. 'A Vida de David Gale' mistura elementos de drama e suspense na medida certa. Um filme comovente e um tanto polêmico, já que bota em xeque a pena de morte. Mas não apenas isto. O Brasil vive um momento tenso de protestos. Até que ponto um manifestante, um protesto pode ir? Em nome de suas causas, algo inacreditável acontece. O diretor Alan Parker, que já havia feito bons trabalhos como 'Evita' e 'Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador'; aqui entrega um bom resultado. A direção não chega a ser fantástica, mas é satisfatória. A concentração do filme parece mesmo ficar com o elenco e o bom roteiro. Roteiro não muito inovador, mas correto, redondo e eficiente. O final poderá pegar muitos despercebidos.

Crítica: Gladiador (2000, de Ridley Scott)




Uma das maiores obras épicas de todos os tempos. Neste fim de semana reservei um tempo para rever este que é um de meus filmes favoritos. 'Gladiador' é uma obra poderosa em cada quadro, ângulo e detalhe, fazendo as 3 horas de duração passarem voando. Gigantesco sucesso de público e crítica, é daqueles filmes queridinhos de muitos. Uma das melhores obras do mestre Ridley Scott, responsável por clássicos como 'Alien - O Oitavo Passageiro', 'Blade Runner - O Caçador de Androides', 'A Lenda' e o recente 'Prometheus'. Ele sempre soube filmar obras sóbrias, frias e maduras. Aqui ele se supera e nos transporta para a época com perfeição e maestria. A trama todos já conhecem, só as palavras de efeito do filme já diz tudo:  'O general que se tornou escravo. O escravo que se tornou gladiador. O gladiador que desafiou um império.'

Olhando melhor para o roteiro depois de tanto tempo, parece já não ser tão brilhante. Na verdade ele é bem básico e funcional. Engraçado que tecendo certos paralelos, extraí algumas referências: o filme de certa forma lembra vários bons épicos antigos: 'El Cid', 'Ben-Hur', 'Demétrio e os Gladiadores'. A trilha sonora inspirada e a carga emocional lembra às vezes o ótimo 'Coração Valente'. Do ponto de vista posterior, ele foi responsável por um estouro em filmes épicos: 'Troia', 'Cruzada', 'Alexandre', 'Rei Arthur', '300', etc. Então Gladiador tem esta importância neste gênero tão amado e impactante. Filmes épicos costumam ser estonteantes, cheios de batalhas, amores, vilões sanguinários, honra, dever e emoção. Gladiador te dá tudo isso e mais um pouco.


CRÍTICA: O Homem de Aço (2013)

Eu assisti ontem essa esperada produção no cinema com um amigo. 
Eu não queria assistir. Antes eu não me interessei nem mesmo em saber nada sobre esse filme (e olha que procuro pesquisar sobre todos os filmes). Só vi o cartaz por acaso, mas nem o trailer me animei para conferir. Daí esse "amigo maravilhoso" me arrasta para dentro da sala de cinema - lotada por sinal - e com aquele óculos 3D enorme na minha cara, o que esperar afinal?...


O Melhor Filme - Edição 1: Argo (2012, de Ben Affleck)

Temos novidades! Começa hoje uma nova série de postagens no blog, e digamos que é bem especial. O prêmio máximo do cinema é o Oscar, assim como a categoria máxima é o de Melhor Filme. Começa hoje esta série de críticas sobre os grandes vencedores de melhor filme. Será na ordem decrescente, então começamos com o ótimo 'Argo', grande vencedor deste ano de 2013. Vou apenas reutilizar a crítica que já havia no blog. Mas estou ansioso por esta iniciativa que criei, já que de agora em diante começarei a rever os grandes vencedores de cada ano. Conforme for me distanciando, clássicos e filmes nunca vistos por mim serão desenterrados. Não terá um cronograma exato, portanto pode demorar ou não até sair uma nova postagem desta modalidade 'O Melhor Filme'. Espero que gostem e nunca deixem de comentar, curtir ou participar. Obrigado.




Direção: Ben Affleck

Elenco: Ben Affleck, John Goodman, Bryan Cranston, Michael Parks, Victor Garber, Kyle Chandler, Clea DuVall, Tom Lenk, Alan Arkin, Rory Cochrane.

SNACK 16#: Imaginaerum by Nightwish (2013)




Você conhece este filme? É mais do que um filme. Imaginaerum é uma mistura de terror, musical e drama psicológico, mas que na verdade é uma grande propaganda de uma canção do 7º disco de estúdio da banda finlandesa Nightwish. Com produção, trilha sonora e participação deles mesmos, o filme é uma das obras mais diferenciadas do ano. Com ritmo e melodia de vídeo clipe, o filme narra um conto excêntrico e sombrio, que não deixa de ser mental e metafórico. O elenco desconhecido tem atuação boa e a direção é cuidadosa. Efeitos especias nada gigantescos, mas enganam bem e são bem feitinhos. Boa iluminação e direção de arte casam bem com as canções estilo "dark" e o roteiro que tende a ser complexo. Tão complexo quanto às letras das músicas da banda.

SNACK 15#: As Aventuras de Tadeu (2013)



2013 não está grandioso para as animações, algo que podemos dizer ser inédito devido ao fato de tais filmes sempre encantarei multidões. Dentre poucos filmes que saíram nesta primeira metade do ano surge algo "diferente". 'As Aventuras de Tadeo' não inova muito e traz um efeito de animação não tão fantástico ou ágil se comparado com a 'Pixar' ou a ' DreamWorks'. O roteiro é básico e aposta em piadas bobas e muita ação "à la Indiana Jones". O diferencial do filme é ser uma produção espanhola.

SNACK 14#: Alvo Duplo (2013)




Os grandes astros do cinema de ação andam ressurgindo, assim como os elementos do gênero que lotavam as telas e prateleiras de vídeo locadoras nos anos 80 e 90. Tivemos bons exemplares como 'Os Mercenários' 1 e 2, 'O Último Desafio' e 'Invasão à Casa Branca'. Mas nem toda ideia é bem executada o tempo todo. Este 'Alvo Duplo' traz o grandão Sylvester Stallone, que não salva o filme de ser chatinho. Simplesmente não há uma atmosfera que se decida pela ação, suspense 'noir' ou a típica comédia de dois tiras amigos. 

ESPECIAL: Curso de Cinema MVDC (COMUNICADO)

Devido a uma resposta de público abaixo do esperado, o blog irá interromper a continuação do mini curso gratuito de cinema MVDC. E não é o que acontece em qualquer curso por aí? Se os alunos não correspondem, não aparecem, o "professor" tem que partir pra outra porque não dá pra lecionar para o espaço cheio de vazio (risos).
Não é um encerramento definitivo e sim uma pausa. Nada impede que voltemos com o curso para sua conclusão em um futuro próximo.
Se você que lê esse comunicado agora acompanhava o curso, nossa equipe pede desculpas e espera que entenda nossa razão. 
Se você deseja de verdade a continuação do curso... Bom, nosso espaço aqui está inteiramente aberto para o seu comentário, sua opinião. É o que mais gostamos de receber: o seu retorno.

Atenciosamente,
W.S.O (Instrutor do curso de cinema MVDC)
- Equipe Minha Visão do Cinema -


Crítica: Dead Man Down (2013, de Niels Arden Oplev) Um romance às avessas?



Conforme o tempo passa e sigo comentando sobre cinema, vai se revelando um pouco das minhas paixões. Aqui nesta crítica irei revelar mais algumas coisas. Sempre amei a trilogia sueca 'Millennium', que trouxe os seguintes filmes: 'Os Homens que Não Amavam as Mulheres', 'A Menina que Brincava com Fogo' e ''A Rainha do Castelo de Ar'. Uma saga original e incrível, onde o eloquente diretor nos blindou com uma trama que conseguia balancear suspense, ação, drama e romance nas medidas certas, sempre recheadas de polêmicas, mortes, política, sensualidade e muitas intrigas. Acontece que este filme 'Dead Man Down', intitulado no Brasil como 'Sem Perdão', é o primeiro trabalho hollywoodiano do diretor sueco Niels Arden Oplev. Minhas expectativas eram muito altas, devido amar a trilogia 'Millennium', respeitar o diretor Oplev e amar loucamente a atriz  Noomi Rapace. A moça é a heroína da trilogia  'Millennium' e aqui mais uma vez firma parceria com o diretor. Gosto muito dos trabalhos dela, como em 'Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras' e 'Prometheus'. Aqui no filme em questão, mais uma vez bato palmas para a moça.

Crítica: Invasão à Casa Branca (2013, de Antoine Fuqua)




Após 'Os Mercenários' 1 e 2 (com Stallone e grande elenco) e 'O Último Desafio' (com Schwarzenegger), os filmes de ação estilo anos 80 e 90 vem ganhando força e um certo revival. Depois das decepções que foram 'Alvo Duplo' (também com Stallone) e o novo 'Duro de Matar' (o quinto filme, também com Willis), chega este que parece ser verdadeiramente um 'duro de matar'. Lembra muito bons e velhos filmes de ação, como o já citado primeiro 'Duro de Matar' com Bruce Willis, lembra vários outros com Stallone, Schwarzenegger, Van Damme e companhia. Aqueles filmes bobos, mas divertidíssimos, que seu pai curtia ver à noite uns 10, 20 ou 30 anos atrás.

Claro que a trama dá uma atualizada para nossos dias. Além da temática política estar bem atualizada e envolvendo as Coreias, o filme utiliza da tecnologia e efeitos especiais modernos. Mas o padrão enlatado e redondo dos filmes de ação está ali. Neste ano de 2013 os melhores filmes de ação estavam com o engraçado 'O Último Desafio' e o tenso 'Inimigos de Sangue'. Pois saibam que 'Invasão à Casa Branca' passou para o primeiro colocado. A direção de Antoine Fuqua é nervosa, corajosa e certeira. O cara, que já foi responsável pelo ótimo 'Dia de Treinamento' e pelos eficientes 'Lágrimas do Sol', 'Rei Arthur' (versão 2004), 'O Atirador' (versão 2007 com o Mark Wahlberg) e 'Atraídos pelo Crime'; aqui mais uma vez surpreende. Ele não faz nada novo e espetacular, mas faz algo padrão acima da média.

ESPECIAL: Curso de Cinema MVDC Parte VI - O Elenco

Hora de escolher o elenco!
Testes são feitos para escolher o elenco que é formado dos protagonistas (os atores principais), o elenco secundário (atores coadjuvantes), figurantes (os que fazem pequenas participações) e até mesmo os dublês (que se passam pelos atores principais em cenas de maior risco, evitando que as estrelas sofram algum dano).
Agências à parte fazem a seleção do elenco secundário e outra exceção é que grandes atores e atrizes por muitas vezes não fazem testes. São convidados diretamente para o papel.
Salários são astronômicos, logo que o nome de um artista de peso, em alta no momento, em destaque no cartaz do filme pode ser o fator chave para o sucesso de bilheteria. Atores e atrizes recebem cheques milionários para um período de trabalho de geralmente oito, doze semanas.

Julia Roberts recebeu $ 10,000,000 por "Comer, Rezar, Amar", $ 15,000,000 por "Duplicidade", $ 20,000,000 por "Closer - Perto demais".

Brad Pitt recebeu $ 10,000,000 por "Bastardos Inglórios", $ 30,000,000 por "Onze homens e um segredo".

Halley Berry recebeu $ 10,000,000 por "A Estranha Perfeita", $ 14,000,000 por "Mulher-Gato".

Tom Hanks recebeu $ 50,000,000 por "Anjos & Demônios", $ 40,000,000 por "O Resgate do Soldado Ryan", $ 70,000,000 (quando somado com parte nos lucros da arrecadação que o ator teve direito) por "Forrest Gump".


Atividade: responda a pergunta "Por que o salário de um ator pode variar tanto de um filme para o outro?"

Crítica: Spring Breakers – Garotas Perigosas (2013)



O tão aguardado, comentado e polêmico Spring Breakers. Sua estreia nos cinemas do Brasil foi cancelada e agora só pro fim do ano sai em DVD. Logo fui eu tratar de assistir ao filme, que vem sendo considerado por alguns meios, como a revista Complex, como o melhor filme de 2013 até o momento. O polêmico diretor Harmony Korine, que quebrou tabus envolvendo o universo adolescente em filmes como 'Kids', 'Ken Park' e 'Gummo' parece que gosta mesmo de extrapolar e mostrar o lado podre dos nossos jovens. O resultado é que este Spring Breakers está longe de ser o melhor do ano, mas está recheado de polêmicas e controvérsias.

ESPECIAL: Curso de Cinema MVDC Parte V - Produtores

Muitas são as áreas necessárias para se fazer um filme, mas há um cargo em particular que é responsável por manter todas as outras seguinte: a produção.
O produtor pode ser executivo (note a partir de agora os créditos dos filmes americanos quando está listado lá executive producers) e esses são os que basicamente entraram só com a grana. Mas os produtores mesmo (producers...) são aqueles que são os pais responsáveis por toda a bagunça funcionar. 
Produtores correm atrás de todo o material necessário para a filmagem. Realizam inúmeras tarefas que vão de achar locações, até providenciar as refeições de todos e contratar figurantes.
Sempre é feito um cronograma onde se estabelece o tempo de filmagem e a média é de seis semanas. Nesse período pra lá de atarefado o que não falta é trabalho para fazer e embora exista um profissional específico para cuidar com esmero de cada departamento (figurinista cuidará de tudo relacionado as roupas, diretor cuida de todo o elenco, os carinhas que cuidam de como a imagem e o som estão sendo captador, o diretor de fotografia e captador de som, respectivamente), são os produtores que com suas amplas asas tentam abranger com cuidados tudo isso.

Filmando THOR...

Filmando UM DIA...

Atividade: Pesquise imagens de filmagens de filmes e identifique os profissionais ao redor

Crítica: Em Transe (2013, de Danny Boyle)




Danny Boyle sempre foi um cineasta no qual admirei muito. Ele tem um cinema próprio, controverso e inflamatório. Belo exemplo de solidez, originalidade e senso crítico. Seus filmes misturam fantasia com piadas azedas, muitas vezes detonando com o estilo de vida e situações da vida ou de determinado ciclo social. Destaco seus 2 primeiros filmes, onde  dois tinham o propósito de provocar: 'Cova Rasa' e 'Trainspotting - Sem Limites'. Depois veio 'Por Uma Vida Menos Ordinária', com a intenção de fazer rir ao mesmo tempo em que trazia reflexões sérias sobra relacionamentos e um lado "espiritual". Depois de diversas outras boas obras ele finalmente se consagrou como diretor de renome com seu precioso 'Quem Quer Ser um Milionário?'; vencedor de 8 Oscar em 2009 e trazendo uma poderosa metáfora cotidiana. Depois de concorrer com outro bom título, '127 Horas', ele retorna com este chamado 'Em Transe', e aqui ele volta às raízes com um filme que não tem a intenção de chegar ao Oscar, mas sim de chamar a atenção pela provocação.

Já começo elogiando o título do filme. A versão nacional ficou parecida com a original, que seria 'Trance'. O significado deste título para o filme são inúmeros e por isso tirei meu chapéu. O tal transe primeiramente se refere ao estado de hipnotismo que as personagens centrais se envolvem, tendo todo um lado mental e psíquico. Há ainda o significado de se estar em êxtase, histerismo e até mesmo em um estado orgásmico (afinal transe pode também se referir à transar). E por último existe um estilo de música eletrônica chamada 'trance psicodélico' ou apenas 'psy trance', onde a batida rítmica da música associadas com êxtase, a excitação do momento e toda uma ruptura na mente acabam levando a um estado de delírio mental, hipnotismo involuntário e situações onde você se encontra "fora de si". Há todo um lado psíquico-espiritual envolvido. Como o diretor é Danny Boyle e o cara sabe o que faz, ele brinca com todas estas possibilidades, entregando um dos mais espetaculares suspenses dos últimos anos. 

ESPECIAL: Curso de Cinema MVDC Parte IV - Iluminação

A frase clássica "LUZ, câmera, ação!" não é apenas uma interessante frase de efeito.
Com storyboard finalizado e principalmente com o orçamento já estipulado e arrecado inicia-se o processo de construir todo o cenário, toda a atmosfera onde se passa o filme.
Existem os filmes que optam por externas, as gravações na rua, locais já estabelecidos e filmes que podem até mesmo ser filmado inteiramente nas locações artificiais construidas especialmente dentro dos colossais galpões, estúdios.
E tal "luz" da frase cinematográfica tem o seu papel de grande importância. É o diretor de fotografia que - com o storyboard em mãos - monta o mapa de luz para que se saiba onde cada ponto de luz artificial, refletores e filtros de luz será colocado.
É a iluminação que dá o clima para a cena. Pode tornar tudo mais dramático. A luz, em especial o jogo de sombras, cria o suspense. É a atmosfera que dá forma ao filme.

Em Janela Indiscreta, a luz destacada em especial nos olhos do vilão intensifica o clima tenso

Em Avatar toda a iluminação é feita através da computação gráfica

Note nessa cena do clássico Casablanca como as sombras das palmeiras são projetadas ao fundo para dar todo um ar requintado ao lugar

 Os filmes do cinema mudo faziam um uso sensacional da técnica de iluminação e sombras

Atividade: Analise a iluminação na cena de algum filme.



Especial Johnny Deep - Para Patrícia Augé Timm



Estou 3 semanas atrasado, mas aqui vai mais um pedido ou promessa atendida. Uma amiga, Patrícia Augé Timm me informou que queria ver um especial do Johnny Deep. Então aqui vai Patty! Relembre os filmes do cara, anote algum que não tenha visto, saiba sobre curiosidades e de bônus vou lançar umas fotos para o público feminino. Sou fã do cara (pelo talento, deixo claro ... RSRS), mas aqui vai esta matéria completa e exclusiva do Minha Visão do Cinema. Apertem os cintos e vamos lá:

Uma breve opinião sobre o cinema na primeira metade de 2013:

2013 passou da metade e é hora de fazer um breve comentário do que se viu até aqui. Lembrando que alguns filmes lançados nos últimos 2 meses ainda não foram vistos, mas em nome da equipe falo que estamos atentos a tudo e já podemos tecer breves comentários mesmo sem assistir. Vou ter que ser chato e dizer que 2013 era um dos anos mais esperados e badalados para o cinema, mas até agora não entregou tudo que pode. Na verdade não veio metade do que poderia. Vou então comentar sobre alguns filmes do ano que foram fiasco ou sucesso.

ESPECIAL: Curso de Cinema MVDC Parte III - Estúdios & Orçamento

Foi feito o roteiro, foi feito o storyboard, o filme que procura sair do papel chega na etapa de procurar uma "casa" que o acolha. Já passou a época em que os grandes estúdios de Hollywood eram as opções para se lançar um filme. Hoje existem muitos estúdios independentes, pequenos, que levam filmes aos cinemas e até mesmo são responsáveis por pequenas pérolas que se tornam fenômenos de bilheterias. 


Por muitos anos (algo iniciado lá no fim dos anos 20) esses foram considerados "Os Grandes 5 de Hollywood". Cinco?! Isso porque o estúdio MGM fazia parte do grupo, mas recentemente com instabilidade financeira e ameaça de falência (mesmo que se recuperando um tanto graças ao filmes da franquia 007) ele não faz necessariamente mais parte do grupo. E outro estúdio tomou o seu lugar? Muitos outros!

     

Com o avanço da computação gráfica a Pixar se estabeleceu talvez ainda mais poderoso do que os "Grandes 5". Tão poderoso que a igualmente grande durante os anos, Disney, comprou o estúdio e na verdade, hoje, a Pixar é muito maior e traz filmes que fazem muito mais sucesso do que a própria Disney. O sucesso da Lionsgate é bem recente e se deve a crescente saga "Jogos Vorazes" e a compra do outro estúdio menor Summit que foi responsável pela série "Crepúsculo".

Estúdio escolhido e roteiro aprovado pelos chefões para iniciar o projeto, produtores são contratados e a função deles e fazer os cálculos de qual será o valor, o orçamento do filme.

Fatos:
- No Brasil é confortável fazer um filme com a quantia - mínima - de um milhão de reais e o filme nacional mais caro até hoje foi "Nosso Lar" custando vinte milhões de reais.

- Nos EUA um orçamento mínimo confortável gira em torno de vinte milhões de dólares e acredita-se que o filme mais caro - no caso, do mundo - seja "Avatar" com orçamento estimado de meio bilhão de dólares.

Atividade: Pesquisar curiosidades sobre as bilheterias dos filmes. Maiores sucessos, fracassos e marcos da indústria.