SNACK #2: O Reino Escondido


Retornamos com os nossos SNACKS... Recomendações objetivas, práticas de filmes que valem à pena.


Uma adolescente é transportada para uma floresta profunda onde uma batalha entre as forças do bem e do mal está sendo travada.

Realmente não sinto a necessidade de falar de mais detalhes da trama. Comecei a assistir e nos primeiros minutos o que ecoou na minha cabeça foi "Que animação bem feita. Como estão evoluindo com a animação fora dos estúdios Pixar". Essa sendo uma animação da FOX, do estúdio que nos trouxe A ERA DO GELO.
Os gráficos são maravilhosos mesmo, mas daí a trama começou a se desenvolver. De cara uma empolgante sequência de perseguição na floresta, entre folhas e árvores e cipós da qual eu só não conseguia parar de pensar o quão incrível deve ter ficado em 3D nos cinemas. Ponto positivo. 
Mas daí continuou seguindo e quando eu percebi já tinham se passado 25 minutos e eu tive um susto imenso ao admitir: Eu estou vendo uma animação, um filme primeiramente direcionado ao público infantil, que simplesmente NÃO tem UM ÚNICO momento sequer de comédia eficaz. Nem uma risada leve. Eu só estava bem quieto, quieto por quase meia hora. O filme seguia indiferente para mim. Resultado? Desliguei.
Mas os SNACKS não deviam recomendar bons filmes? O REINO ESCONDIDO (nos cinemas) também não é a pior animação de todos os tempos. Só é genérica demais. Não há nada de novo. Acredito que eu só estava em uma tarde onde ansiava por um frescor cinematográfico, então não me satisfez, mas se você quer uma mera animação descompromissada... É válido.


E vocês ainda lembram o que é um SNACK? É um lanche rápido. Daí nasceu esse nosso sistema de avaliação diferenciado para os filmes que são apresentados para você por aqui via snack! Entenda:

CINCO snacks = PERFEITO

QUATRO snacks = ÓTIMO

TRÊS snacks = BOM

DOIS snacks = REGULAR

UM snack = RUIM

NENHUM snack = PÉSSIMO

O REINO ESCONDIDO:


Especial: filmes fracassados e rejeitados, mas que eu gosto.



Feriado e fim de semana, clima de feriadão e a preguiça toma conta. Vou fazer aqui uma matéria direta ao ponto. Gosto é gosto e há quem diga que não se discute. Todo ano temos um certo número de filmes que fracassam em crítica, bilheteria ou ambos. Muitas vezes me parece que a crítica e o público é "maria vai com as outras", não mantendo uma opinião própria. Entre filmes simplesmente esquecidos ou até mesmo odiados, vou aqui defender alguns títulos que conseguiram me agradar. Por mais estranho que pareça, minha opinião é esta e defendo tais filmes. Vamos lá:



Os remakes de Piranhas (2010 e 2012)


Se é pra apelar, já vou começar confessando pecados (risos). A verdade é que tenho vergonha de dizer que adoro o remake de Piranhas, lançado em 2010. O filme é assumidamente trash, um humor negro genuíno e tem uma horrenda e exagerada cena de matança no final. Além de extrapolar os limites do 3D e lançar vômito, peitos, membros, restos de piranhas e até um pênis nesta moda da terceira dimensão. O elenco é bacana e com nomes conhecidos, além de ser dirigido pelo competente francês Alexandre Aja (de Alta Tensão, Viagem Maldita e Espelhos do Medo). Irônico é que o título piranhas serve tanto para os animais em si, como para as pornstars e seus corpos nus presentes no filme. É quase um pornô, se não fosse o sangue e a comédia. Bem dirigido e estilizado, é daqueles filmes podres mas divertidíssimos de se assistir. Mas apenas quem gosta de trash's movie gostará da obra. A continuação intitulada Piranhas 3DD foi uma das grandes bombas do ano de 2012, mas mesmo assim tenho vergonha de dizer que algo no filme me fez rir muito. No segundo filme não há terror e não é tão bem dirigido, o que é uma pena. Mesmo assim eu ri muito com algumas piadas bobas e nojentas (creio ter sido o único, isto me qualifica como doente? RSRS).






Conan - O Bárbaro (remake 2011)

Crítica: O Abrigo (The Divide) de Xavier Gens



"Poderoso, chocante, violento, depravado, selvagem e realista. O Abrigo não alivia você nem um único segundo de embarcar no maior de todos os infernos: o comportamento humano."


Esta é minha definição do filme. Outra boa definição seria a que o pessoal do marketing do filme usou: "Quem teve sorte morreu na explosão." É inexplicável que este filme não tenha tido o destaque merecido. Engraçado como todo ano temos alguns excelentes filmes que passam despercebidos. Este foi lançado entre a virada de 2011 e 2012. Mas só agora em Maio de 2013 que chegou ao Brasil com este título. Ano passado já tinha saído um O Abrigo (um ótimo drama profético envolvendo esquizofrenia, recomendo por também ser poderoso). O título original (The Divide) seria algo em como: A Divisão. Mas até que O Abrigo encaixa bem, embora o título original é adequado às personagens. Por que falar deste filme e o que ele tem demais? Simplesmente eu coloquei ele como o segundo melhor filme que assisti em todo ano de 2012! 

Crítica: A Primeira Transa de Jonathan (1985)



Ando revendo alguns bons clássicos e divertidos filmes de comédia adolescentes, que de alguma forma marcaram época ou tiveram seus momentos de sucesso. Este é um filme que fazia tempos que queria escrever sobre. Quem já acompanha o blog sabe que não morro de amores por comédia, mas tem algumas poucas exceções que eu idolatro. Este é um exemplar. Um clássico dos anos 80 (década adorada por mim), uma de minhas comédias favoritas e um filme extremamente simples, porém delicioso. Este seria um dos "pais" de American Pie, trazendo um roteiro que aborda a sexualidade juvenil. Mas o acerto aqui são maiores. Um é por ser um filme oitentista. Mas outro é o fato da história se passar na década de 50, com todo aquele charme típico e saudoso. Ambientado em Nelsonville, Ohio, em 1956, a sua trilha sonora apresenta muitas canções populares da época.

Crítica: Show de Vizinha (2004)




Com o gigantesco sucesso da trilogia inicial de American Pie, com suas piadinhas pesadas e temática sexual; chegou aos cinemas e aos DVDs uma verdadeira enxurrada de filmes adolescentes do tipo. Mas poucos foram realmente  bons. E um dos melhores títulos foi este Show de Vizinha. A trama traz o certinho e futuro político Matthew (Emile Hirsch em início de carreira, mais tarde ele seria o Speed Racer), que fica perdidamente apaixonado (e digamos, tarado) pela sua estonteante e indisciplinada vizinha nova. A descoberta de que ela faz parte do mundo do entretenimento adulto divide ele: por um lado será ótimo ter uma relação sexual com ela, mas por outro ele a ama. Nesta confusão, onde seus amigos fazem pressão, há a participação de diversas pornstars e o antigo empresário dela atrapalha, se desenrola uma boa comédia estadunidense. 



PREMIAÇÃO DO FESTIVAL DE CINEMA DE CANNES 2013

Após 11 dias de festival, a alegria tomou conta de Cannes quando Steven Spielberg, presidente do júri, anunciou a “Palma De Ouro”. O grande prêmio foi entregue ao franco-tunisiano Abdellatif Kechiche pelo filme “LA VIE D’ADÈLE”, que logo após sua sessão já era tido como a “sensação” da atual edição do festival. E o diretor foi corajoso, num filme de quase três horas, narra o despertar de um romance lésbico. O filme também já recebeu seu título americano como “BLUE IS THE WARMEST COLOUR” e seu cartaz oficial. Foi a consagração de Abdellatif que vem de trabalhos premiados como “O SEGREDO DO GRÃO” e “A ESQUIVA”, filmes mais sociais e sérios.







O grande prêmio, tão importante quanto a “Palma De Ouro”, foi entregue aos maravilhosos irmãos Coen. Seu filme “INSIDE LLEWYN DAVIS”, que caiu nas graças da crítica, narra um pouco da biografia do cantor “Folk” Llewyn Davis, considerado um precursor e que viveu na década de 60. O elenco formado por Oscar Isaac, Justin Timberlake e Carey Mulligan ficou extremamente emocionado.


Um mexicano, Amat Escalante, foi eleito o melhor diretor do festival com seu longa “HELI”, filme em que evoca problemas da sociedade mexicana em lidar com tráfico de drogas e violência. A pobreza e a crueza da marginalidade são vistas sob um ponto de vista, que tenta ser humano, mas que permanece na intolerância.  

CURIOSIDADES: OS filmes DE um BILHÃO de DÓLARES


Recentemente o que nós lemos nas notícias internacionais, nos sites especializados no mundo no cinema, foi a notícia de que "o poderoso grupo dos 15 havia se tornado o grupo dos 16".
Por "grupo dos 15" eles se referiam aos quinze filmes que conseguiram a façanha de alcançar um bilhão de dólares na bilheteria mundial. E quanto a esse novo integrante... Estamos falando do tão recente HOMEM DE FERRO 3.
É bem óbvio de que a pergunta "E qual será o próximo filme a se unir a esse grupo?" paira em nossas cabeças - cinéfilas, não cinéfilas - porque se trata mesmo de um número, de um valor E TANTO!
É interessante analisar que tivemos QUATRO filmes alcançando essa marca em 2012, três em 2011...
Parece mesmo uma tendência termos ao menos um novo filme de um bilhão de dólares por ano. Tem acontecido muito recentemente. O preço mais caro do ingresso 3D é um fator - mesmo que a tecnologia não seja mais nenhuma novidade e já tenha caído um pouco - assim como os efeitos especiais mastodônticos, os espetáculos visuais gigantes que atraem multidões. É fato que você não verá nessa lista abaixo onde listamos esses campeões de bilheteria nenhum drama contido ou mesmo uma pequena comédia. Estamos falando de filmes de escalas épicas que nos presenteiam com explosões, correria e muita ação. É o cinema PIPOCÃO em seu melhor, então... Confiram!

1 - AVATAR - $ 2.782.000

2 - TITANIC - $ 2.185.000

3 - OS VINGADORES - $ 1.511.000

4 - HARRY POTTER 7 parte 2 - $ 1.341.000

5 - HOMEM DE FERRO 3 - $ 1.142.000

6 - TRANSFORMERS 3 - $ 1.123.000

7 - O SENHOR DOS ANÉIS 3 - $ 1.119.000

8 - SKYFALL - $ 1.108.000

9 - O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE - $ 1.084.000

10 - PIRATAS DO CARIBE 2 - $ 1.066.000

11 - TOY STORY 3 - $ 1.063.000 (A única deliciosa exceção dessa lista, por não ser um filme de aventura ou ação e sim uma ótima e adorada animação)

12 - PIRATAS DO CARIBE 4 - $ 1.043.000

13 - STAR WARS - Episódio I - A Ameaça Fantasma - $ 1.027.000

14 - ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS (2010) - $ 1.024.000

15 - O HOBBIT (2012) - $1.017.000

16 - O CAVALEIRO DAS TREVAS - $ 1.004.000

E você? Qual é a sua aposta para o próximo filme a arrecadar um bilhão???


Especial Clássico em Cena: Elvira - A Rainha das Trevas (1988) e mais algumas surpresas.





Elvira
Muito antes do filme que a consagrou no Brasil, a personagem Elvira como a conhecemos  ganhou a simpatia dos americanos com sua peruca estranha e decote a mostra, ainda em 1981, quando a atriz Cassandra Peterson, após uma temporada na Europa montou uma banda de rock e até trabalhou com Fellini, vencendo um concurso para se tornar apresentadora do ‘Movie Macabre’, uma sessão de filmes de terror no canal KHJ. Logo, o programa semanal e a personagem criada para ela (Elvira) viraram hit nas noites americanas.
A partir daí, Elvira passou a ser usada em anúncios publicitários, fantasias para Halloween, gibis, cards, bonecos, perfumes, dentre outros produtos. Foi então que a atriz Cassandra Peterson se juntou aos roteiristas John Paragon e Sam Egan para fazer o clássico Elvira - A Rainha das Trevas; com um orçamento de US$ 20 milhões. Após o grande sucesso do filme produziram 30 episódios da série que levava o nome da protagonista Elvira - A Rainha das Trevas, que não obteve tanto sucesso como o filme.





Crítica: Terapia de Risco (2013, de Steven Soderbergh)


Este é o penúltimo filme do amado diretor Steven Soderbergh, que já entregou sucessos e obras elogiadas como Traffic, trilogia dos 11, 12 e 13 Homens e Um Segredo, Magic Mike, Contágio, Che Partes 1 e 2, O Segredo de Berlim e o ótimo Sexo, Mentiras e Videotape. Sua última obra está sendo reverenciada atualmente no Festival de Cannes: Behind the Candelabra. Este Terapia de Risco não chega a fazer jus aos grandes filmes do diretor, mas trás um suspense diferente, expondo um lado que muitas vezes nos passa despercebidos (ou não).

Crítica: Meu Namorado é um Zumbi (2013)


Outro filme que se pode chamar de "filho de Crepúsculo". Ironicamente seus filhos tem se saído melhor. Dezesseis Luas surpreendentemente me pareceu assistível. A Hospedeira já foi bem chato, mas pelo menos a atriz principal é boa. Agora cheguei neste Meu Namorado é um Zumbi (título péssimo!!!). Querem minha sinceridade? O melhor deles, uma grande e divertida surpresa. O filme é baseado no livro Warm Bodies de Isaac Marion. Na direção temos Jonathan Levine, que no ano passado dirigiu o engraçado e emocionante 50%. O diretor mostrou ter fôlego na hora de contar esta estória que deveria ser cabulosa. Em um apocalipse zumbi, uma mocinha survivor é protegida por um jovem e reflexivo zumbi, que começa uma revolução de zumbis pacíficos contra uma forma mais evoluída e má de zumbis cadavéricos. 

Crítica: Inatividade Paranormal (2013)



No gênero das comédias há um subgênero que são as sátiras. Quase sempre são filmes bobos e maliciosos, que debocham de determinados filmes. Lembro-me dos bons filmes de Leslie Nielsen, como O Foragido, A Repossuída, Drácula - Morto mas Feliz e Corra que a Polícia vem Aí. Mas foi a franquia Todo Mundo em Pânico que tornou este subgênero conhecido. Após os 3 primeiros filmes conseguirem tirar boas risadas, e outros dois representantes intitulados Date Movie e Não é mais um Besteirol Americano também se saírem bem; tais comédias passaram a ser extremamente batidas e repetitivas. Este Inatividade Paranormal pega a onda dos tais filmes de terror atuais com tema sobrenatural (franquia Atividade Paranormal, Sobrenatural, O Último Exorcismo, A Entidade, A Possessão, A Aparição) e traz de volta um dos irmãos Wayans. Depois de alguns anos sem rir com este tipo de comédia, esta aqui conseguiu ter seus momentos.

cobertura FESTIVAL de CANNES 2013 - DIA #7 / DIA #8

Uma semana de Cannes!!!

E o filme sensação do dia foi BEHIND THE CANDELABRA estrelado por Michael Douglas e Matt Damon. O filme já ganhou os holofotes e ganhou todo uma imagem polêmica há muito tempo quando enfrentava (acredito que ainda enfrenta) imensa dificuldade para ser distribuído por algum estúdio pois foi considerado "gay demais". É isso mesmo que você leu. 

O que foi dito sobre o filme? A trama baseada em um livro, em uma autobiografia real, foi ovacionado. "O filme é hipnotizante, arriscadamente incorreto, escandalosamente assistível. Simplesmente escandaloso". É um dos trechos de crítica que foi exibido.
Arrisco dizer que é o filme favorito até agora, embora ao mesmo tempo não consiga visualizar tal obra ganhando a elegante Palma de Ouro.


No oitavo dia do Festival, após termos no dia anterior um filme muito esperado, tivemos por fim a exibição de um filme mais esperado ainda (a equipe do "Minha Visão do Cinema" que o diga. Estamos loucos para assistir!). ONLY GOD FORGIVES estrelado por Ryan Gosling. Já falamos sobre o filme aqui em nosso aquecimento para a cobertura. Relembre: http://minhavisaodocinema.blogspot.com.br/2013/05/cobertura-festival-de-cannes-2013.html

O que foi dito sobre o filme? O grande crítico Peter Bradshaw divulgou "Acabo de assistir Only God Forgives. Eu... Isso... Eu... Os olhos rolam para trás da cabeça e caem".
O que a crítica Alicia Malone disse foi "Seriamente silencioso e muito violento. Para mim foi incrível, adorado, mas não amado. Muitos não irão amar".
Assim, temos o resultado de que o filme não será engolido por todos porque É violento em um nível polêmico, mas que também É um ótimo filme. Logo vou eu me arriscando de novo com outra previsão... Até o momento aposto nele como sendo o vencedor do prêmio!


Outro filme do oitavo dia foi ALL IS LOST, que conta a estória de sobrevivência de um homem - interpretado pelo grande Robert Redford, falando muito pouco durante o filme - em um barco danificado em alto mar.

O que foi dito sobre o filme? O Los Angeles Times disse: "A trama é mínima, a metáfora é abundante. O filme brinca com símbolos que podem ser interpretados como conotações do amor, isolação e morte".
Honestamente, o filme não me parece ser nenhuma obra a merecer maiores reconhecimentos. Sim, parece ser bom, mas não ótimo. Algo regular que pode ser deixado - com muito respeito - quieto lá no cantinho.


Por fim, falemos sobre a espécie de documentário MUHAMMAD ALI'S GREATEST FIGHT (traduzindo: A maior luta de Muhammad Ali) que relembra o caso do impasse judicial sofrido pelo famoso lutador de boxe nos anos70 por se recusar a lutar na Guerra do Vietnã. 

O que foi dito sobre o filme? É um documentário! Cannes ama documentários! O que há para se dizer?


FOTOS


"ALL IS LOST"


"ONLY GOD FORGIVES"


"BEHIND THE CANDELABRA"

E logo estaremos de volta...

Drácula de Bram Stocker (1992, de Francis Ford Coppola) - Vencedor de 3 Oscar


Viajei oceanos de tempo para encontrá-la.

É possível um filme de terror ser belo, poético, emocionante e romântico? Muitos talvez respondam não. Mas os melhores filmes de terror conseguem passar algum tipo de emoção além do pavor. Lógico que são raros os exemplos. Mas o primeiro que me vem à mente sempre é Drácula de Bram Stocker. Existem centenas (sem exageros) de adaptações da história do Conde Drácula e sua sede vampírica de sangue. Mas esta versão aqui, de 1992, é a melhor de todos os tempos. Para mim, este filme aqui não é apenas a melhor versão do Drácula, mas o melhor filme sobre vampiros já feito. É também um dos mais profundos filmes de terror. E acima de tudo, fica na minha seleta lista de melhores filmes de todos os tempos, realmente um de meus favoritos. Custou 40 milhões de dólares (muito para a época) e arrecadou altos 215 milhões, se tornando a 9° maior bilheteria daquele ano. Foi ao Oscar em 4 categorias, vencendo 3. A categoria em que perdeu foi de Melhor Direção de Arte. As 3 em que ganhou foram: Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Melhores Efeitos Sonoros. E os motivos para eu idolatrar este filme são vários. Preparados para se surpreender?

cobertura FESTIVAL de CANNES 2013 - DIA #6

Completamos quase uma semana de agitação em Cannes e assim continuamos...

Agitação é a palavra perfeita para classificar o que a apresentação do filme A CASTLE IN ITALY (será que irão traduzir corretamente por aqui? Um Castelo na Itália) causou. Uma aglomeração de repórteres e espectadores louca para ver a comédia romântica da atriz e diretora Bruni Tedeschi que é tão popular na França e na Itália. Ela é a irmã da famosa Carla Bruni e logo as línguas malvadas dizem que esse é o único e real motivo de toda a comoção.

O que foi dito sobre o filme? Brigando pelo prêmio na competição principal, ele foi considerado "um agradável retrato de uma família Franco Italiana em declínio". Foi dito que o filme contém alguns pares de fortes cenas e que a atriz Bruni é o tipo de atriz cômica que "deixaria ser atropelada por um táxi se ela achasse que isso faria o público rir ou chorar", mas que a produção não acumula o necessário para ser tão incrível quanto poderia ser. 


Também damos destaque para o filme do diretor palestino Hany Abu-Assad, OMAR.

O que foi dito sobre o filme? A trama sobre armações, redenção e reviravoltas na guerra em Israel foi classificado como "dificilmente ótimo". Acabou tendo, no entanto, um saldo pendendo um tanto mais para o lado positivo do que para o negativo, com os elogios do bom tratamento do tópico "guerra".


Por fim temos o estelar Alec Baldwin que no Festival de Cannes do ano passado perambulou pela cidade à procura de financiamento para o filme que ele intitulava de "O Último Tango em Paris durante a guerra do Iraque". O resultado foi o documentário SEDUCED AND ABANDONED que está em exibição no Festival esse ano mostrando a dificuldade de se financiar um filme em Hollywood. Irônico, não?

O que foi dito sobre o filme? O elogio definitivo foi "O filme é cheio de críticas inteligentes, atores e diretores famosos e caras endinheirados fazendo iluminados insights".


FOTOS



"SEDUCED AND ABANDONED"



"OMAR"


  
"A CASTLE IN ITALY"  

E AINDA TEM MAIS COISA INTERESSANTE VINDO POR AÍ...

cobertura FESTIVAL de CANNES 2013 - DIA #4 / DIA #5

E vamos para nossa dobradinha cobrindo dois dias do Festival!

Com a benção da chuva forte que continuava a cair na Riviera Francesa, foi exibido na mostra paralela "Um Certo Olhar" o filme GRAND CENTRAL da diretora Rebecca Zlotowski - e o segundo filme a aparecer nessa edição do Festival com a participação do ator Tahar Rahmin (com esse nome só podendo ser indiano, certo?).

O que foi dito sobre o filme? A trama se concentra em uma instalação nuclear na França rural. "Rahmin" começa um caso com uma colega de trabalho que vive no trailer em frente ao seu, mas ela já está noiva de um rapaz de outra usina.
Foi destacado pela crítica o cuidado em mostrar que a vida dentro e em volta dessas "usinas" não é a melhor. Os trabalhadores são explorados, mas foi insinuado que a diretora também faz uso de alguma "exploração". Ela usa todo o medo da contaminação como metáfora para a atração sexual que é expressada. Foi dito que os truques da diretora são "os mais velhos que existem no livro", mas que há um par de fortes atuações e uma cena final que é alarmantemente simbólica. 
Um resultado final positivo. Sendo assim, o filme desponta como tendo alguma chance de brilhar em sua categoria de competição. Mas não digo nada sobre "favoritismo", então não se enganem.


Horas depois foi a vez de INSIDE LLEWYN DAVIS, dos já cultuados e premiados irmãos Coen. 

O que foi dito sobre o filme? É a oitava vez que um filme dos irmãos concorrem ao prêmio máximo. Sobre esse foi dito que eles "fizeram algo para parecer muito fácil" contando a estória de um cantor de folk fracassado em 1961 na cidade de Nova York. 
A crítica colocou o filme lá em cima. Houve declarações de amor à melancolia do filme. O design de produção foi considerado "perfeito".
Um divertido consenso que foi publicado?

"É como Um Homem Sério (também filmes dos Coen), mas sem o Antigo Testamento caindo matando em cima de ninguém. Um filme pequeno e preciso."

Sim. Tiramos a conclusão de que foi aprovado, mas, pessoalmente, me parecem elogios brandos demais para um futuro vencedor do prêmio.


E fechando a tarde do último domingo houve o documentário (acredito que assim é como podemos classificar) THE LAST OF THE UNJUST, que é algo bem complexo. Vem de uma série de entrevistas feitas em 1975 com um sobrevivente judeu do holocausto. Tem duração de 3h54m [Pausa para reação]

O que foi dito sobre o filme? Bem, esse é o tipo de projeto que tem bem a cara de Cannes, então é claro que foi glorificado. Críticos disseram:

"O filme tem mais força cinematográfica em sua segunda hora com as câmeras do século 21 do diretor perambulando pelos acampamentos em Praga e em outros locais cruciais para a auto-justificação do entrevistado."

"Contém informações muito tristes que vão começar a pesar em você horas mais tarde, quando você estiver sozinho, pensando."


FOTOS


 
"The Last of The Unjust"



"Inside Llewyn Davis"



"Grand Central"

E NOSSA COBERTURA CONTINUA...