ESPECIAL OSCAR 2013 - Crítica: OS MISERÁVEIS (2012)


É bem difícil saber por onde começar a falar quando o filme em questão é o fenômeno Les Miserables, a mais nova adaptação paras as telonas da obra clássica de 1.500 páginas do escritor eterno Victor Hugo. O filme merece reconhecimento por vários fatores. Eu destaco aqui a bilheteria (um orçamento de $60 milhões para uma arrecadação mundial de incríveis $430 milhões), a enxurrada de prêmios que levou (vencedor de 3 Oscars: Maquiagem, Mixagem de Som, Atriz Coadjuvante) e a façanha que considero mais notável: ter trazido de volta à vida toda a excelência dos musicais, gênero apagado desde Dreamgirls (2006), na verdade.


Nós somos apresentados a já cultuada e clássica aventura épica do prisioneiro fujitivo em busca de redenção, Jean Valjean, que é perseguido pelo implacável oficial Javert e tem sua vida ainda mais modificada quando cruza com a trabalhadora de fábrica, Fantine, e acaba tomando conta de sua pequena filha por ela.



Eu assisti Les Miserables pela primeira vez no fim de uma tarde chuvosa, encolhido em minha cama e confesso que tinha altas expectativas (com o pouco que já tinha visto antes quanto ao visual, elenco) que foram prontamente cumpridas durante toda a primeira hora de duração. É nesse período do filme onde a vencedora (muito justamente, não podia haver outra) do prêmio da Academia, Anne Hathaway, brilha em uma sequência ininterrupta de pouco mais de 10 minutos dedicada exclusivamente a sua personagem, a sofrida Fantine, derretendo até os corações mais glacias. É nessa primeira hora quando se estabelece o tom desse corojaso musical (corajoso por ser o primeiro a fazer seus atores cantarem ao vivo, sem uso do playback), o método estilizado do diretor Tom Hooper (com câmera sempre colada na cara dos atores), o visual que equilibra bem a veracidade de uma França do século 19 revolucionária e todo um mundo à parte de fantasia escapista ao mesmo tempo.


Então eu cochilei. Pronto. Aqui está a segunda parte da minha confissão. Acendi de novo para os trinta minutos finais. E o que ou a quem eu posso culpar por isso? Não foi por conta de Russell Crowe (todos o cruxificando, dizendo que foi uma péssima escolha, que ele é o único no elenco que não sabe cantar, mas eu até que aprovei seu trabalho). Eu culpo toda a trama do romance da já adolescente Cosette e a incursão da temática "revolução" que, vamos logo admitir, não têm a mesma força do que o drama da mãe Fantine que vende seu próprio cabelo e dentes pela filha ou os conflitos internos de índole do atormentado fora da lei Jean Valjean. 


Nesse final eu só tive confirmações. Confirmação de que Anne Hathaway está tão boa que quando seu personagem parte o filme morre um pouco. Confirmação de que Hugh Jackman (o famoso Wolwerine) tem o papel de sua vida aqui graças a sua última cena. Confirmação de que toda a experiência prosposta é arrebatadora quando avaliada em um conjunto (mas não nos esqueçamos do ponto baixo e irregular bem no meio) e fica marcada também como a esperança de que outros musicais cheios de igual bravura venham nos maravilhar em um futuro breve.


OBS: Músicas como "I Dreamed a Dream", "Lovely Ladies" e "Can you hear the people sing?" simplesmente não saíram mais da minha cabeça... Nunca! (risos)


 Vejam só (ou melhor, ouçam)! Todas as belas e empolgantes músicas do filme em um lugar só!!!


TRAILER: 

                                    
NOTA: 8,5


Jean Valjean: Amar outra pessoa é ver a face de Deus... 

Mágico de Oz

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