ESPECIAL OSCAR 2013 - Crítica: O VOO (2012)


Falar sobre O Voo (Flight) é falar primeiramente sobre uma atuação de primeira, a de Denzel Washington, que no papel principal é um enorme ponto positivo dentro desse filme cheios de pontos positivos. 



O renomado diretor do famoso filme Forrest Gump, Robert Zemeckis, conduz com admirável vigor essa trama que nada mais é do que a estória verídica do piloto que salvou um avião, assim como todos os seus passageiros, de uma horrenda queda, mas que logo despencou do status de herói para criminoso quando exames indicaram que no momento do incidente ele estava drogado e alcoolizado.


Incialmente tive medo (revelo honestamente) de ser dominado pelo tédio durante a exibição do longa, porque eu estava bem ciente que a segunda metade do filme se dava naquele clima de "tribunal" que pode facilmente pender para o enfadonho, mas tudo correu muito bem aqui.
Há anos que uma cena em um filme não me empolgava como a sequência inicial do acidente com o avião. A grande aeronave virando de cabeça pra baixo, a ótima escolha do diretor de posicionar sua câmera bem de frente para o vidro na cabine do piloto para que possamos ter toda a sensação frenética do solo cada vez mais próximo, o som. Eletrizante!


Depois do incidente que é o ponto alto da estória, talvez com atores inferiores e direção desleixada, o filme teria caído no feio marasmo que eu já disse antes, mas como temos profissionais de primeira aqui, não é o que acontece. O roteiro (indicado ao Oscar) ajuda, o drama do alcoolismo desse homem interpretado por Denzel (também indicado ao Oscar) afastado dos filhos e criando laços mais fortes com uma garota de programa, toca fundo eficazmente. 


A peteca nunca cai. O filme tem 2h20m, mas sempre é interessante. Custou $30 milhões e arrecadou $94 milhões só nos EUA. Uma pequena surpresa que vale à pena. Estória real bem trabalhada. ASSISTA!

NOTA: 9

TRAILER:


Confira toda a incrível sequência da queda do avião aqui. Cinemão no seu melhor exemplar;)


Whip Whitaker: Eu estou bêbado agora... Porque eu sou um alcoólatra.

Mágico de Oz

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