CRÍTICA : O HOMEM DO FUTURO


Elenco: Wagner Moura, Alinne Moraes, Maria Luisa Mendonça, Fernando Ceylão, Gabriel Braga Nunes.

Enredo: Zero é um cientista genial, porém infeliz, que odeia a própria vida. Há 20 anos, foi humilhado publicamente na faculdade e perdeu o grande amor de sua vida - Helena. Prestes a ser demitido, Zero aciona, antes de totalmente concluído, o acelerador de partículas mais barato do mundo. O experimento fracassa, mas Zero acidentalmente volta ao passado e se vê diante da chance de alterá-lo. Nosso herói vai aprender que tentar manipular os caminhos do tempo é mais difícil (e confuso) do que parece. Zero retorna a um presente alterado e descobre que se transformou em um canalha. Pior, a nova realidade o separou ainda mais de Helena. Sua única saída é voltar novamente ao passado e impedir ele mesmo de alterar o presente.



Trailer, para assistir dê pausa no tema de Star Wars ao lado:





O cinema nacional tem dado saltos incríveis nos últimos anos. Um belo exemplo é este que se pode chamar de o primeiro filme brasileiro para a cultura nerd e geek. Com uma trama encantadoramente leve (o que é difícil para os padrões brasileiros), um roteiro bem trabalhado que lembra De Volta Para O Futuro, Efeito Borboleta e A Máquina do Tempo; O Homem do Futuro é uma excelente pedida para os amantes desse gênero. Mas aqui a ficção científica inicial aos poucos vai dando tempo para uma comédia romântica dramática impecável!


O filme é simplesmente imperdível. O elenco é ótimo e afinado. Todos estão à vontade nos respectivos papéis. O destaque vai mesmo para Wagner Moura. Humildemente digo que ele é o melhor ator brasileiro da atualidade. As cenas que ele parece desequilibrado são hilárias e convincentes. A razão por sua jornada através do tempo parece algo simples: um amor não correspondido e uma humilhação pública quando jovem. Mas aí está o acerto. Muitos são os jovens que irão se identificar com o personagem principal. 









Os efeitos especiais estão incrivelmente bons e surpreendentes. Estão em pouca quantidade, porém numa qualidade ainda não vista no Brasil. Uma incrível genialidade ronda esse filme, que de início parece discreto mas acaba surpreendendo. Tudo cria um clima agradável de ver e ouvir. As trapalhadas do nosso herói (e podemos dizer que vilão também) mudando a linha e a lógica do tempo-espaço é genial. Tá certo que muitos filmes americanos já fizeram isso. Mas foi bom o Brasil fazer algo assim, algo totalmente ousado. E o legal que não levaram pro lado da ação, mas uma comédia romântica bem família, com suas doses de drama e emoção. Sabe aqueles filmes que você torce de verdade pelo personagem? E ao acabar o filme dá vontade de que fosse mais longo só pra poder ter mais daquilo?


Essa é a sensação ao ver O Homem do Futuro, que é o melhor filme brasileiro de 2011; e um dos 3 melhores de todos os tempos (ao lado de Tropa de Elite 2 e 2 Coelhos). Um clássico brasileiro de dar inveja nos gringos. As aventuras atemporais desse viajante no tempo, com seu amor complicado e belo, sua superação de fracasso e tentando entender a lógica da vida; tudo embalado na música Tempo Perdido do Legião Urbana. Pura histeria e nostalgia para qualquer nerd, cinéfilo e fã de ficção ou Legião Urbana. Um filme obrigatório, pura cultura pop, leve e divertidíssimo. Uma obra prima nacional.


NOTA: 10



Bônus: Tempo Perdido cantada pelo elenco no trecho do filme:


Tempo Perdido cantada pelo Renato Russo:





















O Vigilante da Noite

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