CRÍTICA : SOMBRAS DA NOITE




Elenco: Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Helena Bonham Carter, Eva Green, Jackie Earle Haley, Jonny Lee Miller, Chloë Moretz, Gulliver McGrath, Christopher Lee, Alice Cooper.

Enredo:  no ano de 1752, Joshua, Naomi Collins e seu filho Barnabas, foram embora de Liverpool, Inglaterra, para começar uma nova vida na América. Mas mesmo um oceano não foi suficiente para escapar da misteriosa maldição que atormenta sua família. Duas décadas se passaram e Barnabas (Johnny Depp) tem o mundo aos seus pés, ou pelo menos a cidade de Collinsport, Maine. Capitão do Collinwood Manor, Barnabas é rico, poderoso e um playboy inveterado ... até que ele comete o erro grave de quebrar o coração de Angelique (Eva Green), uma bruxa, em todos os sentidos da palavra, Angelique condena-o a um destino pior que a morte, transformando-o em um vampiro e enterrando-o vivo. Dois séculos mais tarde, Barnabas é libertado de seu túmulo, e surge nos dias modernos.


Direção: Tim Burton


Tim Burton é um dos mais influentes e visionários cineastas de nossa época. Apesar de ter uma estética e características já próprias que se repetem nos seus filmes, é sempre bom ver uma produção dele. Algumas de suas marcas são o humor negro e ácido, elementos góticos, tons sombrios e outros berrantes. Seus personagens são excêntricos, às vezes ambíguos; mistura tragédia e sangue com humor e cenas belas. Além de uma infinidade de esquisitices. Tim Burton consegue captar tudo isso e fazer um cinema próprio. Sombras da Noite é mais um bem sucedido filme dele (apesar das fracas bilheterias), e neste ele repete a parceria com o também visionário Johnny Deep.


O roteiro é bom, normal para os padrões Burton. Como já comentado, mais uma vez o terror é alvo de humor inteligente. Talvez esbarre lá pelo final por um excesso de ação, o que não é comum em seus filmes. O ponto alto do roteiro é que a história se passa em 1972 (homenageando o clássico Drácula em 1972, que também recebeu o nome de Drácula no Mundo na Mini-saia).









O destaque é o elenco, todos espetaculares. Johnny Depp mais uma vez dá um show em cena interpretando uma personagem esquisita. Helena Bonham Carter, que é esposa de Burton, de novo apresenta uma atuação digna e engraçada. Ela também está sempre presente nos filmes do marido. Michelle Pfeiffer, Jackie Earle Haley (o novo Freddy Kruger) e Alice Cooper seguram bem os papéis. A jovem Chloë Moretz mais uma vez arrebenta, mostrando porque ela é a menina favorita de Hollywood da atualidade. A participação especial de Christopher Lee é uma engraçada homenagem aos filmes do Drácula antigos. Mas ouso afirmar que esse maravilhoso elenco é ofuscado pela vilã: Eva Green. O filme é mesmo dela. Sua personagem tira o brilho até de Johnny Deep. Linda, desequilibrada e cruel, ela é o melhor do filme.


Nas características técnicas, os efeitos especiais e sonoros são mesmo bons. Toda maquiagem, fotografia e montagem dos ambientes de época são perfeitos. A trilha sonora com clássicos dos anos 70 é nostálgica e saudosa. Aplausos para Tim Burton!


Apesar de fazer menos sucesso do que merece, Sombras da Noite é a volta dos bons tempos de Tim Burton, misturando sombras e bizarrices com uma trama redondinha, simples, concisa e divertida. A pergunta é: qual será seu próximo filme com essas características, incluindo sua esposa Helena Bonham Carter e o excelente Johnny Deep? É esperar para ver.


NOTA: 8
























































O Vigilante da Noite

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