Crítica: Gosto Se Discute (2017, de André Pellenz)


Gosto Se Discute é um filme despretensioso que tem seus erros e acertos, como todo e qualquer filme. Para o público geral, ou público alvo, temos um filme que dá para passar o tempo, mas, para o cinéfilo mais crítico, pode ser que os erros ofusquem boa parte dos acertos ou todos... 

Aqui teremos a história de um Chef (Cássio Gabus Mendes) de cozinha que se vê obrigado, ou melhor, é obrigado a mudar seu cardápio após perder boa parte de sua clientela por conta de um food truck que se instala bem em frente ao seu restaurante refinado - e antiquado -, cujo o dono desse "trailer", como prefere dizer o Chef, é seu antigo funcionário. 



Quem obriga o Chef a alterar seu cardápio é uma auditora do Banco qual é sócio em conjunto. Essa auditora, Cristina (Kefera Buchmann), toma as rédeas do restaurante, assumindo a gerência até que ele seja recuperado, evitando sua falência. No entanto, ela já chega chegando, mandando em todo mundo e querendo fazer A revolução no restaurante. Parte de tamanha soberania irritante que ela veste no início, é por não querer perder o restaurante, que está com um cardápio super antiquado enquanto tem um food truck moderno e alternativo em frente, qual está pescando toda a clientela. 



Para melhorar ainda mais o humor do Chef, que já está "cuspindo fogo pelas ventas" por ter uma outra pessoa assumindo a gerência do seu espaço, ele descobre uma doença que causa a perda de seu paladar; e claro, ele entra em prantos, pois essa doença se manifesta logo no momento em que está criando um cardápio novo para salvar seu restaurante. Nada poderia deixá-lo pior, exceto pelo fato de que os prazos dele se apertam e um prêmio entra em jogo; em contrapartida, devido a alguns acontecimentos, Cristina torna-se mais maleável e tolerável, e isso faz com que o Chef consiga ficar sob menos pressão para dar conta da tamanha responsabilidade que tem em mãos. 



Se pegarmos essa premissa e analisarmo-as com atenção, ela até que é bem interessante, mas, infelizmente, nesse filme ela acabou perdendo todo o seu potencial devido a não potencialização da mesma e da atuação fraca e sem química dos atores. A produção do filme no que tange a imagem e som é muito boa, pois temos cenas de cozinha muito bonitas, bem como uma soundtrack de fundo que super encaixa com a temática, no entanto, devido a precariedade de atuação e pela forma pobre que a história foi desenvolvida, som e imagem são duas coisas que acabam sendo facilmente esquecidas. 



Cássio Gabus Mendes (Tempo de Amar, Além do Horizonte, Assalto ao Banco Central), além da falta de química com sua companheira, não foi de todo ruim, entregou um papel tragável, ao contrário de sua companheira, Kéfera Buchmann (O Amor de Catarina, É Fada, 5incominutos), que estava completamente robótica; boa parte do filme deu a impressão que ela estava nervosa, o que não foi nada bom, porque também deu sensação de nervoso em quem estava assistindo. 

Ademais, é uma comédia dramática típica de sessão da tarde, que acaba valendo a pena como opção quando já estamos cansados de ficar horas e horas navegando por catálogos de filmes online.




Título Original: Gosto Se Discute

Direção: André Pellenz

Elenco: Cássio Gabus Mendes, Kéfera Buchmann, Gabriel Godoy, Mariana Ximenes, Paulo Gustavo

Sinopse: O chef (Cassio Gabus Mendes) de um restaurante estrelado, mas um tanto ultrapassado, vê toda sua clientela ir para um novo “food truck” em frente ao seu estabelecimento. Para piorar, ele é obrigado a aceitar uma auditora do banco (Kéfera Buchmann) que quer promover uma verdadeira revolução no restaurante. O nervosismo é tanto que leva o chef a perder o seu paladar. Um novo cardápio parece ser a solução para recuperar o restaurante, mas como criá-lo sem sentir gosto algum?

Trailer:


HELEN SANTOS

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