BELLA CIAO! Crítica: La Casa de Papel - Original Netflix - 1ª Temporada.


La Casa de Papel foi a surpresa da Netflix como presente de final de ano para quem gosta de assistir séries surpreendentes.

Quem não curte a mistura de rostos bonitos, tensão total e assaltos com planos geniais?

Esta ideia, que já foi vista em outros filmes, como O Plano Perfeito (2006), Onze homens e um segredo (2001) e até o nacional: Assalto ao banco central (2011), nos deixa extasiados quando torcemos para que os bandidos se deem bem no final.



A série foi roteirizada por Álex Pina, produzida pela emissora Antena 3 e comprada pela Netflix, que reorganizou a série em duas temporadas e lançou a primeira no final do ano de 2017.

Como é uma crítica de uma série nova, vou tentar soltar o mínimo possível de spoiler, mas certamente existirá um aqui ou acolá.

Começamos a série com a narração da protagonista Tóquio, uma ladra, que conta como ela e mais 8 pessoas, cada um especialista em uma área específica, com codinomes de cidades, foram recrutados para o maior roubo da história da Espanha: A Casa da Moeda.




Este plano mirabolante foi pensado e estudado durante anos por um tutor denominado "O Professor", o qual planeja, como em um jogo de xadrez, todos os passos antecipados da polícia e até erros dos próprios assaltantes. Desta forma, nós vamos descobrindo seu plano e sua solução, conforme as coisas vão acontecendo e o que parecia ser um simples "roubo" acaba se revelando algo muito mais complexo e ensaiado do que parece.

O mais interessante da série são como aos poucos os personagens vão sendo dissecados através de flashbacks e vamos nos identificando com uma ou outra estória, criando uma empatia, como em uma Síndrome de Estocolmo (estado em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor.)




Não sabemos ao certo se o que nos cativa é a aura misteriosa de cada um, e suas personalidades, que não são compatíveis à quem geralmente assalta, ou se adoramos a ideia de roubar do Estado, visto que a maioria acredita que o Estado também "rouba" de nós, algo como um Robin Hood moderno.

A trilha sonora, desde a música tema como as secundárias são bem interessantes e dão andamento à trama.

A fotografia e enquadramento de câmera possuem um papel muito importante na série e a paleta de cores com predominância de vermelho fazem uma alusão à violência que, ironicamente, é evitada à todo custo.



 
Lógico que por se tratar de uma série que poderia ter sido resumida à um filme, temos algumas cenas que são totalmente desnecessárias e só estão lá para preencher o tempo, o mesmo ocorre com algumas atitudes amadoras e muito humanas para pessoas que tiveram um treinamento exemplar, tanto para executar o assalto, como para evitar que o que acaba se tornando em um sequestro continue.


As subtramas que vão sendo apresentadas dão até alguma justificativa para o que acontece, mas nada que comprometa a atuação dos personagens ou do desenvolvimento do enredo. Aliás, cada personagem tem alguma complexidade específica e liga cada parte do plano, como que se não somente suas habilidades físicas, mas também psicológicas tivessem que existir para que o "jogo de xadrez" desse certo.

Uma mistura de sucesso, com referência às máscaras sem expressões que fizeram sucesso durante últimos protestos pelo mundo todo, ou na música Bella Ciao, usada como uma canção de protesto contra a 1ª Guerra Mundial e também como símbolo da Resistência Italiana na 2ª Guerra Mundial.


Como a Netflix não nos disponibilizou o final que já existe, nós ficamos com um gostinho de "quero mais", mas certamente a série cultivará vários fãs pelo teor revolucionário em questão.





TRAILER:


BÔNUS 1: Trilha Sonora
                                                    

BÔNUS 2: Trilha Sonora


Você já assistiu a série? O que achou? Deixe seu comentário aqui em baixo e não esqueça de curtir e compartilhar para os amigos! :)

@LillyDzura

Criativa, Cinéfila, Curiosa, acredita que os filmes influenciam em sua vida como lições que podem ser aprendidas sem que aquilo tenha acontecido em sua vida. Acha que toda história tem dois lados e que sempre há alguma coisa de bom para ser aprendido no que deu errado.

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