Crítica: The Confession Tapes (2017, Kelly Loudenberg)


Você confessaria um crime que não cometeu?

Geralmente, em casos de homicídios, a grande chance da polícia encontrar um culpado, sem ter que recorrer a grandes provas é a confissão. Nesse documentário, fica claro até onde ela está pode chegar para conseguir tal coisa. Seja passando por cima de provas, seja manipulando ou até mesmo implantando a duvida em um inocente, será que, no fim, são todos culpados? Ou deixamos passar determinadas coisas que, nos levam a crer, assim como as pessoas que aqui aparecem, deixaram se levar e acreditaram na polícia ou na mídia. O simples fato de que, automaticamente, fazemos a relação de que a lei não nos faria mal. Afinal de contas, eles devem nos proteger, não o contrário. 



Não vou dizer que tudo o que aparece é conclusivo de negligência, afinal, todo o documentário tem uma ambiguidade ao demonstrar os fatos, vemos todos os lados da moeda. Das vítimas, dos réus, da família e o que levou a conclusão da polícia desconfiar deles. Em grande parte do tempo somos manipulados a crer em determinado conto, que, logo em seguida, é desmentido ou, no mínimo, desacreditado, deixando a pergunta: Será?



Não é a primeira vez que a Netflix lança no seu catálogo algo do gênero, podemos citar Making a Murderer, que tinha o mesmo raciocínio, ou tentativa, de demonstrar como um caso de assassinato pode ser, no mínimo, suspeito quando observado todos os fatos. O documentário consegue com louvor fazer seu papel, que é nos fazer pensar! Aqui quem vos escreve é uma pessoa leiga, mas, sinceramente, em alguns episódios fica quase explícito o abuso psicológico usado, e a ingenuidade de alguns acusados em simplesmente acatar tudo, sem ao menos esperar um advogado ou, simplesmente perceber que tudo não passa de uma cilada. Fiquei pensando que, se isso acontecesse comigo, eu cairia ou não. (Não obtive resposta ainda). Por ser um documentário, os episódios são sim parados, afinal, temos que nos inteirar do caso e dos fatos apresentados, mas é extremamente interessante e, de certa forma, revoltante. Se tiver um tempo, assista, são apenas 7 episódios que vão valer seu tempo. 



Por fim, fica algumas questões levantadas como o abuso da lei, por parte dos policiais, em "criar" um suspeito e levar isso até as últimas consequências, a manipulação dos mesmos perante pessoas que, estão no mínimo, emocionalmente perturbadas e fazê-las - cruelmente - acreditar terem feito algo terrível; acredito que seja o mais chocante. Fazer com que pessoas supostamente inocentes, se considerem culpadas e pior, confessem isso é algo muito brutal de se ver. Como disse no começo, não estou afirmando a inocência de todos os casos apresentados, mas, que ficou algo a ser investigado na época ficou e isso, ao meu ver, é o suficiente para se criar a dúvida. Talvez, a única coisa que eles queiram com isso é dizer: Não julgue e não acredite em tudo que dizem. Não é só porque alguém que você julga ser correto diz algo, que isso esteja certo, e isso é algo para se ter em mente sempre!


 

Direção: Kelly Loudenberg

Sinopse: Todos foram condenados por assassinato, mas agora alegam que suas confissões foram forçadas, involuntárias ou forjadas. Esta série documental vai em busca da verdade.


Trailer:



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Natália Vieira

Gosto de filmes e sou viciada em séries e música boa. Não tem muito o que dizer depois disso.

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