Fica a Dica da Semana: Preacher

O Minha Visão do Cinema teve a brilhante ideia de ajudar você, caro leitor, naquele momento de dúvida: O que assistir? Se você, assim como nós, entra na Netflix e fica horas vendo o catálogo para terminar vendo filme repetido, seus problemas acabaram. Toda semana, aos domingos, lançaremos esse especial, que pode ser filme, série, documentário, enfim, tudo para ajudar você a expandir sua visão cinematográfica. Na estreia, optamos pela ótima série Preacher. Continue lendo e saiba tudo sobre. 



A série é uma adaptação da HQ criada por Garth Ennis e Steve Dillon, e já chega fazendo o improvável, que é a total aprovação dos fãs. Sabe-se muito bem que nem todas as adaptações seguem a história e por muitas vezes, a indústria acaba mudando o contexto, seja em filmes ou em séries, mas isso não ocorre aqui. Preacher foi uma das mais importantes publicações da DC Comics, juntamente com The Sadman, Hellblazer e Monstro do Pântano


A história acompanha o disfuncional reverendo Jesse Custer (Dominic Cooper), que tem um passado criminoso e violento, que volta à cidade onde cresceu, Annville, no Texas, para tocar a paróquia que já foi do seu pai. Logo de cara somos apresentados ao simpático vampiro Cassidy (Joseph Gilgun) e a badass e ex-namorada de Jesse, Tulipa O'Hare (Ruth Negga), e de fundo na história o xerife Hugo Rooth (W. Earl Brow) e seu filho, Eugene (Ian Coletti), que, através de uma ótima maquiagem, consegue deixar o telespectador incomodado o suficiente ao ver seu rosto. Resultado de um tiro de espingarda, diga-se de passagem. 


Os problemas do passado voltam para assolar Jesse ao mesmo tempo que, uma entidade, Gênese, se apossa de seu corpo, um anjo-demônio, que é caçado pela dupla de anjos Fiore (Tom Broke) e DeBlanc (Anatol Yusef), que acabam sendo vencidos pelo espirito, já que o poder de Gênese é fazer com que qualquer pessoa faça o que ela manda, por mais inusitado que seja. No meio de toda essa encrenca, Jesse fica com a obsessão de encontrar Deus, e agora, graças ao seu poder, ele pode. Entretanto, para o espanto de todos, Deus simplesmente resolveu ir embora e ninguém sabe onde ele está. Então, ele parte para a estrada com Cassidy e Tulipa, na missão espiritual, porém angustiante, de encontrá-lo. 


Apesar de ter uma sinopse aparentemente infantil, Preacher é extremamente violento, com cenas cheias de sangue, ação e nenhum pudor. Todavia, a primeira temporada é lenta e, do ponto de vista leigo de quem vos escreve, já que não li os quadrinhos, o excesso de histórias contatas, as interações entre os núcleos e a não-objetividade na história, entregam uma temporada menos dinâmica que a segunda. Salvo algumas apresentações, como o Santo dos Assassinos (Graham McTavish), onde temos o primeiro vislumbre do inferno e o que esperar da segunda temporada, que, logo de cara já mostra a que veio. Com o desfecho muito mais rápido e sem enrolação, o Santo dos Assassinos está em uma busca implacável para matar Jesse e recuperar Gêneses. Somos também apresentados a outro vilão que comanda uma organização, Cálice, que resumidamente, protege a igreja. Com seus modos bizarros e esquisitos, acaba nos presenteando com cenas maléficas e cômicas. 


O humor ácido e negro sustentam toda a série e dão um encaixe perfeito as situações vividas pelo trio de protagonistas. Os personagens em si já seriam motivo o suficiente para assistir essa série, cheios de personalidade, cada um a seu modo, mostram uma química perfeita. Cassidy, um vampiro cheio de vícios, alcoólatra e triste, como se sua vida não tivesse mais sentido e o seu inconfundível sotaque irlândes; Tulipa com seus segredos e sua personalidade marcante, lembram os heróis do cinema de ação, onde fazem o que for preciso, inclusive destruir um helicóptero em meio a uma perseguição; e Jesse, com seu novo poder nos faz pensar em como ele lidará com isso. Os anjos, que são tudo aquilo que você não espera que anjos sejam. A caracterização de faroeste, a ambientação da série em si tem algo de sombrio e, esquecido por Deus


Preacher é uma anarquia. Ácido, quase blasfêmico. Cheio de violência e irreverência, com temas conturbados que, ao tratar disso de modo cômico, parece absurdo, sendo capaz de nos chocar mas sem nunca tirar o sorriso do rosto ou a curiosidade do que está por vir. 


Trailer: 


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Natália Vieira

Gosto de filmes e sou viciada em séries e música boa. Não tem muito o que dizer depois disso.

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