Crítica: Liga da Justiça (2017, de Zack Snyder)





Quando a DC monta um time contra a Marvel...

Depois dos quadrinhos e do desenho animado, as telas do cinema resolvem reunir os heróis mais populares do universo da Detective Comics Company. 





Meses após o sacrifício de Kal-El (Henry Cavill), Lois Lane (Amy Adams) ainda está de luto pela morte do seu colega de trabalho do Planeta Diário, porém, uma nova ameaça à Terra aparece na forma de vida alienígena: O Oficial Militar da Elite de Darkseid, O Lobo da Estepe (Ciarán Hinds) está em busca das três Caixas Maternas junto com seu exército de parademônios. Para impedi-lo, o filantropo e empresário multimilionário, Bruce Wayne (Ben Affleck) e Diana Prince (Gal Gadot), decidem montar uma equipe à altura do adversário.

Eis que aparecem novos membros: Victor Stone (Ray Fisher), o atleta universitário com o corpo reconstituído ciberneticamente após um acidente, Barry Allen (Ezra Miller), um universitário de Central City com uma supervelocidade e o herdeiro de Atlantida, Arthur Curry (Jason Momoa), com habilidades sobre-humanas e aquáticas que vão além de se comunicar com os peixes.


O projeto é bem antigo, datado de 2007, muito antes do lançamento dos Vingadores (2012), porém houve a greve de roteiristas no mesmo ano e o fracasso de bilheterias dos filmes de outros heróis da DC. A esperança se avivou conforme o sucesso dos filmes de Batman, dirigido por Christopher Nolan e estrelado por Christian Bale. 

O diretor Zack Snyder mergulha na própria mitologia que construiu dentro do Universo Cinematográfico DC, começando pelos filmes do Homem de Aço e do Homem Morcego, pegando emprestado do sucedido filme da Princesa Amazona (2017, de Patty Jenkins), onde as lutas e efeitos especiais de última geração são prioridades. Com o suicídio da sua filha, o trabalho precisou ser preenchido pelo roteirista Joss Whedon, embora não tenha sido creditado.


O roteiro é focado em piadas sobre a própria DC, bem como as tiradas cômicas da situação. Tentando dar aparições a personagens coadjuvantes em filmes anteriores das três principais cabeças da DC. Por isso os fãs podem vibrar por aparições surpresas. A prioridade é para a direção de fotografia, que precisou conciliar a captura de movimentos, coreografia de luta e design de personagens. A trilha sonora retoma o filme Batman vs Superman através de Hans Zimmer e Junkie XL e insere a nostalgia dos filmes dos anos 90 e da série de animação Batman com Danny Elfman. 


O filme de herói foi feito especialmente para quem cresceu assistindo a série animada da Liga Da Justiça e os Jovens Titãs, ou para quem gostaria de ver um Aquaman melhor que um herói com a habilidade única de falar com os peixes dos Superamigos. Aguardem as cenas pós-créditos para rirem e se entusiasmarem com a sequência. Se a barra estiver pesada, basta gritar: Marta. 


Título Original: Justice League

Diretor: Zack Snyder

Roteirista: Joss Whedon

Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams, Gal Gadot, Ezra Miller, Jason Momoa, Ray Fisher, Ciarán Hinds.


TRAILER:



Paulo Brandao

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